17/06/2026
"Oppressive language does more than represent violence; it is violence; does more than represent the limits of knowledge; it limits knowledge."
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"A linguagem opressora faz mais do que representar a violência; ela é violência; faz mais do que representar os limites do conhecimento; ela limita o conhecimento."
Essa reflexão é da escritora Toni Morrison, em seu discurso de aceitação do Prêmio Nobel de Literatura, em 1993. Ela, que foi a primeira mulher negra a ganhar o prêmio, falou sobre como a língua que oprime é violenta e limitante, mas também pode se tornar "um pássaro em nossas mãos".
Morrison é uma das intelectuais que nos ajudam a construir a nossa abordagem de ensino de inglês numa perspectiva afrodiaspórica e a fundamentar o nosso posicionamento crítico-político em relação à língua.
Entendemos que aprender uma língua (sobretudo o inglês, que, apesar de ser a língua "mais falada do mundo", ainda é tão distante da maior parte da população brasileira) está para além de decorar regras gramaticais. É impossível desconectar a língua da cultura, da história, da arte e, quando falamos sobre afrodiasporicidade, do corpo e do movimento. A língua representa poder e disputa, e a mesma língua que já foi usada como ferramenta de dominação pode se tornar uma ferramenta de construção de autonomia e de conexão.
Faz sentido pra você?
Dá um saque aqui nessa ref pra ver o discurso completo:
SANTOS, S. B. dos; SAMPAIO, A. "A língua é um pássaro em suas mãos": Discurso de Toni Morrison, Nobel de Literatura, 1993. Anãnsi: Revista de Filosofia, [S. l.], v. 1, n. 2, p. 225–232, 2020. Disponível em: https://www.revistas.uneb.br/anansi/article/view/10378.