13/08/2013
Viagens geram oportunidades de trabalho para quem está insatisfeito com a profissão atual
Curso de Coordenadores de Viagens de Incentivo muda a vida de pessoas
Após dezenove anos como educadora, graduada em Educação Física e pós-graduada em Distúrbios de Aprendizagem e Psicomotricidade, Sonia Slompo resolveu mudar de profissão, buscando algo que pudesse manter seu espírito livre, pronto para estar em qualquer lugar.
Inscreveu-se na primeira turma do primeiro curso de coordenadores de viagens de incentivo do país, em 2011. Uma semana depois do curso encerrar Sonia estava trabalhando na área como Coordenadora de Eventos e Viagens de Incentivo.
Hoje, quase dois anos depois, Sonia tem trabalhado muito. Diz ela: “em cada viagem há sempre alguma informação, comentário ou imagem do curso que aflora em minha memória e me ajuda a resolver e superar todos os obstáculos que se apresentam”.
Sonia considera a mudança de profissão uma das escolhas mais acertadas que fez em sua vida. É apaixonada pelo que faz!
Gilberto Junqueira dirigia uma rede de postos de gasolina. Uma pessoa organizada, que planeja com cuidado as decisões que toma, ele queria mudar de profissão e se preparava para isto há algum tempo... Foi quando surgiu o curso para coordenadores de viagens de incentivo, há exatos dois anos.
Afirma ele que uma semana após a término do curso já era contratado por uma respeitada agência de eventos e incentivo: “O programa do curso e os coordenadores convidados para palestrar, expuseram de maneira objetiva e verdadeira o dia adia deste tipo de profissional, trazendo para os alunos todo oencantamento desta profissão bem como suas dificuldades, sempre a partir das experiências vividas por cada um deles aos longo dos anos.”
Hoje, segundo suas palavras, Gilberto trabalha num ambiente mais saudável, mentalmente mais desafiador e o mais importante, ganhando dinheiro para fazer o que realmente gosta.
O turismo tem atraído um número crescente de pessoas que têm outra profissão e que, insatisfeitos com o que fazem, buscam aliar trabalho com um estilo de vida que combina com sua personalidade, seus seus valores, sua cultura.
Muito além dos estudantes que procuram formação em faculdades de turismo, estes late-runners, ou ‘”corredores por fora”, têm conseguido espaços muito próprios ao migrarem de suas carreiras tradicionais para o mercado das viagens de incentivo – modalidade “premium” do turismo – onde as viagens são patrocinadas por empresas que buscam reconhecer, incentivar e fidelizar colaboradores e clientes.
O número de profissionais frustrados em relação à escolha profissional ou ao rumo que a carreira tomou é surpreendente. Um estudo da HLCA Human Learning mostrou que 78% dos profissionais não estão felizes, em uma amostra de dez mil pessoas que têm entre 18 e 60 anos e trabalham em empresas de médio e grande porte em todo o país.
José Armando Borges é dentista. Ou melhor, era. Até seus 45 anos de idade ele cuidava de pacientes em seu consultório, fazendo restaurações e implantes. Mas já atuava também part-time levando grupos de pessoas ao exterior. Seu interesse por história e geografia, seu prazer e habilidade no trato com as pessoas, a experiência do consultório, tudo contribuiu para a sua nova profissão de coordenador de viagens de incentivo. Profissão esta que foi sendo construída na prática, através daquelas oportunidades que a vida nos apresenta.
Hoje, aos 56, Zé Armando não tem mais o consultório. Apesar dos desgastes proporcionados por aeroportos e cias aéreas, Zé é um apaixonado por levar os convidados das empresas pelo mundo afora. Ele adora viajar, sua curiosidade está sempre o movendo e sua paixão pela gastronomia também.
As empresas estão dependendo cada vez mais de Zés. O coordenador de viagens de incentivo é o polo, o coração e a alma de uma viagem de incentivo. Muito além de guiar, sua missão é fazer a ponte entre todas as empresas que são players numa viagem de incentivo: o patrocinador, que custeia a viagem de seus melhores clientes ou colaboradores, e que quer ver sua marca e imagem associadas a esta premiação, a operadora da viagem de incentivo, que operacionaliza toda a viagem, o receptivo local, que cuida de todos os detalhes no palco dos acontecimentos e, claro, sua majestade- o convidado, a pessoa para quem tudo isso é feito.
E os zés não são encontrados facilmente no mercado. Talvez porque muitos ainda não se descobriram. E também porque nunca tiveram um curso de formação específico.
”No mercado existe uma demanda imediata para algumas dezenas de coordenadores, mas o Brasil possui espaço para empregar o dobro destes profissionais – número que certamente passará de dezenas para centenas, se pensarmos no período da Copa e da Olimpíada“, afirma Edgar Werblowsky, diretor da Immaginare – agência especializada em viagens de incentivo.
Maravilhar o convidado, o cliente, é uma exigência deste mercado. E é um desafio constante. As empresas que investem parte de seus orçamentos para fidelizar seus melhores clientes ou motivar seus colaboradores esperam que pessoas talentosas cuidem de seus convidados na viagem. E que além de se desvencilhar com esmero de todos os desafios operacionais, sejam artistas em cuidar e entender de gente.
Márcio Torres, 50, é um dos mais reconhecidos profissionais do segmento. Arquiteto de formação, ele, que desde menino curioso já era, começou a acompanhar grupos aos EUA aos 19 anos. Ainda adolescente, não parou mais. Suas reformas e projetos de arquitetura acabaram logo. “Num projeto de turismo, numa viagem, você é muito importante e ela tem data para acabar. Há muito movimento. Você pode voltar 20 vezes a um lugar e ele nunca será o mesmo”, diz Márcio.
Ele se considera uma pessoa realizada. Em seus 31 anos acompanhando grupos, prospectando clientes, atuando em roteiros e logística, treinando coordenadores e apresentando projetos, Márcio coordenou centenas de grupos em viagens por todo o Brasil e em mais de 50 países. Feitos com que ele provavelmente nem teria sonhado se não tivesse tido a coragem de seguir sua curiosidade e acreditado no seu sininho interior.
Zé Armando e Márcio têm muito a contar sobre suas escolhas e caminhos de vida. Sobre os desafios e oportunidades para um coordenador de viagens de incentivo. E é isso o que eles farão, como professores do segundo curso de coordenadores de viagens de incentivo, coordenado por Edgar Werblowsky.
Eles certamente inspirarão, com suas histórias, o surgimento de mais Márcios e Zés - ou a nova safra de coordenadores de viagem de incentivo neste país.
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