10/07/2022
Esse foi um dos textos mais difíceis que já escrevi.
Escrevo com um nó na garganta e um sentimento de angústia profundo.
Todos os dias atendo alunos em desespero por causa da banca de TCC. Todos os dias.
O pânico com a banca não pode ser visto como algo normal.
Exigência é diferente de crueldade, assédio e humilhação.
A banca deve ser um momento COLABORATIVO.
Porém, muitas vezes, é palco de um show de ego e narcisismo.
Não tem nada a ver com ciência.
Entendam todos: a medida da exigência deve ser proporcional ao quanto se deu de apoio no processo.
O papel do avaliador é CONTRIBUIR com o texto do aluno que teoricamente já deveria estar bem orientado.
Esse deveria ser um momento de crescimento e satisfação e não de humilhação pública e visibilidade do avaliador.
O protagonista desse processo é o avaliando.
“Você viu o professor Fulano? Arrasou na banca de Joãozinho. Acabou com ele”. Como assim gente?
Estamos vivendo na Idade Média, disfarçados de intelectuais?
📌 O faleci**mento de Guilherme não é um caso isolado. É produto de uma estrutura que precisa ser revista, inclusive, por Donos de Faculdade, Executivos e Diretores de Pesquisa e Extensão. Essa galera que tem a caneta na mão e pode determinar como funciona o procedimento interno de banca.
É uma discussão muito maior.
Que a morte de Guilherme não seja em vão.
Só Deus sabe o que ele estava passando para estar ali sentado em frente à banca.
Cobrem das faculdades de vocês PROJETOS DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA.
Cobrem das faculdades de vocês que o BAREMA da avaliação seja exibido antes da defesa.
Chega de contar com o bom humor do avaliador. Chega de avalições subjetivas.
O que vem acontecendo nas faculdades são práticas de banca abusivas, despeitosas e pouco técnicas que marcam a vida de estudantes para sempre.
Chega!!!