15/03/2026
No Mês das Mulheres
Tom Jobim, Falando de Amor
Algumas mulheres foram enaltecidas na História da Arte, na longa trajetória da humanidade. Elas são poucas, e são exíguos esses registros.
No século XVI, a Mona Lisa (ou La Gioconda) foi eternizada por Leonardo da Vinci.
O grande e amado mestre Johann Sebastian Bach, à sua segunda esposa, Anna Magdalena, dedicou todo um livro de iniciação ao piano, na época o cravo, o “Pequeno Livro de Anna Magdalena Bach”, iniciação impecável esta, nem tão fácil, vinte peças, que até hoje fazem parte do repertório dos alunos de piano.
Seguimos com L. Beethoven (1770 -1827), cuja “Pour Elise” atravessa séculos, e já foi mais amada; mas como tudo na vida se transforma, às vezes o uso da arte não é tão bem direcionado. Paciência! Continua bonita.
R. Schumann, dedicou muitas de suas obras a Clara Wieck, sua esposa e musa.
Chopin dedicou composições a mulheres, e viveu com a escritora George Sand, pseudônimo de Amandine Aurore Lucile Dupin, ou seja, naquela época “era preciso ser um homem” para uma mulher poder ser escritora. Para pensar....
Muitas mulheres têm sido homenageadas, em todas as formas de arte. Não sabemos, no entanto, o que elas já experienciaram, além de uma linda canção, de uma poesia, de uma pintura, uma fotografia, um buquê de flores, um anel.
E, nesse março de 2026, volto a pensar, o que de fato, é valorizado no trato com as mulheres? No trabalho, no relacionamento, nos ônibus, nos centros de saúde, nos palcos, nos salários, na política, na universidade, na escola pública ou privada, na igreja, na sociedade, e claro, na família?
A coragem, a dignidade e a denúncia, seguem firmes sem trégua, para sempre.
Podemos escolher até uma música ou uma poesia para adotar, em nossa própria homenagem, tudo é possível.