Paizinho, Vírgula

Paizinho, Vírgula Sou Thiago, marido e pai. Também sou outras coisas, mas praticante mesmo, só marido e pai.

Criando filhos com afeto 💛

🧔🏻‍♂️Pai, Psicanalista, Escritor, Palestrante
📖“Poder do Afeto” “Abrace seu filho”
🎲AbduVacas, Dino Parque, Batalha dos Cookies,
💚Parentalidade, Criação com afeto, CNV
https://paizinhovirgula.com/ Meu filhos, Dante e Gael, nasceram em casa e, desde o nascimento do Dante, mergulhamos no ativismo pelo parto e pela criação com apego. Criei esse blog para escrever mais sob

re como tem sido essa jornada para mim e para compartilhar tudo o que venho aprendendo! Hoje, sou líder do grupo de apoio para criação com apego: API Rio, e também educador parental certificado para disciplina positiva.

21/08/2026

Por que repetimos com nossos filhos aquilo que mais nos irritava em nossos pais? Essa é a pergunta crucial. Muitas vezes, agimos no automático, reproduzindo padrões sem perceber, e isso cria um peso enorme na nossa jornada como pais.

O caminho é "elaborar". Olhar de frente para esses "fantasmas" do passado, dar nome a eles e entender de onde vêm. Quando a gente nomeia o que sente, o peso diminui. Isso nos permite tirar o poder que esses padrões têm sobre o nosso presente e, assim, construir uma parentalidade mais consciente e livre.

O que você já conseguiu 'elaborar' na sua história que mudou o seu jeito de ser pai/mãe?

19/08/2026

Por que é tão difícil tirar o celular?

Se a gente, que é adulto, já se perde totalmente no celular e sente aquele vício em cada notif**ação, imagina o que isso faz com a cabeça de uma criança.

A verdade é que esses aplicativos e redes sociais são feitos de propósito para prender a nossa atenção e lucrar com o tempo que a gente passa neles. É uma montanha-russa de emoções em poucos minutos que o cérebro dos nossos filhos simplesmente não consegue processar direito.

Por isso, estabelecer limites e usar ferramentas de controle não é excesso de cuidado, é o nosso dever como pais para garantir que eles cresçam com saúde mental nesse mundo digital.

Se você também sente essa dificuldade por aí, me conta aqui nos comentários como você tem lidado com isso.

17/08/2026

O grande desafio da comunicação não violenta é a gente se disponibilizar emocionalmente. Com redes sociais, celulares e um monte de coisa sequestrando nossa atenção e emoções, f**a difícil parar, deixar tudo de lado e estar presente de verdade para os nossos filhos. Quantas vezes eles tentam se comunicar e a gente não está sendo capaz de escutar o que estão falando ou demonstrando?

É justamente essa falta de escuta que gera o grande problema. A criança, não sendo ouvida, vai escalar a comunicação dela, até que a gente acaba se sentindo agredido e respondendo de forma violenta. É um ciclo que precisa ser quebrado.

Você já sentiu esse cansaço mental de tentar estar presente, mas perceber que a sua atenção já foi "sequestrada" por mil outras coisas?

Este é um trecho da minha participação no programa 'Seus Filhos' da Rádio BandNews FM, ao lado de Rosely Sayão e Thaís Dias.

Eu queria muito conversar sobre algo da minha palestra de hoje. Na verdade, aconteceu depois da palestra. Leia até o fin...
15/08/2026

Eu queria muito conversar sobre algo da minha palestra de hoje. Na verdade, aconteceu depois da palestra. Leia até o final.

Fui convidado para fazer uma palestra direcionada às famílias e profissionais do Colégio Angelorum.

Pediram para eu falar de vínculo, mas não apenas focado nas crianças pequenas, e também nos adolescentes. Falei bastante sobre o vínculo que construímos e mantemos com nossos filhos ao longo da vida.

Não apenas esses vínculos, mas os que construíram conosco quando éramos pequenos. Falei sobre como essas experiências iniciais são essenciais não apenas pro nosso desenvolvimento pleno, mas para a fundação de cada um de nós enquanto indivíduos, e, como isso tende a ser um padrão de como nos vinculamos a outras pessoas na vida adulta.

À medida que nossos filhos crescem, parece que nos importamos cada vez menos com eles. Não investimos na relação. Achamos que eles só importam com amigos, e do alto do nosso ressentimento, permitimos o afastamento. Com isso, eles entendem que não nos importamos com ele. Que não são amados.

Teria muito mais que eu gostaria de contar aqui, mas o Instagram tem limite de carácteres para o texto. Então, vou resumir dizendo que metade da palestra foi focando em mostrar aos adultos que muito do que nós sentíamos quando adolescentes é o que eles sentem hoje. Que precisamos de um olhar empático e carinhoso para nossos filhos, mesmo que eles não sejam mais bebês, mesmo que já tenham até cavanhaque. Porque ninguém merece chegar ao limite de pensar “se eu desaparecer, ninguém vai sentir falta”. E acreditem em mim, tenho visto isso aparecer bastante.

Na plateia, tinha um número considerável de adolescentes também. Então parte da minha fala era direcionada justamente para eles, de propósito.

Quando acabou a palestra, e eu estava conversando com os pais, tirando fotos e autografando meu livro, uma jovem passou por mim, meio de lado, meio tímida, dizendo:

“Oi, eu queria agradecer você pelas suas palavras. Parecia que você tava falando de mim todinha.”

Eu sorri, e disse que esperava que minha fala tenha aquecido o coração dela. Ela sorriu, e seguiu caminho.

Queria escrever mais, mas acho que podemos f**ar por aqui.

12/08/2026

Por que você quer treinar o seu filho para ser obediente? A gente está tentando adestrar um cachorrinho, um pet? Se você parar para pensar, você não quer que o seu filho seja obediente a longo prazo. Um adulto que só obedece sem questionar vai ser alguém que apenas "aperta botão", sem nenhuma condição de questionar criticamente as outras pessoas.

O fato do seu filho não obedecer plenamente tudo o que você diz signif**a que ele faz parte da raça humana. Nós questionamos por natureza aquilo que não faz sentido para a gente. A obediência plena e sem questionamento não é algo que a gente deveria estar procurando.

No fundo, eu tenho certeza que você não quer isso. Você só quer porque está cansada, sobrecarregada e quer uma solução pra sair desse furacão que é criar uma criança. Mas a obediência cega não é o caminho.

Você prefere um filho que obedece tudo sem falar nada ou um que questiona e pensa por conta própria? Me conta sua opinião.

11/08/2026

Você sabia que tem homem pagando um dinheirão para gritar no meio do mato tentando "ativar a testosterona"?

Eu estou aqui para fazer um serviço de utilidade pública: se você quer realmente ativar sua virilidade e se transformar como homem, a resposta é muito mais simples (e barata) do que esses cursos por aí. A primeira coisa que você pode fazer é cuidar do seu filho. Participe da rotina, não espere ordens e esteja presente de verdade.

Quer saber mais? Cuide da sua companheira. Cuide da casa. Há relatos de que o desejo da parceira aumenta pelo cara que faz a sua parte no lar. Ser homem é muito mais do que bater no peito; é sobre repensar nosso papel e cuidar de quem importa.

No meu novo livro, 'Amor de Pai', eu faço reflexões muito sérias e aprofundadas sobre como a paternidade nos transforma enquanto homem. O link do livro tá na bio.

10/08/2026

Um aviso importante sobre uma reflexão ainda mais importante.

09/08/2026

Ser pai também é sobre ser modelo, mas não só de força.

Também de emoção, afeto e segurança. De aprender algo novo, que seja difícil, e que envolva vencer seus medos.

Nossos filhos observam tudo, e que bom!

Feliz Dia dos Pais!

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09/08/2026

Eu não curtia praia, nem curtia piscina, e achava que era questão de gosto.

Na verdade, era medo por não saber nadar.

Aprender a nadar não tem idade, mas ter feito isso depois de ser pai mudou drasticamente a minha relação com eles e a água.

Agora, consigo sorrir, brincar, me divertir com eles. Antes, era só tensão, e eu nunca imaginei que tudo fosse mudar tanto quando eu aprendesse a nadar.

Na real, eu achava que era impossível aprender a nadar mais velho.

Que bom que eu estava errado.

Feliz Dia dos Pais!

Faz 13 anos que virei pai. E olhando pra trás, percebo que quem mais cresceu nessa história fui eu.A cada filho que cheg...
09/08/2026

Faz 13 anos que virei pai. E olhando pra trás, percebo que quem mais cresceu nessa história fui eu.

A cada filho que chegou, uma parte minha teve que se rearrumar. Cada um me ensinou algo que eu não sabia que precisava aprender.

Seja sobre paciência, escuta, ou o quanto eu ainda tinha de mim pra olhar.

A paternidade é, ao mesmo tempo, a maior alegria e a maior cura da minha vida. Não porque me deixou perfeito, mas porque me obrigou a ser mais gente.

Gente que se afeta. Que pensa. Que olha o mundo criticamente também.

E é justamente por saber o tamanho disso que eu não consigo fazer do dia de hoje ser apenas sobre comemorar.

A gente vive num país onde a paternidade ainda precisa muito ser debatida e desconstruída. São milhões de crianças que foram registradas sem o nome do pai na certidão nos últimos anos.

E dos pais que registraram seus filhos, ainda tem pai de bebê achando que precisa ensinar filho a “dar p**” para as meninas, como se afeto fosse ameaça à masculinidade.

Não é. Nunca foi.

Ser pai não é sobre endurecer o filho pro mundo. É sobre ser um lugar seguro pra ele voltar. Masculinidade de verdade cabe colo, cabe erro, cabe pedir desculpa.

A gente ainda tem muito o que caminhar.

Então feliz Dia dos Pais pra você que é pai todos os dias. Não só hoje. Em cada troca de fralda, em cada birra atravessada com paciência, em cada pedacinho pequeno da rotina que ninguém vê.

É aí que a paternidade acontece de verdade ❤️

PS: brigado pela parceria de vida e pela foto linda Anne Brumana

Endereço

São Sebastião De Rio De Janeiro, RJ

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