A proteção da vida por meio da tutela de direitos à maternidade e à infância foi uma escolha da Constituição Federal de 1988, que fixou padrões de cidadania jurídica em nossa sociedade.
Da garantia constitucional derivam os direitos ao afastamento; à realocação em setor distinto; ao pagamento de salário ou licença maternidade para a pessoa trabalhadora cuja atividade possa qualificar condição insalubre ou situação perigosa.
Dos direitos fundamentais sociais da pessoa trabalhadora decorre a contrapartida em deveres de proteção à saúde e segurança; prevenção de riscos; manutenção salarial.
Justiça social também se faz por igualdade de gênero, saúde pública e proteção ao desenvolvimento infantil.
Que as celebrações pelo Dia das Mães não façam esquecer que direitos trabalhistas também são conquistas associadas às lutas por condições justas por quem materna.
Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região
Canal de comunicação entre a Escola Judicial e Magistrados, servidores, procuradores, outros agentes públicos, advogados e estudantes.
A conciliação entre o exercício de uma profissão e a atividade de cuidado é necessidade que não deve recair exclusivamente sobre a pessoa que materna.
A Escola Judicial do TRT da 5ª Região e a Desembargadora Angélica de Mello Ferreira destacam o reconhecimento de que pessoas trabalhadoras possuem responsabilidades familiares, e garantir meios para o exercício da profissão e do cuidado são temas que exigem atuação qualificada do sistema de justiça, em benefício de toda a sociedade.
A corresponsabilidade deriva do princípio da proteção integral e da prioridade absoluta para as infâncias e adolescências, com previsão no artigo 227 da Constituição Federal de 1988.
Para aprofundar estudos, é recomendável conhecer:
- Protocolo para Atuação e Julgamento da Justiça do Trabalho em Perspectiva da Infância e da Adolescência
- Marco Legal da Primeira Infância (Lei 13.257/2016)
- Política Nacional de Cuidados (Lei 15.069/2024)
- Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher - CEDAW
- Convenção 156 da OIT
- Opinião Consultiva 31/2025 da Corte Interamericana de Direitos Humanos
Que nesse Dia das Mães que se aproxima, possamos lembrar ser “a infância um chão que a gente pisa a vida inteira” (Lya Luft).
A gravidez é um dos mais radicais eventos biológicos ocorridos no corpo de quem gesta: órgãos e ossos deslocados, sobrecarga cardiovascular, alteração cerebral, entre outros.
A Constituição Federal de 1988, ao garantir estabilidade em padrões objetivos para a pessoa trabalhadora gestante, da confirmação da gravidez até 5 meses após o parto, confere salvaguarda diferenciada, observando que a travessia da construção de um ser humano, e os primeiros meses de vida, exigem proteção do trabalho materno.
Para garantir a segurança financeira durante o início da convivência familiar, a pessoa adotante também tem direito à estabilidade provisória no emprego de 5 meses após a data da decisão de adoção ou guarda judicial.
A Escola Judicial do TRT da 5ª Região e a magistrada Doroteia Azevedo reafirmam que a garantia de que trata a norma constitucional é objetiva, requer apenas que a gestação, termo de guarda ou sentença de adoção sejam anteriores à dispensa.
É essencial reforçar que a proteção à gestante tem fundamento jurídico, social, e de saúde pública, além do interesse coletivo na busca do bem viver para todas as pessoas.
Que neste Dia das Mães todas as pessoas possam maternar felizes e com direitos!
Você sabia que, nos últimos cinco anos, mais de 380.000 mulheres foram despedidas após a licença maternidade?
Essa violência tem nome: “penalidade materna” (motherhood penalty).
A escola judicial do TRT da 5ª Região magistrada Nadva Cruz chamam atenção para a conscientização de que a proteção da maternidade e o respeito às normas que salvaguardam direitos de quem materna, e de seus filhos e filhas, são de responsabilidade de toda a sociedade.
Que a atenção que cerca a data seja também uma possibilidade para reflexão sobre o mercado de trabalho e o enfrentamento de discriminações associadas à maternidade.
Fonte: eSocial/SIT/Dispensas do trabalho entre 2020 a 2025 sem justa causa.
Da suspeita ao diagnóstico; da solidão à luta por direitos; a maternidade atípica é marcada pela singularidade de vivências que, invisibilizadas, determinam para mães de pessoas com deficiência a experiência comum da busca por respeito e pela efetividade de direitos prometidos na Constituição Federal de 1988, previstos em tratados internacionais e nas leis internas.
Na proximidade do Dia das Mães, a Escola Judicial do TRT5 e a magistrada Adriana Manta lançam luzes sobre a exclusão laboral e violação de direitos das mães atípicas, sobre avanços jurisprudenciais e desafios urgentes para garantia da conciliação entre o cuidado e o trabalho.
Felicitar mães por seu dia é também refletir sobre direitos essenciais destas e de seus filhos e filhas.
111º episódio de Podcast: Decisões do STF em matéria de competência da Justiça do Trabalho
O novo episódio do Podcast da Escola Judicial da 5ª Região/Bahia recebe o desembargador do TRT-10 Grijalbo Coutinho para discutir a competência da Justiça do Trabalho. Em conversa com o juiz Marcos Fava, a edição analisa a trajetória histórica desse ramo do Judiciário, desde a sua ampliação pela Emenda Constitucional 45 até as atuais delimitações impostas pela jurisprudência.
A discussão destaca que, embora a Constituição de 1988 e a Reforma do Judiciário tenham buscado expandir a jurisdição trabalhista para todas as "relações de trabalho", interpretações recentes têm adotado um viés mais restritivo. O debate examina a exclusão de servidores estatutários e de outras categorias dessa esfera, apontando os reflexos dessa mudança na eficácia e no alcance dos direitos sociais.
Outro ponto central é o impacto de visões econômicas liberais na reconfiguração das garantias trabalhistas, com ênfase em julgamentos sobre terceirização e formas modernas de contratação. Ao mesmo tempo, o programa reforça a importância de manter a Justiça do Trabalho como o fórum especializado e adequado para dirimir conflitos oriundos do esforço humano em suas diversas manifestações.
Por fim, a conversa reflete sobre a relevância da atuação institucional e acadêmica para o enfrentamento dos desafios contemporâneos do setor. O episódio propõe uma análise sobre a preservação da competência especializada como pilar fundamental para a garantia da justiça social e o equilíbrio das relações de trabalho no Brasil.
Este episódio foi transmitido na TV Justiça no dia 6/5 e será reprisado no próximo sábado, dia 9/5, às 6h30. Verifique como sintonizar a TV Justiça em cada região do país. Todos os episódios do “É trabalho? Pod Chegar” ficam disponíveis no nosso site, no YouTube e no Spotify.
A proteção jurídica à maternidade e à infância é garantia constitucional.
Respeitar direitos fundamentais sociais, e promover meios para o exercício da lactação não são um favor de empregadores, nem vantagem ou privilégio de quem amamenta.
Nutrir a vida de uma pessoa na sua fase inicial é fortalecer o pacto civilizatório que nos faz humanos.
Valorizando o dia das Mães que se aproxima, a Escola Judicial e a magistrada Alice Nogueira e Oliveira Brandão relembram a importância da amamentação e do direito ao aleitamento para a proteção integral da primeira infância.
110º episódio do Pod Chegar: O futuro do trabalho
O novo episódio do Podcast da Escola Judicial da 5ª Região/Bahia recebe o jornalista Carlos Juliano Barros para discutir o futuro do trabalho diante das transformações tecnológicas. Em conversa com o juiz Marcos Fava, a edição analisa como a digitalização, a automação e as plataformas têm impactado as relações laborais contemporâneas.
A discussão destaca que, embora as inovações tecnológicas tragam mudanças relevantes, elas não eliminam a necessidade de proteção ao trabalho. O debate questiona o uso dessas transformações como justificativa para a redução de direitos, apontando que flexibilidade e segurança podem coexistir.
Também são abordadas as novas formas de organização do trabalho mediadas por plataformas, com ênfase na transferência de riscos ao trabalhador e na ausência de regulamentação adequada. O programa discute ainda fenômenos como a remuneração por produtividade, a polarização do mercado de trabalho e o enfraquecimento da classe média.
Outro ponto central é o impacto dessas mudanças na organização coletiva, com destaque para a fragilização dos sindicatos e a crescente individualização das relações de trabalho. Ao mesmo tempo, são apontados movimentos recentes de reorganização entre trabalhadores, especialmente no setor de aplicativos.
Por fim, a conversa reflete sobre a importância da regulamentação e do fortalecimento das instituições para enfrentar os desafios do trabalho contemporâneo, propondo uma análise crítica sobre os rumos do mundo laboral.
Este episódio foi transmitido na TV Justiça no dia 29/4 e será reprisado no próximo sábado, dia 2/5, às 6h30. Verifique como sintonizar a TV Justiça em cada região do país. Todos os episódios do “É trabalho? Pod Chegar” ficam disponíveis no nosso site, no YouTube e no Spotify.
O 109º episódio do Podcast da Escola Judicial da 5ª Região/Bahia recebe o professor Laurence de Melo, da Universidade Federal da Bahia, para discutir os contratos espoliativos e seus impactos nas relações de trabalho. Em diálogo com o Juiz Marcos Fava, o episódio analisa como mudanças recentes no Direito do Trabalho têm ampliado a precarização e flexibilizado garantias historicamente consolidadas.
Os contratos espoliativos são aqueles que, embora formalmente válidos, operam na prática como instrumentos de exploração, reduzindo direitos e transferindo riscos ao trabalhador. A noção surge em um contexto de transformações econômicas e jurídicas, no qual práticas antes consideradas ilegais passam a ser aceitas e incorporadas ao ordenamento.
A conversa aborda a normalização dessas práticas, o enfraquecimento dos sindicatos e a crescente individualização das relações laborais. Também destaca os efeitos desproporcionais dessas transformações sobre pessoas LGBTQIA+, que enfrentam maior discriminação no ambiente de trabalho.
O episódio ressalta o distanciamento histórico entre o movimento sindical e as pautas de diversidade, apontando avanços recentes na inclusão de temas relacionados à população LGBTQIA+ nas negociações coletivas e na organização sindical, ainda que de forma gradual.
Por fim, o episódio reflete sobre o papel do Judiciário na identificação dessas desigualdades e na construção de respostas institucionais mais eficazes. O 109º episódio é um convite à compreensão crítica das novas dinâmicas do trabalho e seus desafios sociais.
Este episódio foi transmitido na TV Justiça no dia 22/4 e será reprisado no próximo sábado, dia 25/4, às 6h30. Verifique como sintonizar a TV Justiça em cada região do país. Todos os episódios do “É trabalho? Pod Chegar” ficam disponíveis no nosso site, no YouTube e no Spotify.
O 108º episódio de Podcast da Escola Judicial da 5ª Região/Bahia recebe a Juíza Fernanda Junqueira para uma conversa aprofundada sobre um
dos temas mais desafiadores e fundamentais para a modernização do Judiciário brasileiro: o sistema de precedentes vinculantes na Justiça do Trabalho.
No diálogo com o Juiz Marcos Fava, o episódio destaca que compreender um precedente significa investigar os fatos que deram origem à decisão, reforçando que ele não é uma lei abstrata, mas um núcleo normativo vivo que só se aplica a novos casos se houver similaridade fática. Essa perspectiva é essencial para o desfecho jurídico, pois exige um olhar atento aos detalhes que realmente fundamentam o entendimento do tribunal.
Ao longo do debate, são examinados temas sensíveis e recorrentes no cotidiano trabalhista, como a presunção de dano moral na limpeza pública, os limites éticos da revista de trabalhadores e a reversão de justa causa por improbidade. O conteúdo esclarece conceitos fundamentais como a ratio decidendi e o obiter dictum, que são as passagens que não vinculam o julgador futuro por não serem determinantes para o resultado. A discussão revela como o sistema de precedentes atua como uma ferramenta de justiça social e segurança jurídica, evitando decisões conflitantes para casos idênticos e garantindo que o jurisdicionado possa confiar na estabilidade das instituições.
A importância deste tema para a Justiça do Trabalho reside, sobretudo, no fortalecimento da integridade do sistema. O Podcast reforça que a aplicação de precedentes não é uma tarefa mecânica de “copiar e colar” teses, mas um exercício de cooperação entre juízes e advogados, que devem, juntos, demonstrar por que determinado entendimento se aplica ou deve ser afastado por meio da distinção (distinguishing).
Este episódio foi transmitido na TV Justiça no dia 15/4 e será reprisado no próximo sábado, dia 18/4, às 6h30. Verifique como sintonizar a TV Justiça em cada região do país. Todos os episódios do “É trabalho? Pod Chegar” ficam disponíveis no nosso site, no YouTube e no Spotify.
A fraude à execução é um dos grandes desafios da fase final do Processo do Trabalho. Quando a decisão judicial já foi proferida e chega o momento de garantir, na prática, o direito reconhecido, surgem estratégias que tentam esvaziar esse resultado; muitas vezes por meio de mecanismos aparentemente lícitos, mas utilizados de forma a ocultar patrimônio e frustrar o cumprimento da sentença.
É sobre esse cenário que se debruça o 107º episódio de Podcast da Escola Judicial do TRT-5/Bahia, que conta com a participação do juiz Farley Ferreira, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. Ao longo da conversa, o tema é tratado com profundidade, evidenciando como a fraude pode se apresentar de forma articulada, exigindo do Judiciário uma atuação técnica, cuidadosa e, ao mesmo tempo, firme para assegurar a efetividade das decisões.
A discussão também revela a complexidade envolvida nesses casos, especialmente diante da necessidade de equilibrar direitos fundamentais: de um lado, o direito do credor à satisfação do crédito; de outro, as garantias do devedor e de terceiros de boa-fé. Nesse contexto, a análise das circunstâncias concretas, a interpretação de indícios e o uso de ferramentas de investigação patrimonial tornam-se essenciais para identificar práticas fraudulentas sem comprometer a segurança jurídica.
A fraude à execução impacta diretamente a credibilidade da Justiça. Garantir que uma decisão judicial seja efetivamente cumprida é parte central da própria razão de existir do Poder Judiciário. Por isso, refletir sobre esse assunto é fundamental para o aprimoramento da atuação jurisdicional e para o fortalecimento da confiança social nas instituições.
Este episódio foi transmitido na TV Justiça no dia 8/4 e será reprisado no próximo sábado, dia 11/4, às 6h30. Verifique como sintonizar a TV Justiça em cada região do país. Todos os episódios do “É trabalho? Pod Chegar” ficam disponíveis no nosso site, no YouTube e no Spotify.
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