Língua Portuguesa - Professor Oswaldo

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Vamos falar corretamente?

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Minha turma da primeira série -1988.

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Fácil!

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Qual o erro?

Atividades educativas: Site Educativo para aprender brincando com jogos gr 14/01/2016

A Semântica é a parte da linguística que estuda o signif**ado das palavras, a parte signif**ativa do discurso. Cada palavra tem seu signif**ado específico, porém podemos estabelecer relações entre os signif**ados das palavras, assemelhando-as umas às outras ou diferenciando-as segundo seus signif**ados.

SINONÍMIA: Sinonímia é a divisão na Semântica que estuda as palavras sinônimas, ou aquelas que possuem signif**ado ou sentido semelhante.

Algumas palavras mantêm relação de signif**ado entre si e representam praticamente a mesma ideia. Estas palavras são chamadas de sinônimos.

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Ex: certo, correto, verdadeiro, exato.

Sendo assim, SINÔNIMOS são palavras que possuem signif**ados semelhantes.

A contribuição greco-latina é responsável pela existência de numerosos pares de sinônimos:

adversário e antagonista;
translúcido e diáfano;
semicírculo e hemiciclo;
contraveneno e antídoto;
moral e ética;
colóquio e diálogo;
transformação e metamorfose;
oposição e antítese.


ANTONÍMIA: É a relação entre palavras de signif**ado oposto

Outras palavras, ainda, possuem signif**ados completamente divergentes, de forma que um se opõe ao outro, ou nega-lhe o signif**ado. Estas palavras são chamadas de antônimos.

Ex: direita / esquerda, preto / branco, alto / baixo, gordo / magro.

Desta forma, ANTÔNIMOS são palavras que opõem-se no seu signif**ado.

Observação: A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido oposto ou negativo:

bendizer e maldizer;
simpático e antipático;
progredir e regredir;
concórdia e discórdia;
ativo e inativo;
esperar e desesperar;
comunista e anti­comunista;
simétrico e assimétrico.


Fontes:
http://www.atividadeseducativas.com.br/index.php?id=552

Atividades educativas: Site Educativo para aprender brincando com jogos gr

14/01/2016

A fim ou afim?

A fim, separado, é utilizado na locução prepositiva a fim de, para indicar um propósito, um intuito ou uma finalidade, tendo signif**ado equivalente a para. Em contextos informais, esta locução é muito utilizada com signif**ado de estar com vontade, desejo ou interesse em alguém ou em alguma coisa. A palavra afim, menos utilizada pelos falantes, se refere a coisas que são semelhantes, possuindo afinidade e ligação. Signif**a também pessoas que são parentes por afinidade ou partidárias.

Assim, a fim e afim existem na língua portuguesa e estão corretas. Porém, seus signif**ados são diferentes e devemos diferenciar as situações em que utilizamos uma ou outra.

A locução prepositiva a fim de é formada pela preposição a, mais o substantivo comum masculino fim, mais a preposição de. Uma locução prepositiva é um conjunto de duas ou mais palavras em que a última é uma preposição. Esta locução exprime intenção ou finalidade, sendo sinônima de: para, com a intenção de, com o propósito de.

Exemplos:
A aluna estudou muito a fim de tirar boa nota na prova.

Você está contando essa história a fim de me comover, mas não vai conseguir.

Neste momento eu estou a fim de f**ar sozinha.

Pedro está a fim de Laura.

Nota: Em algumas situações, a preposição de pode estar subentendida, sendo necessário analisar o contexto em que a frase ocorre.

Neste momento, não estou a fim! (de alguma coisa, de fazer algo,…)

Acho que você não está muito a fim… (de ver algo, de falar sobre algo,…)

A palavra afim tem sua origem na palavra em latim affinis e pode ser um adjetivo ou um substantivo. Sendo um adjetivo, é sinônimo de semelhante, parecido, similar, análogo, conforme, próximo, vizinho, … Sendo um substantivo, é sinônimo de parente por afinidade, aparentado, adepto, aderente, aliado, entre outras. É maioritariamente utilizado no plural: afins.

Exemplos:
O espanhol é uma língua afim com o português.

Nesta fase das nossas vidas, não temos objetivos afins.

Para meu aniversário, convidarei parentes e afins.

23/11/2015

As figuras de linguagem são recursos que tornam mais expressivas as mensagens. Subdividem-se em figuras de som, figuras de construção, figuras de pensamento e figuras de palavras.

Figuras de som

a) aliteração: consiste na repetição ordenada de mesmos sons consonantais.
“Esperando, parada, pregada na pedra do porto.”

b) assonância: consiste na repetição ordenada de sons vocálicos idênticos.
“Sou um mulato nato no sentido lato
mulato democrático do litoral.”

c) paronomásia: consiste na aproximação de palavras de sons parecidos, mas de signif**ados distintos.
“Eu que passo, penso e peço.”

Figuras de construção

a) elipse: consiste na omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto.
“Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.” (omissão de havia)

b) zeugma: consiste na elipse de um termo que já apareceu antes.
Ele prefere cinema; eu, teatro. (omissão de prefiro)

c) polissíndeto: consiste na repetição de conectivos ligando termos da oração ou elementos do período.
“ E sob as ondas ritmadas
e sob as nuvens e os ventos
e sob as pontes e sob o sarcasmo
e sob a gosma e sob o vômito (...)”

d) inversão: consiste na mudança da ordem natural dos termos na frase.
“De tudo ficou um pouco.
Do meu medo. Do teu asco.”

e) silepse: consiste na concordância não com o que vem expresso, mas com o que se subentende, com o que está implícito. A silepse pode ser:

• De gênero
Vossa Excelência está preocupado.

• De número
Os Lusíadas glorificou nossa literatura.

• De pessoa
“O que me parece inexplicável é que os brasileiros persistamos em comer essa coisinha verde e mole que se derrete na boca.”

f) anacoluto: consiste em deixar um termo solto na frase. Normalmente, isso ocorre porque se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta por outra.
A vida, não sei realmente se ela vale alguma coisa.

g) pleonasmo: consiste numa redundância cuja finalidade é reforçar a mensagem.
“E rir meu riso e derramar meu pranto.”

h) anáfora: consiste na repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases.
“ Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer”

Figuras de pensamento

a) antítese: consiste na aproximação de termos contrários, de palavras que se opõem pelo sentido.
“Os jardins têm vida e morte.”

b) ironia: é a figura que apresenta um termo em sentido oposto ao usual, obtendo-se, com isso, efeito crítico ou humorístico.
“A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças.”

c) eufemismo: consiste em substituir uma expressão por outra menos brusca; em síntese, procura-se suavizar alguma afirmação desagradável.
Ele enriqueceu por meios ilícitos. (em vez de ele roubou)

d) hipérbole: trata-se de exagerar uma ideia com finalidade enfática.
Estou morrendo de sede. (em vez de estou com muita sede)

e) prosopopeia ou personif**ação: consiste em atribuir a seres inanimados predicativos que são próprios de seres animados.
O jardim olhava as crianças sem dizer nada.

f) gradação ou clímax: é a apresentação de ideias em progressão ascendente (clímax) ou descendente (anticlímax)
“Um coração chagado de desejos
Latejando, batendo, restrugindo.”

g) apóstrofe: consiste na interpelação enfática a alguém (ou alguma coisa personif**ada).
“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!”

Figuras de palavras

a) metáfora: consiste em empregar um termo com signif**ado diferente do habitual, com base numa relação de similaridade entre o sentido próprio e o sentido figurado. A metáfora implica, pois, uma comparação em que o conectivo comparativo f**a subentendido.
“Meu pensamento é um rio subterrâneo.”

b) metonímia: como a metáfora, consiste numa transposição de signif**ado, ou seja, uma palavra que usualmente signif**a uma coisa passa a ser usada com outro signif**ado. Todavia, a transposição de signif**ados não é mais feita com base em traços de semelhança, como na metáfora. A metonímia explora sempre alguma relação lógica entre os termos. Observe:
Não tinha teto em que se abrigasse. (teto em lugar de casa)

c) catacrese: ocorre quando, por falta de um termo específico para designar um conceito, torna-se outro por empréstimo. Entretanto, devido ao uso contínuo, não mais se percebe que ele está sendo empregado em sentido figurado.
O pé da mesa estava quebrado.

d) antonomásia ou perífrase: consiste em substituir um nome por uma expressão que o identifique com facilidade:
..os quatro rapazes de Liverpool (em vez de os Beatles)

e) sinestesia: trata-se de mesclar, numa expressão, sensações percebidas por diferentes órgãos do sentido.
A luz crua da madrugada invadia meu quarto.

Vícios de linguagem

A gramática é um conjunto de regras que estabelece um determinado uso da língua, denominado norma culta ou língua padrão. Acontece que as normas estabelecidas pela gramática normativa nem sempre são obedecidas, em se tratando da linguagem escrita. O ato de desviar-se da norma padrão no intuito de alcançar uma maior expressividade, refere-se às figuras de linguagem. Quando o desvio se dá pelo não conhecimento da norma culta, temos os chamados vícios de linguagem.

a) barbarismo: consiste em grafar ou pronunciar uma palavra em desacordo com a norma culta.
pesquiza (em vez de pesquisa)
prototipo (em vez de protótipo)

b) solecismo: consiste em desviar-se da norma culta na construção sintática.
Fazem dois meses que ele não aparece. (em vez de faz ; desvio na sintaxe de concordância)

c) ambiguidade ou anfibologia: trata-se de construir a frase de um modo tal que ela apresente mais de um sentido.
O guarda deteve o suspeito em sua casa. (na casa de quem: do guarda ou do suspeito?)

d) cacófato: consiste no mau som produzido pela junção de palavras.
Paguei cinco mil reais por cada.

e) pleonasmo vicioso: consiste na repetição desnecessária de uma ideia.
O pai ordenou que a menina entrasse para dentro imediatamente.
Observação: Quando o uso do pleonasmo se dá de modo enfático, este não é considerado vicioso.

f) eco: trata-se da repetição de palavras terminadas pelo mesmo som.
O menino repetente mente alegremente.

2015 Textos instrucionais, prescritivos,injuntivos. 08/10/2015

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