Centro de Educação Infantil (CEI), atende as crianças de 0 a 5 anos, onde a criança tem sua autonomia, lúdico, criação, etc.
Por isso essa página será destina a publicações dos trabalhos realizados na Unidade e comunicados pertinentes a ela. História do Patrono
Américo de Souza nasceu no dia 11 de dezembro de 1911 no bairro do Cangaíba – São Paulo. Filho de Emília (brasileira) e Manoel (português). Emília Abreu de Souza nasceu no Cangaíba em 1887 e casou-se com Manoel de Souza. O casal morava em uma das cinco casas que
ficava no largo do Cangaíba, que hoje tem o nome de Praça Barra d’Ouro. Além da criação de vacas, Manoel trabalhava no transporte de tijolo e madeira em barcos pelo Tietê. O fato de estar sempre com uma lamparina que o protegia da escuridão, deu lugar ao apelido de Mané da Lamparina. Américo de Souza foi um dos filhos do casal. Vivia cuidando de plantações e tinha um depósito de carvão. Cursou apenas o primário no Colégio Santos Dumont. Quando adulto, decidiu ser guarda civil, para isso precisou realizar um exame de seleção no mesmo Colégio. Entrou para a guarda civil no dia 22 de março de 1934. Uma de suas atribuições era vistoriar mercadorias e cargas, desse modo subia nos caminhões sempre que necessário. Em 1937 casou-se com a alemã Erna de Souza, segundo relato da mesma, conheceram-se na Vila Esperança onde morava desde que chegou da Alemanha; Américo teria ido até lá visitar um amigo, a partir daí iniciaram o namoro que se firmou no altar. Moraram na Vila Esperança, no Belém e no Cangaíba. Em 1938, nasceu a única filha do casal, Áurea Vanessa de Souza, que conforme relatou, seu convívio com o pai foi algo marcante e significativo
“Tinha uns 10 anos de idade e já acompanhava meu pai à câmara dos vereadores, onde reivindicava melhorias para o bairro como: água, energia elétrica, ônibus ... ficava horas a esperar que alguém o atendesse, e eu ali junto. Minha mãe trabalhava o tempo todo enquanto eu ficava com meu pai. Foi um pai exemplar e agia sempre de forma amiga e carinhosa – lembra a filha. Saíamos de casa, pegávamos a condução para longe e íamos comer cachorro-quente, em um desses dias que saiu para trabalhar chegou a cair do caminhão, no dia seguinte não se levantou da cama”. A partir daí Américo começou a ter crises constantes. “Não sei se a queda ocasionou tudo isso; na época recorreu a especialistas, mas acredito que a própria medicina não conseguiu descobrir o problema. O que sabemos é que tinha um problema na coluna”. Américo tinha o hábito de registrar sua rotina. Em seus pertences constam registros do seu cotidiano e de sua vida profissional. Era um homem politizado; escolhia seus candidatos criteriosamente e lutava pelas causas sociais sem visar benefício próprio. Após o acidente passou a tirar licenças médicas constantemente e aos três dias do mês de maio de 1950, foi aposentado por invalidez, conforme publicação no Diário Oficial do Estado de São Paulo, onde consta seu cargo como Guarda Civil de 1ª Classe. Américo aposentou-se aos 35 anos de idade e faleceu em 1981 aos 70 anos. Antigos moradores, entre eles a Senhora Laurice que hoje reside próximo a Creche, decidiram homenageá-lo. A Creche do bairro, inaugurada em 1992, passou a chamar Creche Municipal Américo de Souza.