GEHB - Grupo de Estudos da História do Brasil.

GEHB - Grupo de Estudos da História do Brasil. História do Brasil Este espaço é reservado para troca de textos e informações sobre a História do Brasil em nível acadêmico.

13/12/2025

Você já conhece a nova livraria do Arquivo Nacional? Agora é possível adquirir as publicações editadas pela instituição em nossa livraria virtual. São livros sobre arquivologia, ciência da informação, história e ciências sociais, além de links para consultas complementares sobre cada publicação na Biblioteca Digital do Arquivo Nacional (BDAN) e na Biblioteca Maria Beatriz Nascimento.

A loja on-line disponibiliza mais de quatrocentas publicações, sendo 270 digitais, com download gratuito, e cerca de 170 obras impressas disponíveis para venda ou doação.

O pagamento das publicações pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou boleto GRU, por meio do Pag Tesouro, o sistema de pagamentos do Governo Federal.

Venha conhecer a nova livraria virtual pelo site: https://loja.an.gov.br

02/12/2025

Historiadores apontam várias 'heranças' do império de D. Pedro 2º no Brasil atual.

https://www.facebook.com/share/17S1ZH8diT/
01/12/2025

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20/11/2025

João Cândido liderou uma revolta de mais de 2,3 mil marinheiros em 1910. Após o episódio, eles foram duramente punidos.

17/11/2025

A aurora da República nas charges de Agostini

Prudente de Morais foi o primeiro civil a se tornar presidente do Brasil. Depois de Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, estava finda a chamada "República da Espada". Em 1894, o novo presidente assumiu diante dos escombros da Revolta da Armada e da Revolta Federalista.

A atuação vigorosa de Floriano Peixoto, muitas vezes autoritária e violenta, deixou um séquito de admiradores. Não à toa ele ficou conhecido como "Marechal de Ferro" e "Consolidador da República". Prudente de Morais teve que conviver com a sombra do chamado florianismo, em especial após a morte de seu antecessor, em 1895. No enterro do marechal ouvia-se palavras de ordem como "Viva Floriano! Morte a Prudente!".

Em 1895, o ítalo-brasileiro Ângelo Agostini, talvez o mais importante artista gráfico do Segundo Reinado, criador da Revista Ilustrada (1876), também fundou a Dom Quixote (1895). Em suas páginas, Agostini teceu críticas contundentes ao presidente, sempre em tom de ironia e com bom humor. Aqui trazemos alguns trechos desta publicação, achados no acervo do Arquivo Nacional.

Don Quixote, ao lado de seu fiel companheiro Sancho Pança, foi concebido e ressignificado no contexto brasileiro como alguém que, na sua figura cavaleiresca, lutava pelo bem do país e pela concretização dos sonhos republicanos. Por outro lado, o presidente eleito em 1º de março de 1894, Prudente de Morais, era retratado como alguém confuso, fraco, que protelava em tomar decisões e em agir – o “Prudente Demais.” Uma antítese do D. Quixote tupiniquim.

Em uma das imagens do post, vemos Prudente sendo puxado pelo braço junto com ministros e outras autoridades, sendo o primeiro, em destaque, Júlio de Castilhos, presidente do estado do Rio Grande do Sul. Agostini considerava Júlio de Castilhos um déspota, que deveria ser combatido por Prudente, assim como o positivismo castilhista. Certa vez, em outra publicação, Agostini desenhou Don Quixote deixando um bilhete para o presidente, dizendo que "tanta prudência cheira a imprudência".

Achou interessante a ilustração? Leia mais no texto no link da bio.

11/11/2025

Liberata, escravizada, tinha apenas 23 anos quando procurou a Justiça em busca de sua liberdade. Conseguiu sua alforria cerca de 10 anos depois e ainda viveu para testemunhar a libertação de seus filhos, que, nascidos livres, foram ilegalmente escravizados. A “preta crioula” Eva tinha 25 anos quando iniciou uma ação de liberdade contra Tereza Roza de Oliveira Passos, viúva de Manoel José d’Oliveira Passos, seu antigo senhor, para conseguir sua alforria e a de sua filha, Maria, de 3 anos. Em 12 de maio de 1876, foram alforriadas.

Além dessas duas, as histórias de mais oito mulheres do século XIX que “ousaram” reivindicar a liberdade que sempre lhes pertenceu serão contadas na exposição “Senhora Liberdade: mulheres desafiam a escravidão”, que inaugura dia 13 de novembro, às 18h, no Arquivo Nacional, no Centro do Rio. A mostra, com curadoria da historiadora Keila Grinberg, que há mais de 30 anos se dedica ao estudo da escravidão no Brasil, traz dez enormes painéis resgatando esses casos a partir dos documentos lotados no Arquivo. Além de Keila, nove outras historiadoras especialistas no tema trazem comentários sobre as vivências dessas mulheres.

A exposição é uma parceria do Arquivo Nacional com o Center for Latin American Studies da Universidade de Pittsburgh (CLAS).

A visitação à exposição é gratuita e estará aberta ao público a partir da próxima sexta-feira (14), de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, na sede do Arquivo Nacional.
Serviço

Senhora Liberdade: mulheres desafiam a escravidão
De 14 de novembro de 2025 a 30 de abril de 2026
Abertura: 13 de novembro, às 18h
📍Arquivo Nacional: Praça da República, 173 - Centro - Rio de Janeiro

10/11/2025

📜⚓ 10 de novembro de 1555: nascia a França Antártica

Nesse dia, o francês Nicolau Durand de Villegaignon desembarcava na Baía da Guanabara com cerca de 600 pessoas e a ambiciosa missão de fundar uma colônia francesa naquele território.

Com o auxílio de indígenas tupinambás, ergueu-se o Forte de Coligny, na ilha de Serigipe (hoje Ilha de Villegaignon) — primeiro passo do projeto que ficaria conhecido como França Antártica. Poucos anos depois, conflitos religiosos e disputas com os portugueses selariam o fim da experiência colonial francesa no Brasil.

As imagens publicadas nos livros de viagens de viajantes como André Thevi e Jean de Léry demonstram o olhar europeu sobre os povos indígenas que participaram dessa história.

🕮 Saiba mais no site História Luso-Brasileira, no texto sobre a França Antártica e a presença francesa no Brasil colonial.

́genas

04/11/2025

Nova chamada de artigos da revista Acervo: A amefricanidade pensada, e visibilizada, desde os arquivos coloniais

A Revista Acervo - Arquivo Nacional, torna pública a chamada para o dossiê “A amefricanidade pensada, e visibilizada, desde os arquivos coloniais”, que tem como editores Paulo Cambraia, doutor em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e professor da Universidade Federal do Amapá (Unifap); Karla Leandro Rascke, doutora em História Social pela PUC-SP e professora da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa); e Carlos D. Paz, doutor em História pela Universidad Nacional del Centro de la Provincia de Buenos Aires (Unicen), Argentina, e professor da mesma instituição.

O objetivo do dossiê é visibilizar a multiplicidade de experiências e saberes compartilhados entre as populações ameríndias e aquelas escravizadas vindas da África, que podem ser analisados a partir da documentação resguardada nos distintos arquivos do Brasil, da América do Sul e da Europa. Pesquisar os diversos conhecimentos dessas populações e, a partir daí, pensar formas múltiplas de contato e interação – seja entre si, com os colonizadores ou com a natureza –, permite construir uma história da amefricanidade que reflita sobre a interação entre aqueles homens, mulheres e crianças e os espaços por eles habitados.

Atualmente, as histórias das populações vindas da África e a história indígena oferecem poucas interseções que tornem possível pensar e refletir sobre as experiências construídas e compartilhadas durante o período colonial por esses dois grandes conjuntos subalternizados aos dispositivos de poder colonial. O convívio entre grupos indígenas – sejam tupis ou tapuias, segundo a caracterização do poder colonial brasileiro, ou aliados e inimigos, no caso da América espanhola – e as populações escravizadas gerou eventos que foram controlados para garantir a ordem na colônia. Revoltas, formações de quilombos, assim como acusações de feitiçaria foram registradas e consolidaram uma imagem, propriamente colonial, que apresenta essas populações como rudes e sem trocas culturais entre si. Um aspecto que precisa ser visibilizado para, por exemplo, tornar perceptíveis os conhecimentos sobre o meio ambiente compartilhados em seu convívio, que geraram transformações nos espaços habitados – e transitados – por eles. Questões que podem ser evidenciadas numa leitura indiciária, no sentido proposto por Carlo Ginzburg, das fontes de caráter judiciário.

Convidamos os interessados a apresentar pesquisas, finalizadas ou em andamento, que permitam resgatar as lógicas e os conhecimentos desses grupos – a partir da sua própria individualidade ou como produto do convívio no sistema colonial – para dar a conhecer trajetórias pessoais que permitam questionar imagens coloniais que sugerem a inexistência de contato entre os grupos. Serão ainda consideradas trajetórias de trânsfugas, renegados, apostatados e outros que tiveram contato tanto com ameríndios quanto com escravizados.

As submissões devem ser encaminhadas até o dia 30 de abril de 2026, pelo site da revista Acervo, para as seções Dossiê Temático, Artigos Livres e Resenhas. O dossiê será publicado de forma contínua entre setembro e dezembro de 2026. As contribuições devem estar de acordo com o foco e o escopo do periódico e seguir as normas editoriais.

Acesse a chamda pelo link: revistaacervo.an.gov.br/index.php/revistaacervo/announcement/view/114

04/11/2025

O GOLPE DE 3 DE NOVEMBRO DE 1891

O golpe de 3 de novembro de 1891 foi um episódio decisivo e curto na jovem República brasileira, quando o presidente Marechal Deodoro da Fonseca ordenou a dissolução do Congresso Nacional e instaurou estado de sítio na capital.

A medida consistiu na assinatura de decretos que encerravam as atividades do Legislativo eleito e suspendiam garantias constitucionais, permitindo prisões sem habeas corpus e censura à imprensa.

O contexto combina fragilidade institucional, tensões políticas entre civis e militares e uma série de crises internas: disputas em torno da Constituição de 1891, legislação sobre a responsabilidade ministerial e a perda de apoio de setores influentes, inclusive entre governadores e parte das Forças Armadas.

Deodoro acreditava que a suspensão do Congresso corrigiria rumos que, segundo ele e seus aliados, ameaçavam a ordem republicana; para a oposição, tratou-se de um ato inconstitucional de perfil autoritário.

A reação foi rápida e intensa. Parlamentares, jornalistas e segmentos militares contrários organizaram resistência política e militar, o que transformou o gesto executivo em fator de desestabilização. Em poucas semanas a crise escalou até a renúncia de Deodoro, em 23 de novembro de 1891, e à ascensão de seu vice, Floriano Peixoto, que assumiu em clima de emergência e repressão a seguidores do ex-presidente.

Historicamente, o episódio é lido como expressão da fragilidade institucional da Primeira República e como um antecedente das convulsões regionais que se seguiriam, incluindo a Revolta da Armada e a Revolução Federalista. Pesquisas recentes destacam que o golpe não só revelou conflitos entre poder civil e militar, como também evidenciou a insuficiência de mecanismos constitucionais para mediar crises políticas num Estado em consolidação.

Em suma, o 3 de novembro de 1891 não foi apenas uma ação isolada de um presidente em dificuldades. Foi um sintoma da instabilidade republicana e um catalisador de disputas que moldariam o Brasil nas décadas seguintes.

Imagem: "Fechamento das Camaras - Au revoir." Angelo Agostini - Revista Illustrada, nº 637, 1892 (domínio público).

02/11/2025
02/11/2025
29/10/2025

Ficha longa 🇧🇷⛓️‍💥 Quase 50 anos de história — e uma ditadura militar no meio — separam a criação do Comando Vermelho e a sangrenta terça-feira, 28 de outubro, no Rio de Janeiro.

Ela começa nos idos de 1970, quando presos políticos se misturaram a presos de crimes comuns no Instituto Penal Cândido Mendes, na Ilha Grande, a mais de 100 quilômetros da capital fluminense.

Até então, com pouca ou nenhuma educação formal, os detentos mais antigos, a maioria presos lá por assaltos a bancos, não conheciam seus direitos.

Souberam por meio da convivência com os presos políticos — em sua maioria filhos de classe média — que passaram a intermediar as negociações em busca de melhores condições.

Leia os detalhes dessa história até a recente expansão do CV👇https://bbc.in/4nskyPg

Endereço

São Sebastião De Rio De Janeiro, RJ

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