Dr. Vinicius Rabelo Torregrossa

Dr. Vinicius Rabelo Torregrossa Página destinada a profissionais de saúde e pacientes com conteúdo educativo relacionado à Odontologia.

Confesso que por muitos anos achei que ser CORAJOSO poderia ser uma fraqueza....Mas como assim, Vini?Se estudarmos a def...
12/09/2026

Confesso que por muitos anos achei que ser CORAJOSO poderia ser uma fraqueza....

Mas como assim, Vini?

Se estudarmos a definição da palavra CORAGEM....significa "ir com medo mesmo".

Digo aqui pra todos vocês que nunca deixei de ter medo de atender meus pacientes. O MEDO protege tanto a eles quanto a mim de cometer uma iatrogenia...um erro.

O Medo sempre me fez estudar mais, querer me destacar e ser o melhor naquilo que me propus a fazer.

Mas e aquele colega que é DESTEMIDO?

O destemido é o ignorante....é aquele que desconhece os riscos e não tem medo. Desses eu torço para que os conteúdos postados aqui os atinjam algum dia...e que mudem.

Aos que não querem mudar...sinto muito não por ele...mas pelos pacientes que sofrerão as consequências de práticas desregradas, baseadas em empirismo e experimentações.

Quando a nós....os que tem o MEDO como um valoroso aliado...seguimos firmes!

O profissional preparado não foge da complexidade, mas também não transforma o paciente em uma aposta.

💭 A coragem clínica começa onde o improviso termina.





08/09/2026

Paciente "liberado" para procedimento odontológico.......é isso mesmo, colega Dentista?

Vejo AINDA muitos colegas enviando as infames "cartinhas" para os colegas médicos pedindo liberação para procedimentos odontológicos.

Essas cartinhas não tem, em sua maioria, a necessidade de buscar por uma informação capaz de categorizar ou estratificar o risco de um paciente que será submetido a um procedimento odontológico, seja ele invasivo ou não.

Essas cartinhas que ainda solicitam a liberação nos descredenciam frente aos colegas médicos e não deveriam existir.

Antes de decidir uma cirurgia, eu quero entender qual é a condição cardiovascular, se ela está estável, se houve evento recente, quais sintomas existem hoje e quais medicamentos o paciente utiliza. Algumas dessas informações o médico do paciente pode me fornecer, mas outras são de minha competência saber.

Depois eu cruzo isso com o que eu pretendo fazer.

Uma exodontia simples, uma cirurgia extensa, múltiplos implantes ou um procedimento com sedação não apresentam exatamente a mesma demanda fisiológica, nem o mesmo potencial de sangramento.

E a lista de medicamentos merece atenção especial. Anticoagulante ou antiagregante, por exemplo, não deve ser simplesmente suspenso porque haverá cirurgia. Para a maioria dos procedimentos odontológicos, a orientação é manter a terapia e controlar o sangramento com medidas locais; situações de maior risco exigem avaliação individual e eventual discussão com o médico assistente.

O parecer médico acrescenta informação, não dá direção.

Quem precisa integrar essa informação ao procedimento odontológico é o dentista.


24/08/2026

Hoje compartilhei com vocês aqui um caso de cirurgia um pouco mais complexa, envolvendo patologia, reconstrução óssea, tudo sob sedação endovenosa.

Cirurgias mais complexas exigem planejamento, precisão e, acima de tudo, segurança e conforto para o paciente. É por isso que contamos com uma equipe multidisciplinar.

Planejamento cirúrgico em conjunto com

Sedação segura e realizada por .anestesista

Não poderia deixar de falar aqui da importância de um seguimento clínico detalhado, que deve perdurar por anos após a intervenção.

Não tem caso fácil por aqui, meus amigos. Mas posso dizer que nos preparamos ao longo de nossas jornadas exatamente para isso.

Amar o que se faz não basta. É preciso estar preparado também.


Você sabe atender o paciente. Mas sabe tomar a decisão certa quando ele é sistemicamente comprometido?Na prática, o paci...
22/08/2026

Você sabe atender o paciente. Mas sabe tomar a decisão certa quando ele é sistemicamente comprometido?

Na prática, o paciente não chega apenas com uma queixa odontológica. Ele pode chegar com diabetes, hipertensão, cardiopatias, câncer, uso de anticoagulantes, múltiplas medicações e outras condições que mudam completamente a forma de conduzir o atendimento.

E é justamente aí que muitos profissionais travam:

**Posso atender? Preciso solicitar exames? Qual é o risco? Qual conduta devo seguir?**

A Imersão em Odontologia Sistêmica foi criada para transformar informação clínica em **decisão**.

De **28 a 30 de agosto**, você vai aprender o **Método IVR de Decisão Clínica**, desenvolvido para ajudar o cirurgião-dentista a avaliar riscos, interpretar exames, definir condutas e atender pacientes sistemicamente comprometidos com mais segurança e autonomia.

Não é sobre decorar protocolos.
É sobre aprender a **raciocinar clinicamente diante de cada paciente.**

📍 28 a 30 de agosto
📍 Presencial — Instituto Vinícius Rabelo
🎯 Discussão de casos clínicos + aplicação prática do método

**Garanta sua vaga e leve a Odontologia Sistêmica para a sua prática clínica.**

O telefone toca e o paciente fala:“Doutor, tô sangrando!”Nessa hora, antes de sair dando orientação, existe uma pergunta...
12/08/2026

O telefone toca e o paciente fala:

“Doutor, tô sangrando!”

Nessa hora, antes de sair dando orientação, existe uma pergunta que organiza o raciocínio: esse sangramento está acontecendo por um fator local ou por um fator sistêmico?

Quando é local, pode ter relação com um vaso atingido na região, tecido inflamado, doença periodontal, higiene ruim ou com as próprias condições da boca no momento do procedimento.

Quando é sistêmico, entram situações como plaquetopenia, hemofilia e uso de anticoagulantes.

Uma pergunta simples ajuda bastante:

“Está sangrando somente no local do procedimento ou em outros lugares também?”

Sangramento em mais de uma região, principalmente quando acompanhado de manchas arroxeadas pelo corpo, aumenta a suspeita de uma causa sistêmica e pede uma avaliação mais ampla.

O sintoma pode ser o mesmo. O raciocínio e a atuação serão diferentes.

Salve para lembrar disso quando o telefone tocar no meio da rotina. 🩸🦷




21/07/2026

Histórico de infarto, diabética, hipertensa, doente renal crônica e fazendo uso de anticoagulantes. Esse é o caso clínico real que resolvo no vídeo de hoje.

Para operar com segurança, não existe "receita de bolo", existe raciocínio lógico: fracionamento de sessões, controle absoluto da anestesia e um protocolo hemostático impecável.

Se você é dentista ou estudante de odontologia e quer aprender a lidar com casos complexos como esse sem medo, você precisa estar na Imersão Odontologia Sistêmica.

👉 Digite "SISTÊMICO" nos comentários e eu te mando todas as informações no direct!

Tem emergência que engana porque o paciente ainda está conversando.Ele responde às perguntas. Coopera. Parece orientado....
18/07/2026

Tem emergência que engana porque o paciente ainda está conversando.

Ele responde às perguntas. Coopera. Parece orientado. E, por alguns segundos, a equipe até respira aliviada.

Só que hipoglicemia importante não pode ser avaliada apenas pela aparência.

O valor da glicemia, o contexto clínico, o nível de consciência e a capacidade de deglutir precisam entrar na decisão.

Porque o risco está justamente aí: atrasar a conduta correta porque o quadro não “pareceu” tão grave.

No consultório, a impressão visual ajuda.

Mas ela não substitui protocolo.

A ADA considera glicemia abaixo de 70 mg/dL como hipoglicemia. E, no ambiente odontológico, a glicose oral só deve ser administrada quando o paciente está consciente, segue comandos e consegue deglutir com segurança.

Salve este conteúdo para revisar com a equipe e compartilhe com quem também precisa estar preparado para reconhecer uma hipoglicemia antes que o quadro evolua.

16/07/2026

A responsabilidade na cadeira odontológica é sua. Você está preparado para ela? 🥼

Neste novo episódio do , faço uma reflexão importante sobre os limites e deveres na relação entre Odontologia e Medicina.

Muitos colegas ainda tratam o risco cirúrgico ou a liberação médica como uma espécie de "carta de alforria", acreditando que isso os exime de problemas futuros. Mas a realidade é outra: o médico é o responsável pela conduta sistêmica do paciente, mas o dentista é o responsável integral por tudo o que acontece no seu ambiente clínico.

Somos nós que injetamos substâncias, prescrevemos medicamentos e realizamos procedimentos complexos. Ter o médico como parceiro é fundamental, mas a responsabilidade final da conduta odontológica é nossa. É preciso bater no peito e assumir o nosso papel como profissionais de saúde plenos.

▶ Dá o play para conferir a reflexão completa e me conta o que você acha desse assunto!

13/07/2026

"Paciente cardiopata não pode receber anestesia com adrenalina."

Tem certeza?

Essa talvez seja uma das frases mais repetidas na odontologia. E também uma das mais mal compreendidas.

O que vejo com frequência são dois extremos: o dentista que usa anestésico com vasoconstrictor sem avaliar o paciente e o dentista que evita a adrenalina em qualquer cardiopata por medo.

Nenhum dos dois caminhos é o mais seguro.

Antes de tomar qualquer decisão, é preciso entender dose, concentração, condição clínica do paciente e, principalmente, o risco de realizar um procedimento com anestesia insuficiente.

Porque existe um detalhe que muitos esquecem: dor, estresse e ansiedade também aumentam a liberação de adrenalina pelo próprio organismo.

E, em muitos casos, essa resposta fisiológica pode representar um impacto muito maior do que a quantidade de adrenalina presente em um tubete anestésico utilizado de forma adequada.

Odontologia sistêmica não é decorar contraindicações.

É compreender fisiologia, interpretar riscos e tomar decisões baseadas em conhecimento, não em medo.

E eu te faço uma pergunta:
Você evita a adrenalina porque ela realmente está contraindicada ou porque nunca estudou profundamente quando ela pode ser utilizada?

O Parecer CFM nº 21/2026 não é um assunto distante da odontologia.Mesmo não sendo uma norma do CFO, ele acende um ponto ...
10/07/2026

O Parecer CFM nº 21/2026 não é um assunto distante da odontologia.

Mesmo não sendo uma norma do CFO, ele acende um ponto que afeta diretamente a rotina do dentista que solicita exames: o caminho do laudo depois que o material sai do consultório.

Na prática, isso impacta a vida do dentista em várias etapas.

Impacta na escolha do laboratório.
Impacta na orientação antes da biópsia.
Impacta no acompanhamento do prazo do resultado.
Impacta no registro em prontuário.
Impacta na forma como um achado crítico será comunicado ou encaminhado.

Porque o problema não está no paciente ter acesso ao próprio laudo. Esse acesso existe.

O problema aparece quando um diagnóstico grave chega primeiro como um arquivo solto no portal, sem exame clínico do lado, sem correlação com a lesão, sem explicação e sem próximo passo organizado.

Para o paciente, isso pode virar angústia imediata.

Para o dentista, pode virar falha de fluxo: ele pediu o exame, acompanhou a lesão, indicou a biópsia, mas só descobre o resultado depois que o paciente já leu sozinho uma palavra como “carcinoma”.

Por isso, quem solicita biópsia não deveria pensar apenas em técnica de coleta e envio do material.

Precisa pensar também em comunicação.

Quem será avisado se o laudo vier crítico?
O laboratório tem canal direto?
Existe prazo definido para contato?
O paciente foi orientado a não interpretar o documento isoladamente?
Essa orientação ficou registrada?

O parecer do CFM reforça uma discussão importante: diagnóstico grave exige comunicação qualificada.

E, para a odontologia, a leitura prática é clara: quando o dentista pede um exame capaz de mudar a vida do paciente, ele precisa saber como esse resultado vai voltar.

A biópsia envolve técnica.

Mas também envolve responsabilidade sobre o que acontece quando o laudo sai.

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