15/06/2022
"Lecionou durante muitos anos no Grupo Escolar Plínio Negrão e na Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Linneu Prestes, onde existe uma sala que leva o seu nome, homenagem mais que justa."
UMA BOTINA AMARELA MUITO ALÉM DO SEU TEMPO – A PROFESSORA E HISTORIADORA MARIA HELENA PETRILLO BERARDI:
Quem não se lembra da saudosa e sempre alegre Professora Maria Helena Petrillo Berardi, que mesmo tendo nos deixado a mais de uma década, ainda é carinhosamente lembrada por seus ex-alunos e amigos com a “Professora Berardi”.
“Botina Amarela” legítima, nascida em Santo Amaro no ano de 1939, formou-se historiadora pela Pontifícia Universidade Católica, trabalhando em várias escolas da cidade de São Paulo. lecionou em cursos de turismo, proferiu palestras, e quando viva, era muito procurada para conceder entrevistas, quando o assunto principal era o bairro de Santo Amaro.
No final dos anos 60 mesmo com 03 (três) filhos ainda pequenos, encontrou tempo para participar de um concurso de monografias sobre a história dos bairros de São Paulo.
Trabalho de muita pesquisa, que se tornou premiado, acabando por transformar se, no livro “História de Santo Amaro”, publicado pela Secretaria da cultura do município de São Paulo, no ano de um 1970.
Conforme relato sua filha, Sílvia Helena Berardi Flues, na orelha do livro “Santo Amaro Memória e História - da botina amarela ao chapéu de couro”, lançado no ano de 2003, na sede do Cetrasa – Centro das Tradições de Santo Amaro, a “casa do santamarense”, a “casa dos botinas amarelas”.
Inovou como educadora, inserindo a arte-educação na sua metodologia de ensino, usando de todas as linguagens artísticas e disciplinas em suas aulas. Montava peças de teatro com os alunos que também transcreviam a mitologia grega e desenhavam em quadrinhos. Seu projeto de educação era dar aulas de história através da história das artes. Lecionou durante muitos anos no Grupo Escolar Plínio Negrão e na Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Linneu Prestes, onde existe uma sala que leva o seu nome, homenagem mais que justa. Gostava muito de viajar e visitou 39 países, levando essas experiências a todos os seus alunos.
Exemplo e referência na arte de ensinar, e no seu longevo trabalho no ensino público, que, mesmo com aparente simplicidade, foi uma mulher forte, culta e determinada, que com perspicácia e grande alegria de viver, transmitiu lições de competência, seriedade e amor na sua vocação de Professora, contribuindo para a formação de milhares de jovens e gerações.
Durante os tempos em que conosco conviveu no Cetrasa, a “botina amarela” Maria Helena Petrillo Berardi, costumava se referir sobre a nossa participação, como ...“os dois Bruno (pai e filho)...”... os quais, dentre outros participantes, desafiavam o progresso que lhes tirou o lugarejo sossegado de outrora. Essa referência honrosa, se deu em um texto de sua autoria denominado “SANTO AMARO, O BAIRRO QUE NUNCA DEIXOU DE SER CIDADE”, publicado em 08 de janeiro de 2002, no site Sampaonline(https://www.sampaonline.com.br/reportagens/berardi2002jan08santoamaro.htm).
A Professora Maria Helena Petrillo Berardi, faleceu em 24 de outubro de 2011, aos 72 (setenta e dois) anos de idade, deixando uma enorme lacuna na memória e na vida de todos os santamarenses e legítimos “botinas amarelas”, que lutam para preservar a nossa rica história.
Ideias novas por tradições antigas!
Dr. José Carlos Bruno
Presidente
Texto de autoria do Dr. José Carlos Bruno, produzido e confeccionado com base em suas memórias e vivências institucionais e dos eventos que participou e presenciou nas datas marcantes e momentos importantes da vida em Santo Amaro, bem como em informações prestadas outrora pelo saudoso Professor Antonio Carlos Berardi Jr. (filho da santamarense). Imagem capturada do documentário: Santo Amaro - História do bairro velho e do novo - São Paulo / SP (https://www.youtube.com/watch?v=ymr2CnBtYTw). Qualquer semelhança com eventuais conteúdos disponibilizados na Internet e nas redes sociais, por quem quer que seja ou se intitule titular de eventual direito, será tomada como mera coincidência.
Reprodução autorizada com expressa citação da fonte. Texto e imagens protegidos pela Lei de Direitos Autorais e demais dispositivos legais aplicáveis em casos de violação. (Publicado em: 22.04.2022)
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