24/08/2026
Volto da Amazônia com a sensação de ter recebido muito mais do que fui buscar.
Foi um privilégio conhecer de perto comunidades ribeirinhas, ouvir suas histórias e entender um pouco melhor o que significa viver da floresta e, ao mesmo tempo, ajudar a mantê-la em pé.
Quando estamos nas grandes cidades, sustentabilidade pode parecer uma palavra distante, ligada a metas, compromissos e indicadores. Lá, ela ganha rosto. Está no extrativista que aprende a manejar a floresta sem destruí-la, nas mulheres que encontram novas fontes de renda, nos jovens que precisam enxergar um futuro em suas próprias comunidades e nas associações que aprendem a produzir, administrar e comercializar.
Também aprendi que preservar a Amazônia não é simplesmente dizer que a floresta não pode ser tocada. É criar condições para que quem vive nela possa ter renda, conhecimento, infraestrutura e perspectivas sem precisar abandoná-la.
Tenho o privilégio de, como jornalista, conhecer realidades que transformam o nosso olhar. Essa viagem foi uma delas.
Voltei admirada com a força dessas pessoas, com muito mais perguntas e, principalmente, com a certeza de que a floresta em pé precisa ter valor também para quem vive nela.
Obrigada à CNP Seguradora e ao I D E S A M pela oportunidade de conhecer tão de perto esse trabalho e, sobretudo, de aprender com quem conhece a Amazônia não pelos livros, mas pela vida.