Alexandre Evangelista

Alexandre Evangelista Página para estudantes e graduados em Educação Física. Aqui você vai encontrar discussões pertinentes a área da saúde com foco na prescrição de treino.

25/09/2026

Ter músculo não significa, necessariamente, ter um músculo de boa qualidade.
Um estudo recente encontrou associação entre maior consumo de ultraprocessados e maior infiltração de gordura no músculo da coxa.
Isso reforça que composição corporal vai além de peso e massa magra.
Para quem trabalha com exercício, vale olhar também para a qualidade do tecido muscular.
Treinamento de força e alimentação adequada devem caminhar juntos.
E atenção: o estudo mostra associação, não causa e efeito.

23/09/2026

Você ainda prescreve exercício aeróbio para emagrecimento pensando apenas em “queimar calorias”? Um estudo publicado no JAMA Network Open analisou 116 ensaios clínicos randomizados, com quase 7 mil adultos com sobrepeso ou obesidade, e mostrou uma relação importante entre a dose de exercício e os resultados. Quanto maior o tempo semanal de exercício aeróbio, maiores foram as reduções no peso corporal, na circunferência da cintura e na gordura corporal, com benefícios observados até aproximadamente 300 minutos por semana. E aqui está a informação mais importante para o profissional de Educação Física: a partir de 150 minutos semanais, em intensidade moderada a vigorosa, os resultados sobre cintura e gordura corporal já podem ser clinicamente relevantes. Portanto, em vez de simplesmente prescrever “cardio para emagrecer”, pense em dose: frequência, duração, intensidade e progressão. Para muitos alunos, 150 minutos por semana pode ser um ponto de partida; conforme a condição física, aderência e objetivo, essa dose pode ser progressivamente aumentada. O exercício aeróbio não precisa ser o único componente do programa, mas a dose prescrita precisa ser planejada.

Participar do AB-Aqua , em Goiânia, foi uma oportunidade especial para compartilhar ideias, experiências e reflexões sob...
21/09/2026

Participar do AB-Aqua , em Goiânia, foi uma oportunidade especial para compartilhar ideias, experiências e reflexões sobre um tema que considero fundamental para o futuro das atividades aquáticas: a formação profissional.

O universo da natação, hidroginástica e das demais atividades aquáticas exige profissionais cada vez mais preparados, com conhecimento científico, competência técnica e uma formação alinhada às diferentes demandas do mercado.

Nesse contexto, o Tecnólogo em Natação e Atividades Aquáticas surge como uma importante possibilidade de formação profissional, contribuindo para ampliar e fortalecer a atuação qualificada no universo aquático.
Mais do que formar profissionais para ensinar a nadar, precisamos formar profissionais capazes de compreender as diferentes possibilidades da água como espaço de saúde, exercício, esporte, lazer, aprendizagem e qualidade de vida.

Foi uma grande satisfação poder levar essa discussão ao AB AQUA e contribuir para o debate sobre os caminhos da formação e da profissionalização das atividades aquáticas no Brasil.

Meu agradecimento a Centro Universitário Católico Italo Brasileiro pela oportunidade, confiança e incentivo para representar a instituição e compartilhar esse projeto em um evento tão importante para o segmento.

Formação profissional é o caminho para fortalecer e transformar o universo das atividades aquáticas.

20/09/2026
17/09/2026

A próxima geração dos tratamentos para obesidade pode trazer uma estratégia diferente: emagrecer preservando mais massa magra.
Um dos nomes que chama atenção é o apitegromab, um anticorpo que atua seletivamente sobre a miostatina, uma proteína envolvida na regulação do crescimento muscular. A ideia é combinar esse mecanismo com terapias incretínicas, como a tirzepatida, para reduzir a perda de massa magra durante o emagrecimento.
E os resultados iniciais são promissores. No estudo de fase 2 EMBRAZE, publicado em 2026 na Nature Medicine, pessoas que receberam apitegromab + tirzepatida apresentaram 54,9% de preservação da massa magra em comparação com tirzepatida isoladamente. A perda de peso total foi semelhante entre os grupos, mas a composição da perda foi diferente: aproximadamente 85% da perda foi de gordura e 15% de massa magra no grupo com apitegromab.
Mas atenção: isso ainda não significa que o apitegromab seja um novo medicamento para emagrecimento aprovado. A evidência em obesidade ainda está em desenvolvimento, e o estudo avaliou o medicamento como estratégia associada à tirzepatida.
A grande pergunta para os próximos anos é: será possível tratar a obesidade reduzindo gordura corporal sem comprometer tanto a massa muscular?

Fonte: Pratley RE, Denham DS, Trivedi R, Watkins E, Connery L, Barnes J, Yu D, Hong J, Simard C, Umans K, Liu L, Tirucherai GS, Marantz JL. Apitegromab for lean mass preservation during tirzepatide-induced weight loss: a randomized, double-blind, placebo-controlled phase 2 trial. Nat Med. 2026 Jul;32(7):2673-2678

As “canetas emagrecedoras” estão transformando o tratamento da obesidade — e trazendo novos desafios para o profissional...
17/09/2026

As “canetas emagrecedoras” estão transformando o tratamento da obesidade — e trazendo novos desafios para o profissional de Educação Física. Mas você sabe como o exercício deve ser prescrito para pessoas que fazem uso de agonistas incretínicos? Como lidar com perda de peso, massa magra, força, ingestão alimentar e possíveis efeitos durante o treinamento?

No curso Prescrição do Exercício para Pessoas que Fazem Uso de Canetas Emagrecedoras, você vai entender os principais aspectos para transformar esse conhecimento em aplicação prática na prescrição do exercício, ampliando sua segurança e sua atuação profissional diante de uma realidade que já está presente no mercado.

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Se você quer se preparar para atender melhor esse público, acesse o link nos DESTAQUES e faça sua inscrição.

13/09/2026

Perder peso é importante, mas o que acontece com o organismo durante esse processo também merece atenção. O estudo do video acima mostrou que diferentes estratégias alimentares podem gerar respostas distintas em marcadores metabólicos, mesmo quando a magnitude da perda de peso é semelhante.
Para o profissional de Educação Física, isso reforça a importância de não avaliar a evolução do aluno apenas pela balança. Indicadores como composição corporal, desempenho, capacidade funcional e, quando disponíveis, marcadores clínicos acompanhados pela equipe de saúde podem oferecer uma visão mais completa da evolução.
Outro ponto relevante: os participantes apresentavam obesidade metabolicamente não saudável, com características como pré-diabetes e esteatose hepática. Portanto, os resultados não devem ser generalizados automaticamente para todas as pessoas com obesidade.
A mensagem para a prática é clara: exercício, alimentação e acompanhamento clínico precisam ser considerados dentro do contexto individual de cada pessoa.

09/09/2026

Força de preensão manual: um marcador simples que pode trazer informações importantes sobre a saúde e longevidade do seu aluno.
Para o personal trainer, avaliar força é muito mais do que acompanhar desempenho: é acompanhar evolução e capacidade funcional.
Você já utiliza a força de preensão nas avaliações dos seus alunos?

05/09/2026

Força muscular: uma variável que merece mais espaço na avaliação do exercício.

Quando pensamos em prescrição de treinamento, é comum concentrarmos a avaliação em composição corporal, medidas antropométricas, condicionamento cardiorrespiratório e desempenho. Mas a força pode acrescentar uma informação importante sobre o estado funcional do indivíduo.

Um ponto interessante dessa revisão é que a força muscular não aparece apenas como um marcador de desempenho: ela também pode fornecer informações relacionadas ao estado de saúde, massa muscular, capacidade funcional e identificação de possíveis casos de sarcopenia.

Outro aspecto relevante é que a maior parte dos estudos utilizou força de preensão manual, justamente por ser um teste simples e de fácil aplicação. A força de extensão de joelho também foi utilizada, embora em menor número de estudos.

Para o profissional de Educação Física, isso amplia a discussão: avaliar força não precisa ser apenas sobre descobrir quem é mais forte. Pode ser sobre identificar capacidade, acompanhar mudanças e compreender melhor a condição funcional do aluno ou paciente.

E talvez seja justamente aí que o treinamento de força ganhe uma dimensão ainda maior: não apenas melhorar aquilo que a pessoa consegue levantar, mas preservar e desenvolver aquilo que ela é capaz de fazer ao longo da vida.

Referência: Jochem et al. Association Between Muscular Strength and Mortality in Clinical Populations: A Systematic Review and Meta-Analysis. Journal of the American Medical Directors Association, 2019.

Sarcopenia

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