19/12/2025
No final do ano, fala-se muito em descansar e relaxar. Mas, por exemplo, para quem trabalha com cuidado, escuta e processos psíquicos, essa distinção é fundamental.
Nem sempre é tempo de descanso, e nem sempre é possível relaxar. Há fechamentos de processos, encaminhamentos delicados, vida pessoal acontecendo e um ritmo que, muitas vezes, ainda precisa ser sustentado.
Relaxar supõe soltar, afrouxar, diminuir a tensão. Descansar implica pausa real, interrupção, recuperação. Já estar presente e atento aos limites é outra coisa. É sustentar o ritmo com consciência, sem violência consigo mesmo. É perceber quando o corpo ainda aguenta seguir e quando ele pede, de forma clara, que algo seja interrompido.
O corpo não sabe que é final de ano. Ele não responde a calendários, datas ou obrigações simbólicas. Ele responde ao cansaço, ao excesso, ao limite alcançado. Quando esse limite chega, respeitar pode signif**ar dizer não a um compromisso, tirar uma tarde para si ou reconhecer que, naquele dia, é preciso parar.
Descansar por obrigação também não faz sentido. Relaxar por imposição, menos ainda. O convite, neste final de ano, é simples e profundo: escutar o corpo, sustentar a presença e honrar os próprios limites. O descanso verdadeiro vem depois.