15/08/2026
Eu queria muito conversar sobre algo da minha palestra de hoje. Na verdade, aconteceu depois da palestra. Leia até o final.
Fui convidado para fazer uma palestra direcionada às famílias e profissionais do Colégio Angelorum.
Pediram para eu falar de vínculo, mas não apenas focado nas crianças pequenas, e também nos adolescentes. Falei bastante sobre o vínculo que construímos e mantemos com nossos filhos ao longo da vida.
Não apenas esses vínculos, mas os que construíram conosco quando éramos pequenos. Falei sobre como essas experiências iniciais são essenciais não apenas pro nosso desenvolvimento pleno, mas para a fundação de cada um de nós enquanto indivíduos, e, como isso tende a ser um padrão de como nos vinculamos a outras pessoas na vida adulta.
À medida que nossos filhos crescem, parece que nos importamos cada vez menos com eles. Não investimos na relação. Achamos que eles só importam com amigos, e do alto do nosso ressentimento, permitimos o afastamento. Com isso, eles entendem que não nos importamos com ele. Que não são amados.
Teria muito mais que eu gostaria de contar aqui, mas o Instagram tem limite de carácteres para o texto. Então, vou resumir dizendo que metade da palestra foi focando em mostrar aos adultos que muito do que nós sentíamos quando adolescentes é o que eles sentem hoje. Que precisamos de um olhar empático e carinhoso para nossos filhos, mesmo que eles não sejam mais bebês, mesmo que já tenham até cavanhaque. Porque ninguém merece chegar ao limite de pensar “se eu desaparecer, ninguém vai sentir falta”. E acreditem em mim, tenho visto isso aparecer bastante.
Na plateia, tinha um número considerável de adolescentes também. Então parte da minha fala era direcionada justamente para eles, de propósito.
Quando acabou a palestra, e eu estava conversando com os pais, tirando fotos e autografando meu livro, uma jovem passou por mim, meio de lado, meio tímida, dizendo:
“Oi, eu queria agradecer você pelas suas palavras. Parecia que você tava falando de mim todinha.”
Eu sorri, e disse que esperava que minha fala tenha aquecido o coração dela. Ela sorriu, e seguiu caminho.
Queria escrever mais, mas acho que podemos f**ar por aqui.