07/03/2026
Guerra. Genocídi0. Colapso ambiental. Crise climática. Desigualdade social. Sucateamento da escola pública. Destruição da universidade pública. Criminalidade urbana. Violência no campo. Racism0. Mach1smo. LGBTføbia. Não nos faltam motivos para a revolta. O mundo em que vivemos está permeado de injustiças e violências, situações que bombardeiam nosso cotidiano com dúvidas e desalento, e parece que a cada semana que passa a realidade f**a ainda mais assustadora. E quando mobilizamos o conhecimento geográfico para analisar tal realidade, nos constrangemos com tamanha barbárie nas relações humanas.
Parafraseando o clássico de Yves Lacoste, a Geografia “serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra”, esta afirmação soa atualmente como uma lupa ideal para compreender a situação global. Entretanto, nós, da Semana de Geografia, sempre consternados e irreverentes à norma social desumana que se impõe de maneira hegemônica na realidade, escolhemos não aceitar que isso que estamos vivendo é o normal, e muito menos que a Geografia seja limitada apenas para promover a destruição. Afinal, aceitar o que descrevemos como normal é assinar um recibo de rendição, e nossa rebeldia nos impede de fazer isso.
Desta forma, com nossa vontade inabalável de mudar o mundo, convocamos a sociedade, as escolas públicas e a comunidade geográf**a para se engajarem conosco nesta edição para bradar POR UMA GEOGRAFIA DO ESPERANÇAR.
Apesar do horror e da desordem, provocamos: o que lhe traz esperança? E como a Geografia pode ser mobilizada para esperançar, como um verbo, em nosso cotidiano, mesmo que tenhamos que lidar com o peso insuportável da realidade? Eles combinaram de monopolizar o conhecimento geográfico para produzir guerras, controlar populações e aumentar seus lucros, mas nós – em coletivo – queremos criar um novo combinado, e para isso, precisamos que vocês nos respondam: como a Geografia nos leva a esperança?
As inscrições abrirão em breve.