Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior

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Um think tank independente, voltado à discussão de temas internacionais do interesse do Brasil.

Webinar CEDESEN - ALADA e o Novo Modelo de Negócios no Setor Aeroespacial 18/05/2026

Com a participação de renomados especialistas, o CEDESEN Centro de Defesa e Segurança Nacional, realiza nesta quarta, 20-04, encontro sobre a “ALADA E O NOVO MODELO DE NEGÓCIOS NO SETOR AEROESPACIAL”. Convidamos a participar pelo chat

Webinar CEDESEN - ALADA e o Novo Modelo de Negócios no Setor Aeroespacial Os webinars do CEDESEN são o local onde o nosso Presidente, o Embaixador Rubens Barbosa, chama convidados para falar de temas militares e da defesa nacional ...

08/05/2026

Dia 15-05, em novo encontro coordenado pelo IRICE, e com a participação de especialistas da Universidad del CEMA (Argentina), serão analisadas questões sobre o conflito no Golfo Pérsico e seus impactos na América do Sul. Sua participação pelo chat é muito bem vinda! https://youtu.be/ZiHp9PlOiT8

Opinião | O Atlântico Sul como zona de paz e cooperação 28/04/2026

“O Atlântico Sul como zona de paz e cooperação”, por Rubens Barbosa* para a coluna Opinião-Estadão 28/04/2026

Nos próximos três anos, o Brasil estará na presidência dessa importante organização do ponto de vista geopolítico

Nos dias 8 e 9 de abril, o Brasil foi sede da 9.ª Reunião Ministerial e assumiu pela terceira vez a Presidência Pro Tempore da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas).

A Zopacas foi criada – por iniciativa do Brasil, apoiado pela Argentina – pela Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), com o intuito de promover a cooperação regional e a manutenção da paz e da segurança no entorno dos 24 países sul-americanos e da costa ocidental da África que aderiram ao projeto. Estabelecida em 27 de outubro de 1986, este fórum se propôs a ser o principal mecanismo de articulação, no Atlântico Sul (área compreendida entre o paralelo 16.° N e a Antártida), buscando promover uma maior cooperação regional para o desenvolvimento econômico e social, a proteção do meio ambiente, a conservação dos recursos vivos e não vivos e a segurança de toda a região, sob a perspectiva da integração multilateral, permeada pelo pano de fundo das iniciativas relacionadas à não proliferação de armas nucleares e de destruição em massa.

Em seus primeiros anos, a agenda política da Zopacas esteve voltada a projetos de cooperação para o desenvolvimento socioeconômico. As preocupações eram associadas à percepção de ameaça oriunda da confrontação entre as duas superpotências; e do regime sul-africano que, além de institucionalizar políticas discriminatórias, ocupava ilegalmente o território da Namíbia, influenciava a guerra civil angolana e perseguia um programa nuclear para fins militares, conflitante com a proposta de uma zona de paz livre de armas nucleares no Atlântico Sul. Com o fim da guerra fria e do regime do apartheid sul-africano, a Zopacas esgotou suas pautas principais, correndo o risco de avançar rumo à irrelevância. Em 1992, visando a recuperar o projeto regional de iniciativa brasileira, foi lançado o projeto de atualização da zona que propunha a inclusão da pauta de proteção do meio ambiente marinho como meio de mantê-la como um fórum relevante internacionalmente.

A partir dos anos 2000, com as descobertas de petróleo offshore em ambas as margens do Atlântico Sul, a Zopacas passou a se apresentar como um dos meios para governança deste espaço e para evitar ingerência externa e proteger os recursos energéticos. Em 2021, ficou decidida a convocação de reuniões anuais à margem da reunião da Assembleia-Geral da ONU e a necessidade de criação de um mecanismo de acompanhamento. Os principais objetivos da retomada das reuniões ministeriais foram: 1) reforçar a ideia do Atlântico Sul como zona de paz e cooperação, livre de armas de destruição em massa e de rivalidades e conflitos que lhe sejam alheios; 2) aumentar o engajamento dos membros africanos com o agrupamento; e 3) desincentivar a presença militar de Estados das demais regiões no Atlântico Sul.

Do ângulo brasileiro, a Zopacas passou a se integrar ao conceito de entorno estratégico, incluído na Política de Defesa Nacional desde 2005, mantendo-se nos documentos seguintes a prioridade do entorno estratégico, da América do Sul à Costa Ocidental da África, englobando o Atlântico Sul e a Antártida, já presente no texto desde a primeira versão. Dentro do novo quadro geopolítico, a instabilidade internacional e a reconfiguração de alianças observadas nos últimos anos reforçam a importância de fortalecimento da Zopacas como contrapeso ao aumento de pressões extrarregionais no Atlântico Sul. Ao mesmo tempo, ameaças à região e aos recursos marinhos nela existentes, incluindo a poluição do meio ambiente marinho, ameaças à segurança marítima, especialmente no Golfo da Guiné, o crime organizado transnacional, a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, dentre outros, demandam respostas coletivas e estreita coordenação regional.

Nos últimos 20 anos, o governo brasileiro assinou acordos-quadro de cooperação em defesa com alguns dos Estados-membros da Zopacas, sendo África do Sul; Guiné-Bissau; Namíbia; Angola; Guiné Equatorial; Nigéria; São Tomé e Príncipe; Senegal; Uruguai; Cabo Verde; e Benin. Foram igualmente assinados o Acordo Operacional entre o Centro de Controle de Área Atlântico e o Centro de Controle de Área Abidjan (2010) e um Memorando de Entendimento entre a Marinha do Brasil e a Marinha Nacional de Camarões (2018).

Caso a Zopacas não seja capaz de responder a essas demandas, outras iniciativas e atores podem se impor à região. É oportuno lembrar que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) mudou sua doutrina ampliando seu raio de ação para o Atlântico Sul e mais recentemente para “as áreas de interesses dos países membros”, referência indireta ao mar do Sul da China.

A 9.ª Reunião Ministerial apresentou como resultados uma declaração política com compromissos sobre a manutenção da paz e segurança e cooperação para o desenvolvimento sustentável no Atlântico Sul, a apresentação de uma estratégia de cooperação entre os países participantes, cobrindo a governança dos oceanos, segurança e defesa marítima e desenvolvimento sustentável do meio ambiente e uma convenção sobre proteção do meio ambiente no Atlântico Sul. Nos próximos três anos, o Brasil estará na presidência dessa importante organização do ponto de vista geopolítico.

Presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Irice), foi embaixador do Brasil em Londres (1994-99) e em Washington (1999-2004)

Opinião | O Atlântico Sul como zona de paz e cooperação Nos próximos três anos, o Brasil estará na presidência dessa importante organização do ponto de vista geopolítico

RODA VIVA | RUBENS BARBOSA | 13/04/2026 14/04/2026

Em entrevista ao Roda Viva desta segunda-feira (13) o embaixador Rubens Barbosa traz uma leitura crítica sobre a crise nas instituições multilaterais e o impacto direto dos conflitos bélicos na estabilidade econômica e na soberania brasileira.

RODA VIVA | RUBENS BARBOSA | 13/04/2026 O Roda Viva desta segunda-feira (13) recebe o embaixador Rubens Barbosa. Com a vasta experiência de quem chefiou as embaixadas brasileiras em Washington e Lo...

Interesse Nacional 03/04/2026

"Política dos EUA em relação ao Brasil", editorial por Rubens Barbosa* para o portal Interesse Nacinal (www.interessenacional.com.br)

A agenda de encontros e desencontros entre os dois países está crescendo

Interesse Nacional Política dos EUA em relação ao Brasil A agenda de encontros e desencontros entre os dois países está crescendo Foto: Casa Branca As relações dos EUA com o Brasil passaram a ser sensivelmente afetadas com a eleição do presidente Donald Trump. Desde de 20 de janeiro de 2025, uma série de med...

Webinar IRICE - O impacto da guerra contra o Irã na Argentina e Brasil 24/03/2026

Os impactos da guerra Irã-US/Israel para Brasil e Argentina é o tema a ser discutido em mais um encontro com nossos parceiros da Universidad del Cema (UCEMA, Argentina) nesta quinta feira. Convidamos a participar:

Webinar IRICE - O impacto da guerra contra o Irã na Argentina e Brasil Os webinars do IRICE são o local onde o nosso Presidente, o Embaixador Rubens Barbosa, chama convidados para falar de temas atuais da política externa brasil...

Pergunte ao Embaixador - Episódio 52: Crise energética em Cuba; Consequências da Guerra no Irã 23/03/2026

Hoje, no programa semanal “Pergunte ao Embaixador”, o diplomata Rubens Barbosa comenta as consequências da guerra deflagrada no Oriente Médio para o Brasil e para o mundo. Fala também sobre a crise energética em Cuba e as consequências para o governo da ilha.
Tem perguntas? Envie pra nós e o Embaixador responderá a todas.

Pergunte ao Embaixador - Episódio 52: Crise energética em Cuba; Consequências da Guerra no Irã Segunda-feira, nosso Diretor, Felipe Camargo, faz 3 perguntas ao nosso Presidente, o Embaixador Rubens Barbosa! Esta semana o Embaixador comenta as consequên...

Webinar CEDESEN - A Amazul e sua atuação nos Projetos do Setor Nuclear Brasileiro 19/03/2026

“A Amazul e sua atuação nos Projetos do Setor Nuclear Brasileiro” – Encontro virtual realizado pelo Centro de Defesa e Segurança Nacional-CEDESEN com apoio do IRICE, nesta sexta às 10h. Participe pelo chat:

Webinar CEDESEN - A Amazul e sua atuação nos Projetos do Setor Nuclear Brasileiro Os webinars do CEDESEN são o local onde o nosso Presidente, o Embaixador Rubens Barbosa, chama convidados para falar de temas militares e da defesa nacional ...

Pergunte ao Embaixador - Episódio 51: Consequências da Guerra no Irã; Traficantes viram Terroristas 16/03/2026

Nesta semana o Embaixador comenta as consequências da guerra deflagrada no Oriente Médio, com ataques ao estreito de Ormuz, impedimento do fluxo de comércio.

Mais além, Presidente Lula liga para presidentes de México e Colômbia para traçar estratégia contra o desejo de Marco Rubio, secretário de estado americano, para rotular cartéis de dr**as como grupos terroristas na América Latina.

Tem perguntas? Envie pra nós e o Embaixador responde todas as segundas-feiras!

Pergunte ao Embaixador - Episódio 51: Consequências da Guerra no Irã; Traficantes viram Terroristas Segunda-feira, nosso Diretor, Felipe Camargo, faz 3 perguntas ao nosso Presidente, o Embaixador Rubens Barbosa! Esta semana o Embaixador comenta as consequên...

1º Fórum Brasileiro de Data Centers 10/03/2026

1º Fórum Brasileiro de Data Centers, 12 de maio de 2026, São Paulo

O IRICE, em colaboração com a Associação Brasileira de Data Center-AVDC, realizará dia 12 de maio o 1º Fórum Brasileiro de Data Centers.

O encontro reunirá autoridades públicas, executivos, investidores e especialistas para debater políticas públicas, marcos regulatórios, oportunidades de investimento e soluções tecnológicas que impulsionam o crescimento sustentável do setor de data centers.

1º Fórum Brasileiro de Data Centers UM FÓRUM DIFERENTE SOBRE DATA CENTERS O Fórum Brasileiro de Data Centers é um espaço único criado para promover o diálogo estruturado entre o s...

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