25/05/2026
No último sábado (23/05), toda a equipe do Quintal da Vila participou da formação de Primeiros Socorros, realizada pela
No Quintal, acreditamos que o cuidado se constrói nos pequenos gestos do cotidiano e também na preparação para os momentos inesperados. Por isso, priorizar a formação contínua da equipe é parte do nosso compromisso com a segurança e o bem-estar das crianças.
A formação abordou procedimentos de prevenção, identificação de riscos e condutas adequadas diante de diferentes situações, fortalecendo a confiança e a prontidão da nossa equipe para agir com responsabilidade quando necessário.
Um ambiente seguro se constrói todos os dias, por meio de formação contínua, de troca de saberes e do cuidado coletivo. Manter-se em constante aprendizado é também uma forma de cuidar: das crianças, das famílias e de toda a comunidade que faz parte do Quintal. 🌱
FormaçãoContinuada SegurançaNaInfância
15/05/2026
Quantas vezes temos a oportunidade de nos maravilhar com o ordinário? Uma pedra, um graveto, o balanço das copas das árvores em um dia de vento...
Para es bebês do Ciclo Semente, o mundo não é algo a ser "vencido", mas pesquisado. Enquanto pessoas adultas muitas vezes correm contra o relógio, o bebê habita um tempo próprio de elaboração, teste de hipóteses e repetição.
Desde o início do ano, blocos de madeira estão presentes em nosso cotidiano. No começo, eram apenas objetos em um caixote. Houve dias de silêncio, em que os blocos terminaram o período intocados. Houve dias de aparente "caos", com peças espalhadas sem sentido óbvio para os olhos pressas de quem já cresceu.
Mas, na lógica da criança, cada movimento era um passo em uma investigação profunda: O que é este objeto? (Texturas e formas) O que meu corpo faz com ele? (Força, equilíbrio e apoio) O que acontece se eu o levo para outres? (Vínculo e partilha)
Aos poucos, cada bebê, em seu tempo, integrou os blocos às suas próprias narrativas. Hoje, eles são telefones para ligações urgentes, são ingredientes de um lanchinho imaginário, são instrumentos de percussão ou a fundação de cidades e torres.
Essa evolução não acontece por comando, mas por disponibilidade. O caixote-carrinho estava lá, nas rodas de música, nos passeios, nas aventuras pela rampa… esperando o momento em que a curiosidade encontrasse a prontidão.
Como nos ensina Emmi Pikler, a construção de um saber exige esforço do bebê e, acima de tudo, respeito e cuidado das pessoas adultas ao seu redor. Respeitar o ritmo não é esperar; é oferecer um solo seguro para que a criança floresça quando estiver pronta.
Que possamos, juntes, aprender a parar para sentir o cheiro do ipê e a textura das folhas. Porque, no fundo, a grande pesquisa da infância é descobrir, todos os dias, que o mundo é um lugar fascinante para se viver.
04/05/2026
"Tambor, tambor... vai buscar as crianças, tambor." 🥁
Quando o som do couro ecoa no Quintal, a viagem começa. Guiades por Fuhara, educadorie responsável pela oficina, nosses pequenes não apenas treinam movimentos; elis embarcam em uma odisseia coletiva. Aqui, as pernas esticadas viram o casco do barco e os braços, em movimento contínuo, tornam-se os remos que nos levam para longe.
Antes de partir, a pergunta: o que é essencial levar? As respostas revelam o universo afetivo de cada criança: a família, o cachorro, um pandeiro e até uma sapateira! Com o essencial a bordo, navegamos ao som de canções de mar e peixes vivos.
Ao desembarcar na Ilha da Capoeira, o corpo se transforma para dialogar com a natureza. A capoeira aqui é orgânica:
O balanço do mar vira ginga.
O tatuzinho vira cocorinha.
O caranguejo ensina a esquiva.
O rabo de arraia e o escorpião trazem a potência do chute invertido.
Entre grunhidos de T-Rex e o riso solto ao imitar o som de uma capivara, as crianças habitam seus corpos com alegria e presença.
Brincar de "Passa Pedra" é aprender o tempo do outro, a pulsação do "Olelê" que dita a troca. Brincar de "Céu e Mar" é entender o habitat, as fronteiras e a liberdade de colocar o unicórnio para voar onde a imaginação permitir. 🦄✨
A capoeira no Quintal é essa teia: movimento, cultura popular e o respeito absoluto pela voz da criança. A jornada termina com o "Adeus, boa viagem", mas o axé dessa vivência permanece vibrando em cada encontro.
Quais serão as próximas aventuras que a Ilha nos reserva?
15/04/2026
Acolhimento no Quintal 🌿
Seja para as crianças que chegam ao Quintal pela primeira vez, seja para aquelas que retornam após as férias, o período de (re)adaptação pode despertar muitas emoções: nas crianças e também nas famílias.
No Quintal, entendemos esse momento como um processo. Por isso, construímos um acolhimento cuidadoso, respeitoso e alinhado aos nossos princípios.
Passe para o lado para saber como é o Acolhimento no Quintal ➡️
Porque acolher, para nós, é respeitar o tempo, sustentar o encontro e construir, juntos, caminhos de confiança 💛
01/04/2026
Na semana passada, nos aproximamos de uma data cheia de encanto: o dia 27/03, quando celebramos o circo e o teatro. 🎪✨
Em roda, perguntamos às crianças: quem já foi ao circo? O que mais chamou atenção? O que ficou na memória? Entre lembranças e curiosidades, fomos abrindo espaço para imaginar juntes.
Retomamos também uma pesquisa do Ciclo Terra (ciclo de crianças de 4 a 6 anos), feita no carnaval, sobre as máscaras — e o quanto elas nos convidam a experimentar outras possibilidades de ser: uma nova voz, um novo corpo, novos trejeitos. Afinal, uma máscara pode cobrir o rosto inteiro, metade, ou até só um pequeno detalhe…
E foi assim que apresentamos a menor máscara do mundo: o nariz de palhaço. ❤️
Aos poucos, diante dos olhos atentos das crianças, figurino, maquiagem e penteado foram dando vida à palhaça Geno — que, junto da educadora Cel, apresentou um número com bambolês, trazendo movimento, riso e encantamento para o nosso dia.
E como não poderia ser diferente, terminamos do jeito que mais gostamos: brincando juntes. Bambolês rodando, corpos em movimento e muitas risadas compartilhadas.
Porque, no Quintal, o brincar também é palco — e cada criança, à sua maneira, é artista de sua própria história. 🌱🎭
🎪
20/03/2026
Na última sexta-feira o tema de nossa assembleia geral foi “Os direitos das crianças”.
O ponto de partida foi o diálogo sobre o ECA, estatuto da criança e do adolescente e as primeiras impressões não poderiam ser melhores:
-L. 5 anos: Mas porque o nome é igual aquilo que a gente não pode falar quando não gosta de alguma comida?
Explicamos que ECA não era a mesma interjeição “eca!”, mas sim uma sigla.
A partir daí, seguimos detalhando os direitos das crianças e a proposta culminou em uma produção de lambes que reivindicassem direitos que as crianças gostariam de pleitear:
-C. 4 anos: Porque o lambe se chama lambe?
-N, 5 anos: Se cola com a língua?
-A, 3 anos: Eu queria ter direito à pescar
-M, 5 anos-Eu queria ter direito à ir pro espaço
-A, 3 anos: Eu queria que todas as pessoas fossem veganas.
Na próxima assembleia, iremos finalizar os lambes e colá-los nos postes de nosso quarteirão. Uma forma de exercer a cidadania das crianças e se fazerem vistas!
19/03/2026
"Então a criança faz tudo sozinha?" Não é bem assim.
No Quintal, incentivamos a autonomia por meio do favorecimento dessa habilidade - a equipe é responsável pela preparação do ambiente, pelo suporte e pelo vínculo que permitem às crianças conduzirem os processos e as situações, tendo como base, tanto um planejamento pedagógico, quanto às necessidades e habilidades de cada turma.
E é assim, em parceria, que as crianças vão adquirindo autonomia e desenvolvendo habilidades motoras e sociais 🙂❤
̧ãoinfantil
18/03/2026
Se na fase de 0 a 3 anos, as saídas pedagógicas acontecem no miudinho, em breves voltas pelo quarteirão ou em visitas pelas nossas duas casas, na fase 3 a 6, a cidade se expande, as pontes se fazem mais longas e os muros ficam ainda menores!
As crianças de 3 a 6 anos da Casa Jabuticaba passaram por muitas aventuras esse ano, de sorveteria, à Sesc Pompéia, Praça e até passeio de ônibus para o Parque da Água Branca! Nossa próxima jornada: MUSEU CATAVENTO!
A relação da primeira infância com a rua é revolução e política. Provoca uma quebra na lógica e no tempo e grita para a cidade inteira: ESTAMOS AQUI!!!
Bora ocupar os espaços públicos com as crianças?