12/01/2025
AULÃO INAUGURAL
KIFWIDI: MUNTU-FWA- NKISI- BAKULU
Devido a inclinação do eixo da terra em relação ao movimento do Sol, seria, climaticamente falando, ‘inviável’ termos uma única perspectiva de/sobre o tempo.
Por essa razão, em várias partes da região centro-africana, não se vive o período de início de ano. Fato que se dá a partir do início das primeiras colheitas, o que varia entre setembro-novembro. No entanto, pelo fato de não estarmos, nem cronologicamente ou geograf**amente, num período de inicio de ano na cultura kongo, aproveitamos a oportunidade para (re)começarmos o ciclo dos nossos aulões falando da morte, da passagem para a kalanga na cultura kongo: o Kifwidi.
Para condução desta aula convidamos o Nlongi Israel Mawete, pesquisador das estruturas políticas do reino do kongo e doutorando em ciências política pela UFRGS.
Para garantir sua a vaga, sugerimos nos chamar pelo whats (71992906278) ou juntar-se ao nosso chat geral da Mahamba (link na bio do nosso perfil do insta) para receber as instruções de participação.
05/10/2024
NTANGU A MAZA
Ntangu -Tango, Tanga, entre outras compreensões-, em kikongo, refere-se à dança, escrita e ao Sol.
Escrevemos e dançamos num compasso de tempo e, com isso, num certo espaço. A discussão da relação Tempo-Espaço é uma das mais avançada no mundo da física. E o Kongo teve sua compreensão milenar sobre o assunto.
Para o povo Kongo, em nossa compreensão, Sol é a divindade que mais dança. E o que mais mergulha nas intensas relações com Maza.
Na região centro-africana, o Sol surge do horizonte das Maza de Pemba, no antigo Karagwe (Tanzânia) e “põe-se” nas Maza do oeste Kongo. Ou seja, o Ntangu dança entre a Maza de Karagwe e a Maza do Kongo. Vem da -e vai para a- Kalunga, mu maza ma bantu betu.
Sendo o Ntangu o principal marcador de tempo, então, na visão Kongo, o tempo é cíclico. Dança entre a vinda e ida de em maza e maza: Nkama mya Ntangu.
Nos dois nossos primeiros aulões, inclusive, nos debruçamos mais sobre a noção africana do tempo cíclico. Tivemos como um dos principais aportes o dikenga dya Kongo.
MAKAMBO
Sendo o Ntangu (Tango) uma das mais avançadas compreensões científ**a e poética Kongo, por que razão será que a dança Tango, “da Argentina”, não foi reconhecida como patrimônio imaterial da humanidade a partir da compreensão de ser um legado Kongo? Não se trata apenas da dança!
Por essa razão, nos atrevemos a nos adiantar que era necessário que a ONU reconheça que o Tango, patrimônio imaterial da humanidade desde 2008, é uma das mais caras compreensões e visão de mundo Kongo. E não argentino. E, ainda que fosse argentino, não seria novidade que tal fato deve-se ao legado Kongo de nossos ancestrais Akongo que por lá estiveram e (que com muitas dificuldades) de seus descendentes que lá estão!
MAMBO METU
Se estiver interessado em participar das nossas discussões em volta da compreensão sobre a cultura e política Kongo, estás sendo convidado/a a participar das nossas aulas de Kikongo.
Bora vovar kikongo?
Para matrícula e inscrição no curso temos o link do nosso chat (na bio) para mais informações.
05/10/2024
Turmas abertas!! Venha se matricular em uma de nossas turmas! Vova Kikongo!
21/09/2024
Juntem-se a nós.
Vamos fazer a roda da fogueira para manter acesa as chamas vivas do soberano Ngola KILOMBO Kya Kasenda, do Ngola Kilwanji Kya SAMBA, da soberana Njinga.
21/09/2024
No reino do Ndongo, também conhecido como o reino do Ngola, a qual se origina a dijina de Angola, a expressão kudisanga kwa makamba é um divisor de águas entre a tristeza e a alegria, a solidão e a companhia, o indivíduo e a coletividade, entre outras, entre o bom e o melhor.
O Kudisanga kwa makamba (podendo ser entendido como encontro de amigos) é, essencialmente, a base da máxima em kimbundu do ETU MUDYETU.
Convidamos você a participar do nosso kudisanga-online. Venha ouvir e compartilhar contos, fatos históricos, memórias do reino do Ndongo.
Para mediação desse encontro, teremos, a partir de Angola, o Ngana conservador Sangi Yandala. Soberano no Ndongo e um dos mais destacados conhecedor e mobilizador sobre a reconciliação entre os Kilombos do Ndongo (desde Luanda à Malanje).
Do lado de cá, teremos a presença do inconfundível defensor e um dos mais célebres pesquisadores dos nossos ricos valores culturais/ancestrais, o mestre Cobra Mansa.
O enfoque da discussão será sobre o Ndongo e suas estruturas administrativas, políticas (Ngola, Ndembu, Makota), culturais (artes marciais como a Basula, e os mitos das chamadas labuas…) e entre outras.
As vagas são limitadas, garanta a sua e junte-se ao nosso chat do WhatsApp (link na bio) para receber as instruções de participação.
04/09/2024
MBONDO
Para as populações do continente africano, o embondeiro ou mbondo (no kimbundu) é uma árvore com múltiplas utilidades. No plano socioeconômico, do mbondo extrai-se óleos, frutos, fármacos, instrumentos musicais, fibras têxteis, entre outros.
Para o povo do reino da mwene Njinga Mbandi (os Akwa Ndongo), os mitos e crenças em torno do mbondo se criam desde seus primeiros momentos de aparição à terra, quando ainda são KAMBONDO.
O povo Ndongo acredita que os kambondo têm relações direta com o mundo ancestral pelo facto de possuírem a capacidade de preservação e extração de água nos mais profundos lençóis do subsolo. Ou seja, nos íntimos reinos das Ianda (as distintas divindades dos mares, cacimbas, lagos, rios, etc).
Entre mitos e lendas, reza a história que o mbondo representa a proteção popular ao nível que nenhum leão pega um caçador quando este está sobre seus troncos.
No Ndongo, a relação do mbondo ao mundo ancestral não se dá exclusivamente ao passado. Até o início do século XXI, no bairro da Fubú, existia a lenda urbana do Mbondo Chapé, em Kimbundu. Ou seja, Embondeiro de Chapéu.
Segundo Mateus Vunge, os primeiros ocupantes no bairro Fubú (nos anos 2001) alegam que havia no centro do bairro um Mbondo que tinha, no cimo de seus troncos, um misterioso chapéu e um rádio que funcionava sempre às habituais horas de noticiários.
Ou seja, o mbondo parecia ser a personif**ação de um típico kota dos antigos bairros populares de Luanda. Anos passaram e até os dias atuais o bairro se conhece pelos primeiros habitantes como Mbondo Chapé.
Falar de Kambondo, ou do especifico Mbondo Chapé, é segmentar caminhos de (re)existências, de histórias e memórias de um povo. É abraçar a longa estrada circular dos êxitos da nossa gente, dos êxitos da nossa terra.
Mu dijina dya Ngola Kilwanji Kya Samba, kalenu ni nguzu!
18/08/2024
Kanda, juntem-se a nós e aos nossos balongi de Kikongo para o nosso primeiro aulão online de Kikongo
O link de acesso ao grupo está na bio.
Sejam bem-vindos/as.
18/08/2024
MUTUE
MUNTU / NTU / NKODYA
Na cosmovisão dos povos do continente africano, o muntu está intrinsicamente ligado ao ntu/mutue e, com isso, aos entes que o regem.
Para melhor diálogo sobre o enunciado, preparamos um aulão para quem estiver interessado/a na partilha/troca dos basilares princípios (sociais, culturais e filosóficos) do povo bantu-Kongo
MUNTU/ NTU/ NKODYA
Para mediarmos a discussão, contaremos com um dos maiores pesquisadores e defensores da noção do Muntu. O Nlongi Mbanza Hanza, e com uma das mais fiéis leitoras/pesquisadoras da nossa saudosa Makota Valdina, a Nlongi Tainã Cardoso.
Como aporte da nossa discussão, o encontro terá o dikenga dya kongo (o cosmograma bantu kongo) como um dos principais ‘materiais’ para discussão. Você é o/a nosso/a especial convidado/a.
As vagas são limitadas.
Junta-se ao grupo de WhatsApp (link na bio) para garantir a sua vaga.
16/08/2024
NKODYA |
O Nkodya, na visão Kongo, é um dos principais símbolos de poder do Mani (soberano/rei).
Antes da deturpação colonial portuguesa no reino do Kongo, a autoridade sobre os rios, mares e as vastas terras eram conferidas a aquele que detinha o Nkodya (dada pelos Nsaku/Sacerdotes).
O Nkodya era uma espécie de co**ha do mar, ou seja, um búzio enorme… atualmente não se tem uma clara noção do seu real tamanho por vários fatores, um dos principais é o fato de que como reza a lenda: o rei Nzinga Nkuwu foi seu último detentor, pois, seu legítimo herdeiro, o sobrinho Mpanzu A Kintinu, não herdou por ter sido “golpeado” pelo então filho do rei, o Mvemba Nzinga.
Simm, a sucessão de poder nos tronos africanos não seguem a lógica de matriz ocidental. “Ser filho de rei não te torna futuro rei”…
Voltando ao Nkodya, vários estudiosos se debatem sobre o seu derradeiro paradeiro, passados quase cinco séculos desde seu “último” uso legítimo. Entre os debates, alguns apontam sua existência nas mais clandestinas regiões do reino, outros defendem a ideia de uma suposta posse entre alguma distinta personalidade política, entre outras e outras versões.
No entanto, f**a a noção do Nkodya nas mais diversas manifestações sociais e/ou culturais do nosso povo. A título de exemplo, entre os anos 2008 aos anos 2014, as maiores notas de corte para acesso às universidades públicas, nos cursos de engenharia, vinham de estudantes que pertenciam ao centro de formação do, curiosamente, Nkodya…
Entre mitos e lendas, sabemos que a noção do Nkodya é uma das principais bases de legitimidade para governar no Kongo.
Nas nossas aulas da língua Kongo abordamos com mais profundidade sobre o assunto.
Se tiver interesse em fazer parte das nossas aulas, nos chame para inscrição ou mais informações.
zap: 71 992906278
07/07/2024
Inscrições para novas turmas e em andamento abertas!
Venha aprender a língua do antigo reino do Kongo, com professores nativos. Vova Kikongo!
25/06/2024
MAMBO METU
Ki-k-Wanga.
A kikwanga é um cartão postal da gastronomia de Angola e dos dois Congo. Segundo alguns historiadores do nacionalismo angolano, a kikwanga foi uma das principais base de alimento para as guarnições militares que lutaram contra o colonialismo, desatacando as bases da extinta UPA.
Sua capacidade de conservação realça o mais alto grau de domínio da técnica do controle antioxidante que nossos ancestrais desenvolveram. Como uma refeição secular, a kikwanga é presente nos territórios kongo, assim como em territórios de suas diásporas, com destaque às Américas.
No Brasil é comumente conhecida como pamonha; Na Argentina a kikwanga é conhecida como humita en chala; É chamada de tamales no México, etc.
Em Luanda, como um dos principais “petiscos de rua”, a Kikwanga é acompanhada com a carne de bode (o nosso cabrité) ou, também, com o makayabu.
Por fim, queríamos ouvir de você aqui nos comentários o que você sabe sobre a kikwanga, como se faz na sua casa/bairro.
P.s: estão abertas as novas turmas para aulas da língua Kongo (o Kikongo).
Para matrícula ou aquisição do nosso manual de Kikongo nos chame por aqui 🤗:
71992906278