22/09/2024
Uma escola inclusiva
Qual é o contrário de “inclusiva”? Com essa pergunta, ponho-me a pensar sobre o espaço escolar e como esse espaço é experimentado por todos os envolvidos com ambiente de uma escola e como a escola se apresenta para aqueles que fazem uso de seu espaço. Escolas exclusivas são aquelas que atendem um determinado tipo de alunado e, também, oferecem um determinado tipo de ensino, como por exemplo, uma escola de informática, uma escola de motorista, uma escola de basquetebol etc.
Já a escola que tenho em mente é a boa e velha escola que dia após dia e entra ano e sai ano, recebe uma infinidade de alunos e alunas para oferecer a eles um ensino que os levem a se envolver conscientemente com tudo o que a vida lhes impõe e a sociedade lhes cobra. Além, é claro de ensiná-los a ler e a escrever...
Ora, se assim é, então a escola precisa ser um espaço que acolhe e atende qualquer tipo de personalidade, qualquer tipo de condição socioeconômica, qualquer crença religiosa e qualquer tipo de necessidade pessoal. Alunos e alunas, sem exceção, estão inseridos em um contexto vivencial específico e, entrando para a escola, deverão encontrar também nesse espaço mais um ambiente que fará parte desse seu contexto vivencial. Sim, por anos a escola integrará a experiência diária do aluno e da aluna, sendo incorporada às necessidades e aos direitos e deveres de adolescentes. Em outras palavras, a pessoa entrará na escola e a escola entrará na vida da pessoa, perdurando pela infância e adolescência. Por isso, a escola é um lugar de inclusão.
Isto posto, para que a inclusão seja real, o prédio escolar tem de ser adequado a todas as formas de necessidades e potencialidades. Assim também os recursos educacionais disponíveis devem atender satisfatoriamente toda a demanda nesse sentido da inclusão. Ainda, as pessoas que nele trabalham, sem exceção, devem agir, a tempo e fora de tempo, com ações e atitudes de acolhimento, pertencimento e a devida atenção que cada aluno e cada aluna necessita.
ALP