Denise Stucchi Psicologia Clínica

Denise Stucchi Psicologia Clínica

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Psicoterapia junguiana para jovens, adultos e idosos. Aconselhamento psicológico em situações de crise. Arteterapia como recurso autoexpressivo.

Denise Stucchi - CRP 06/25124
Psicoterapeuta; analista junguiana; 20 anos de experiência clínica. Membro regular da Jung Society for Scholarly Studies. com Especialização em Psicoterapia pelo Instituto Sedes Sapientiae (SP); Mestrado em Psicologia (UFSC); Doutorado em Artes e Linguagem (UNICAMP); Pós-doutorado em Psicologia Social, área de Direitos Humanos (UFSC).

Coluna | O suicídio dos que não viram adultos nesse mundo corroído 20/06/2018

Sem imaginar um futuro possível, não há presente possível. É isso que todos nós precisamos compreender. É isso que os jovens corpos tombados estão também dizendo em seu silenciamento violento. Só se combate a vontade de morrer criando um mundo em que vale a pena viver. Essa é a principal tarefa da escola e de todas as instituições.

Na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), de 2014, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro disse uma frase provocadora, no melhor sentido: “Os índios entendem de fim de mundo porque já viveram o fim do mundo em 1500”. Retomo essa afirmação para lembrar que os jovens indígenas Guarani-Kaiowá, as novas gerações de um dos povos originários mais massacrados do planeta, se suicidam desde os anos 80. Seu suicídio invisível para os brancos, invisíveis como eles mesmos, tem contado uma narrativa do fim do mundo. É para eles, para esta dor, que deveríamos estar olhando, para este mundo que lá se corrompeu antes pela força do extermínio.

Para os Guarani-Kaiowá, palavra é “palavra que age”. Responder ao suicídio dos adolescentes com vida é romper as barreiras do isolamento e se tornar palavra que age para fazer futuro.

Coluna | O suicídio dos que não viram adultos nesse mundo corroído Por que, neste século, mais adolescentes têm respondido ao desespero deletando a própria vida?

História das Psicoterapias é tema de Conferências Internacionais 14/06/2018

no Rio de Janeiro.

História das Psicoterapias é tema de Conferências Internacionais A Casa de Oswaldo Cruz, da Fundação Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), e o Health Humanities Centre, da University College London (HHC/UCL) promovem no dia 12 de julho de 2018 um ciclo de conferências internacionais sobre as Histórias Transculturais das Psicoterapias. As ins...

10/06/2018

O psicanalista é o camaleão de plantão

Do livro Solidão, de Françoise Dolto:

"Quem faz um tratamento psicanalítico está falando consigo mesmo por meio de alguém que lhe empresta seu ouvido, que lhe dedica tempo, que é o camaleão de suas relações passadas. (...) desempenha um papel destruidor das falsas ilusões da vida, desde a nossa infância. As impressões de traição, desamparo, tudo o que faz a infelicidade de alguém ele ouve como outras pessoas deveriam ter ouvido: o educador quando essa pessoa tinha treze anos, a namoradinha que o deixou na mão aos dezoito anos, o amigo íntimo por quem ele se sentiu traído, o irmãozinho ou a irmãzinha que o inculpavam pelo que faziam quando ele tinha cinco anos, o pai ou a mãe durante a adolescência..."

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"O psicanalista é o camaleão de plantão (...) está lá para que os outros falem aos próprios ouvidos por meio daquela pessoa presente para escutar (...) A psicanálise destrói as falsas ilusões. Mas depois que se destruiu tudo, sobra a verdadeira vida, que não se disfarça de coisas que acreditamos verdadeiras e não foram. Prova o fato de que, se foram embora, é porque não eram verdadeiras. O psicanalista demole as falsas ilusões que lamentamos, mas nem por isso é Deus, ao contrário. Se uma análise ocorre bem, as pessoas voltam a ter confiança em si mesmas, amor por si mesmas, o que permite viver no dia a dia sem f**arem fixadas no passado, nem nos pais vivos ou mortos. Esses pais fizeram o que puderam, tendo em vista sua própria educação e os acontecimentos vividos enquanto estavam encarregados da educação dos filhos."

04/06/2018

O que Freud descobre é que o ser humano é habitado por um desejo inconsciente, fala consigo mesmo, e que a partir disso esse sujeito é agenciado, ele é efeito de uma causa que ele desconhece. Esse princípio é fundamental porque quando se recebe alguém que diz "eu quero fazer uma análise", o que se escuta é alguém dizendo que não está muito de acordo consigo mesmo, está um pouco contrariado, que não sabe algo de si, há alguma coisa acontecendo que lhe interroga, que não está bem, quer saber sobre si algo que ainda não sabe que sabe, e isso é causa de um sofrimento. Esse é o ponto de partida de uma análise.

Jorge Sesarino

O que Freud descobre é que o ser humano é habitado por um desejo inconsciente, fala consigo mesmo, e que a partir disso esse sujeito é agenciado, ele é efeito de uma causa que ele desconhece. Esse princípio é fundamental porque quando se recebe alguém que diz “eu quero fazer uma análise”, o que se escuta é alguém dizendo que não está muito de acordo consigo mesmo, está um pouco contrariado, que não sabe algo de si, há alguma coisa acontecendo que lhe interroga, que não está bem, quer saber sobre si algo que ainda não sabe que sabe, e isso é causa de um sofrimento. Esse é o ponto de partida de uma análise.
Jorge Sesarino

21/05/2018

"P: Quando uma criança não fala, é por causa da falta de palavra de seu pai e de sua mãe?

Françoise Dolto: Se uma criança não fala, nunca se trata de uma falta de linguagem da parte dela, já que a linguagem já está dada na vida fetal. A questão certa parece-me consistir em se perguntar: 'Qual é, para essa criança, o perigo de se expressar?' Mas sempre devemos respeitar a recusa de linguagem de uma criança. O surgimento da linguagem, nela, não deve ser uma manifestação para nos agradar, pois, nesse caso, ela se tornará uma criança que desfala em vez de falar, como tantos adultos, aliás. Não é certamente o fato de falarmos que nos torna humanos, mas o fato de nos tornarmos seres de desejo, independentes dos desejos do outro, e ainda mais dos desejos do psicanalista. Nosso papel não é desejar algo por alguém, mas de ser aquele graças ao qual ele pode chegar a seu próprio desejo. Não nos cabe desejar que uma criança fale quando ela não fala. Não sabemos o que isso quer dizer. Enfim, não sei, será que outros de vocês reagiriam como eu?"

Françoise Dolto, em Seminário de psicanálise de crianças

16/05/2018
10/05/2018

Mercedes, personagem do livro "Divã":
"Acho que este foi o descontrole mais longo e caro da minha vida, você me deve um desconto na consulta. Fazia tempo que eu não chorava desse jeito, 20 minutos sem parar. Em que é que você f**a pensando enquanto vê uma paciente se desestruturar na sua frente"?

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