HERPETOFAUNA DO LITORAL NORTE DA BAHIA (HLNB) é um estudo de longa duração de répteis e anfíbios em Restinga no Estado da Bahia, atuando desde 2006. O projeto, em rede, engloba um grande número de pesquisadores de diversas instituições brasileiras e internacionais. A principal missão do projeto é produzir conhecimento in situ em larga escala sobre a ecologia, biologia, conservação, genética, biogeografia, populações, comunidades, etnobiologia e distribuição geográfica de um grande número de espécies de anuros, lagartos, serpentes, jacarés e cágados, principalmente em formações de restinga inseridas nos domínios do bioma da Mata Atlântica e em um dos seus principais refúgios na Bahia. Seus resultados permitirão conhecer essa importante fração da biodiversidade Brasileira e fornecer subsídios para a formulação de políticas públicas e privadas para sua conservação na região, considerada pela SOS Mata Atlântica entre outras conceituadas instituições, como de elevada importância biológica. O projeto atua em todos os municípios da região politicamente conhecida como Região do Litoral Norte da Bahia e inclui os municípios da Região Metropolitana do Salvador , incluindo suas 12 Unidades de Conservação municipais e estaduais em mais de 20 localidades em conjunto. O formato atual do projeto nasceu em um curso de capacitação na Fundação Durrell - DWCT em 2006 e a partir de uma parceria entre o Centro ECOA da UCSAL e o IBAMA (Bahia) e ICMBio em 2007, em um convênio de cooperação técnico-científica, quando iniciaram em conjunto um estudo pioneiro para a eleição de áreas prioritárias para Conservação no Litoral Norte da Bahia. Os estudos resultaram na proposição de mais quatro Unidades de Conservação para a região. Entretanto, a base de dados do projeto, iniciada em 2001, conta hoje com um grande banco de dados da Herpetofauna e outros grupos de vertebrados e invertebrados no nordeste da Bahia, além de uma coleção de referência herpetológica. A partir daquela iniciativa, pioneira, posteriormente em um evento com apoio do DICE da University of Kent na Fundação Durrell, iniciou-se a delimitação acadêmica de um projeto visando estabelecer a situação atual da herpetofauna na região, e já contou, naquela ocasião, com algumas parcerias iniciais, quando da visita de um representante da IUCN à Bahia e que conhecendo o projeto incentivou também sua implementação e promoveu também uma parceria com o Amphibian Ark. O projeto hoje é uma parceria entre ECOA/UCSAL no Brasil e DICE/UKC no Reino Unido. A modelagem ecológica é a ferramenta principal de estudo, englobando a modelagem de detecção, ocupação e de distribuição de espécies, entre outras. O projeto teve seu piloto realizado por um período de um ano, tempo necessário para delimitação de uma base de dados inicial, e pôde levantar informações cruciais para a delimitação da sua matriz de atuação. Hoje contamos com mais de oito organizações envolvidas diretamente e mais de 26 projetos associados, além de diversos parceiros da iniciativa pública e privada, podendo se tornar uma das diversas e relevantes contribuições em estudos de longa duração da herpetofauna de do ecossistema de Restinga na Bahia, (a exemplo daqueles importantes projetos realizados na Restinga do Espirito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro), contribuindo com uma lacuna de conhecimento e auxiliando na Conservação dessa pequena parte da Biodiversidade Brasileira. O projeto hoje conta com o apoio direto de diversas instituições e as pessoas que as representam, sem as quais não seria possível a sua realização: ECOA, DICE, Universidade Católica, University of Kent, Herpetofauna Fundation, RepTech Technologies, Lacerta Ambiental, Instituto da Mata, Fazenda Milagres, Condomínio Busca Vida, Reserva Imbassaí, Fazenda Boa Esperança, Condomínio Buscaville e Amphibian Ark.