José Marcos de Oliveira

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Ser Saudável

04/11/2017

Por ser um assunto complexo Oficina do Viver fará esta publicação em 5 (cinco) partes e hoje esta seguindo a o restante da publicação:

3ª parte continuação da 2ª parte publicada em 04/11/2017
A sexualidade, como Instrumento para se buscar a tão famigerada felicidade pessoal, ou apenas como possibilidade do Prazer é deixado e colocada de lado, principalmente para muitas mulheres, pois a sexualidade está ligada ao pecado, às questões Morais e de Sujeiras.
A mulher e a sexualidade são vítimas da repressão. Todos os mecanismos da repressão recaem sobre elas, com o intuito de perpetuar aquilo que já foi pré-estabelecido há anos atrás por esta sociedade machista, sexista,misógina com base patriarcal. Cabe à mulher do século XXI não mais sucumbir ao modelo existente, onde ela mesma não possui o próprio arbítrio sobre sua vida, ou melhor, sobre sua sexualidade enfim na sua Vida.
Afetividade é um termo que deriva da palavra afetiva e afeto. Designa a qualidade que abrange os fenômenos afetivos
Quebrar mais um mito, pois, a lubrif**ação íntima também pode colaborar para que o homem e sua parceira tenham novas e diferentes opções de satisfação sexual. Além disso, pesquisas apontam que o uso de lubrif**antes íntimos pode ampliar o prazer feminino, pois, nesta Era de tudo industrializado e poluído e com alimentação feita no fast-food à lubrif**ação f**a abaixo da necessidade e ai vai existir sofrimento e com muita dor e causando pouca vontade e falta de libido, na parceira.
A falta de magnésio, iodo,vitamina D e o excesso de flúor que é usado, e os óleos com excesso de Hidrogênio e uso de alimento que sacia o estomago mas, não nutre o organismo adequadamente e vai por ai afora.
Se você quer conhecer os benefícios da utilização de lubrif**antes íntimos na relação sexual e os diferentes tipos de produtos existentes, e saiba que os lubrif**antes íntimos são produtos especialmente desenvolvidos para facilitar a relação sexual.
Seja para penetração do p***s, para o uso brinquedos eróticos ou na masturbação.
O S**o é Muito Bom, porque é Vida e porque é saúde!
Fontes Internet
Dr.Domingos Mantelli
Lirian Coelho
Mundo da Educação
Reflexões para um conceito de Jeferson Silva

4ª Parte continuação da 3ª parte publicada em 06/11/2017
Quer, dizer, deveria ser não é mesmo?
Pois é!
TMas o que acontece na vida real, é que muitas mulheres se privam de uma noite de prazer com o parceiro por não ter uma lubrif**ação ideal, não conseguindo relaxar e aproveitar.
Por que isso acontece?
A resposta é simples: o uso de lubrif**ante íntimo ainda é um tabu!
Quando o lubrif**ante íntimo deve ser utilizado?
Segundo o especialista, não há uma idade certa para iniciar o uso dos lubrif**antes íntimos.
“A menopausa é uma das causas da diminuição da lubrif**ação da mulher, mas outras alterações hormonais também podem causar o mesmo problema. O que é importante dizer, é que mulheres de qualquer idade podem precisar usá-lo“, explica.
E também o estresse, não estar no clima e até a falta de preliminares podem influenciar na lubrif**ação íntima de uma mulher, fazendo com que ela sinta dor na hora da relação. Nesse contexto, o uso do lubrif**ante deve ser considerado, pois é capaz de relaxar e facilitar a penetração, diminuindo o atrito entre os órgãos e tornando o ato muito mais prazeroso.
Por que o uso de lubrif**antes é um tabu na sociedade?
“A lubrif**ação íntima está muito ligada ao desejo da mulher de manter uma relação sexual com o parceiro. Quando ela não existe ou é pouca, o homem liga o ocorrido diretamente ao fato de que a parceira não está afim ou que ele não está sendo o suficiente para satisfazê-la.
O lubrif**ante é visto com demérito por muitos homens. Porém, como nem sempre a falta de lubrif**ação está ligada à falta de vontade ou de desejo, esse tipo de produto não deveria ser visto com desprezo. Afinal, seu único objetivo é melhorar ainda mais algo que já é prazeroso por si só.
Fontes Internet
Dr.Domingos Mantelli
Lirian Coelho
Mundo da Educação
Reflexões para um conceito de Jeferson Silva

5ª parte e última parte continuação da 4ª parte publicada em 08/11/2017 sobre Sexualidade
Como convencer o parceiro a aderir ao produto?
Muitas mulheres evitam ter relações se***is porque sentem dor. A dor é proveniente da falta de lubrif**ação, que causa um forte atrito entre a pele da va**na e a pele do p***s. Com o uso do lubrif**ante, esse atrito é diminuído consideravelmente e, assim, a mulher pode relaxar e aproveitar as melhores sensações do s**o. Explicar esse processo ao parceiro é a melhor maneira de convencê-lo a usar o produto.
Vale lembrar, inclusive, que o lubrif**ante íntimo não suja, não mancha roupa e não altera a resistência do preservativo,pois,o uso do lubrif**ante reduz o atrito, possibilitando que o ato sexual aconteça de uma forma em que o prazer aconteça de modo natural.
Repetindo: além destes fatos acontece também com o envelhecimento da parceira, as mulheres vão naturalmente perdendo lubrif**ação va**nal. Para garantir a atividade sexual saudável e de qualidade para as mulheres na menopausa,especialistas recomendam o uso de lubrif**antes íntimos na hora do ato de fazer Amor.
Pesquisas indicam que o uso de lubrif**antes íntimos pode aumentar o prazer sexual das mulheres. Em 2009, a Universidade de Indiana (EUA) entrevistou 2.400 mulheres e descobriu que 65% delas tinham mais prazer quando usava lubrif**antes.
Outros estudos na área de saúde sexual comprovaram os benefícios dos lubrif**antes íntimos. Cerca de 70% das mulheres que afirmaram ter usado algum tipo de lubrif**ante para fazer s**o va**nal ou a**l, consideraram a prática mais prazerosa.

Fontes Internet Dr.Domingos Mantelli
Lirian Coelho
Mundo da Educação

02/11/2017

Eu gosto de sentir os meus momentos íntimos que eu tenho e são muitos comigo mesmo e eu descobri que estes momentos se chama “Solitude”, pois bem, me sinto pleno na vida em saber conviver comigo mesmo, ou seja, preencho o Universo inteiro com a minha presença e não sinto nenhuma necessidade de estar com alguém. Mas, me relaciono com muitas pessoas de todos os s**os, de todos os matizes religiosos e de algumas tribos e muitas vezes namoro, beijo, danço converso, enfim me relaciono muito bem comigo e com todos e tenho sempre a felicidade de ser para estar.
Pois bem alguns me acham arrogante e presunçoso, mas sentir o que eu estou feliz e contente comigo é o que basta, e outros dizem que sou ausente na visão deles.
Aprendi que não posso agradar todos ao mesmo tempo.
Vários texto que me despertaram para a minha verdade, e este denominado
“Solidão e Solitude”, de autoria de Osho, é o que segue. (estou enxertando o texto de Beth Michepud)
“Nascemos sós, vivemos sós e morremos ou morreremos sós”.
A solitude é nossa verdadeira natureza, mas não estamos cientes dela. Por não estarmos cientes, permanecemos estranhos a nós mesmos e, em vez de vermos nossa solitude com imensa beleza e bem-aventurança, silêncio e paz, um estar à vontade com a existência, ou seja, a plena liberdade.
Muitos interpretam erroneamente como solidão ,enfim, esclarecendo na opinião de Osho e da minha a solidão é uma solitude mal interpretada. E uma vez interpretando mal sua solitude como solidão, todo o contexto muda.
A solitude tem uma beleza e uma imponência, uma positividade, rumo a uma liberdade que transmiti uma euforia junto com uma alegria própria de quem esta nela.
A solidão não... Ela é pobre, negativa, escura, melancólica; muito voltada para as alegorias de um passado que marcaram derrotas de amores e desamores e vitórias pífias, desta... Quero sempre distância.
A solidão é uma lacuna. Algo está faltando, algo é necessário para preenchê-la e nada jamais pode preenchê-la, porque, em primeiro lugar, ela é um mal entendido. À medida que você envelhece a lacuna também f**a maior e você se entrega a vícios, bebidas, e amargura e esquece-se de viver sem medo.
As pessoas têm tanto medo de f**arem consigo mesmas que fazem qualquer tipo de estupidez. Vi pessoas jogando baralho sozinhas, sem parceiros.
Foram inventados jogos em que a mesma pessoa joga cartas dos dois lados, ou os famosos jogos eletrônicos que faz o seu tempo passar e você não percebe e o sistema estabelecido quer mesmo este comportamento de todos, e nunca de se olhar por cima do muro para ver que todas as possibilidades não sejam pensadas e que as pessoas continuem sendo amargas, reclamarem e reclamarem da falta da visita de pessoas e entes queridos e precisam reaprenderem a Ser Amor, buscar respeito e deixar tantas coisas inócuas e inoportunas que a solidão nos causa.
Aqueles que conheceram e praticam a solitude dizem algo completamente diferente. Eles dizem que não existe nada mais belo, mais sereno, mais agradável do que estar só, e consigo mesmo, pois este ato é libertador, pois segundo “Osho”:

02/11/2017

Eu gosto de sentir os meus momentos íntimos que eu tenho e são muitos comigo mesmo e eu descobri que estes momentos se chama “Solitude”, pois bem, me sinto pleno na vida em saber conviver comigo mesmo, ou seja, preencho o Universo inteiro com a minha presença e não sinto nenhuma necessidade de estar com alguém. Mas, me relaciono com muitas pessoas de todos os s**os, de todos os matizes religiosos e de algumas tribos e muitas vezes namoro, beijo, danço converso, enfim me relaciono muito bem comigo e com todos e tenho sempre a felicidade de ser para estar.
Pois bem alguns me acham arrogante e presunçoso, mas sentir o que eu estou feliz e contente comigo é o que basta, e outros dizem que sou ausente na visão deles.
Aprendi que não posso agradar todos ao mesmo tempo.
Vários texto que me despertaram para a minha verdade, e este denominado
“Solidão e Solitude”, de autoria de Osho, é o que segue. (estou enxertando o texto de Beth Michepud)
“Nascemos sós, vivemos sós e morremos ou morreremos sós”.
A solitude é nossa verdadeira natureza, mas não estamos cientes dela. Por não estarmos cientes, permanecemos estranhos a nós mesmos e, em vez de vermos nossa solitude com imensa beleza e bem-aventurança, silêncio e paz, um estar à vontade com a existência, ou seja, a plena liberdade.
Muitos interpretam erroneamente como solidão ,enfim, esclarecendo na opinião de Osho e da minha a solidão é uma solitude mal interpretada. E uma vez interpretando mal sua solitude como solidão, todo o contexto muda.
A solitude tem uma beleza e uma imponência, uma positividade, rumo a uma liberdade que transmiti uma euforia junto com uma alegria própria de quem esta nela.
A solidão não... Ela é pobre, negativa, escura, melancólica; muito voltada para as alegorias de um passado que marcaram derrotas de amores e desamores e vitórias pífias, desta... Quero sempre distância.
A solidão é uma lacuna. Algo está faltando, algo é necessário para preenchê-la e nada jamais pode preenchê-la, porque, em primeiro lugar, ela é um mal entendido. À medida que você envelhece a lacuna também f**a maior e você se entrega a vícios, bebidas, e amargura e esquece-se de viver sem medo.
As pessoas têm tanto medo de f**arem consigo mesmas que fazem qualquer tipo de estupidez. Vi pessoas jogando baralho sozinhas, sem parceiros.
Foram inventados jogos em que a mesma pessoa joga cartas dos dois lados, ou os famosos jogos eletrônicos que faz o seu tempo passar e você não percebe e o sistema estabelecido quer mesmo este comportamento de todos, e nunca de se olhar por cima do muro para ver que todas as possibilidades não sejam pensadas e que as pessoas continuem sendo amargas, reclamarem e reclamarem da falta da visita de pessoas e entes queridos e precisam reaprenderem a Ser Amor, buscar respeito e deixar tantas coisas inócuas e inoportunas que a solidão nos causa.
Aqueles que conheceram e praticam a solitude dizem algo completamente diferente. Eles dizem que não existe nada mais belo, mais sereno, mais agradável do que estar só, e consigo mesmo, pois este ato é libertador, pois segundo “Osho”:
Termino da 1ª parte a próxima publicação que continua este assunto dia 09/11/2017

Photos from José Marcos de Oliveira's post 02/11/2017

Para adquirir autoconhecimento é preciso fazer a pergunta certa
AUTOCONHECIMENTO

por Roberto Shinyashiki 01/01/2016
Você já ouviu a opinião de muitos autores a respeito da importância de seguir o seu coração. Eles têm razão: um caminho que não fale ao seu coração não alimentará a sua alma; e uma pessoa sem alma é um ser perdido no oceano da vida.
A exploração do nosso mundo interior ajuda a nos conhecer melhor e, portanto, a construir uma vida que tenha sentido. Fico muito triste quando converso com pessoas ricas e importantes que me confessam, quase chorando: é horrível ver que batalhei e consegui tantas coisas que queria, mas não sou feliz.
O meu sacrifício não me deu felicidade.
É importante escutar a nós mesmos o tempo todo, para saber se estamos realizando objetivos que nascem do nosso coração. Só assim teremos certeza de que, no final da vida, não iremos nos martirizar com o arrependimento.
— Mas, Roberto, como conhecer a minha alma? Como escutar o meu coração?

Bem, a primeira dica é: faça a pergunta certa. Quando você faz a pergunta errada, o seu coração vai para muito longe. Quer um exemplo de pergunta errada? Suponha que o seu chefe foi duro com você e apontou vários problemas de desempenho no seu trabalho. Se você perguntar a si mesmo: “Por que meu chefe está me sacaneando?”, não vai encontrar uma resposta que lhe ajude a crescer.
Sentir-se vítima do seu chefe, em vez de a**lisar o próprio trabalho, vai deixar você distante da resposta que lhe interessa. Nesse momento o melhor é olhar para dentro de si, verif**ar em quais pontos o seu chefe tem razão, a**lisar suas atitudes e tentar melhorar o seu desempenho.
Seu namorado terminou o relacionamento com você. Em vez de perguntar por que ele a sacaneou, seria mais interessante entrar em sintonia com os próprios sentimentos. Se a tristeza aparecer, o melhor é chorar em paz, e só depois a**lisar seu comportamento.
Talvez você se dê conta de que estava sendo muito crítica com seu namorado e, a partir daí, aprenda a admirar mais a pessoa que você ama, percebendo com isso o que pode melhorar em sua maneira de demonstrar amor.
Veja alguns exemplos de perguntas certas
Se você fizer as perguntas certas, conseguirá aprender muito sobre si mesmo. Faça suas perguntas, mesmo que elas fiquem muito tempo sem resposta:
• O que é essencial para você?

• Qual é a sua meta profissional?

• Como gostaria de estar daqui a dez anos?

• O que você precisa fazer para realizar seus projetos?

• A sua vida está do melhor jeito que poderia estar neste momento?
A capacidade de explorar nosso mundo interior nos ajuda a tomar melhores decisões e a evitar problemas decorrentes da nossa maneira de ser. Quando tinha aproximadamente 20 anos eu era o rei das decisões impulsivas. Decidia comprar alguma coisa sem pensar e alguns dias depois tomava consciência de que tinha feito besteira.
Depois de algum tempo decidindo errado, prometi a mim mesmo que sempre me daria um prazo de uma semana para pensar antes de comprar qualquer coisa mais cara. Isso evitou que eu fizesse muitas bobagens.
Conhecer-se melhor pode ajudá-lo a tomar decisões que lhe façam realmente crescer. Certa vez um deputado que gostava muito do meu trabalho telefonou-me e convidou-me a assumir um cargo de diretor de um importante hospital público. Consegui pedir a ele um prazo de um dia antes de lhe dar a resposta, o que foi um grande sacrifício, pois a minha vontade era dizer sim na hora. Fiquei pensando sobre o assunto e me dei conta de que aceitar o convite para cuidar de um hospital não tinha o menor sentido, considerando a minha vocação de psiquiatra. O que eu gostava mesmo era de escutar as pessoas e ajudá-las a se realizar. Foi um alívio quando, no dia seguinte, liguei para dizer “não, obrigado!”.
Minha alma celebrou a minha decisão. Algumas vezes, sua rota precisa ser reajustada e você só descobrirá isso se souber conversar consigo mesmo. Ficar em silêncio ajuda muito a escutar a voz da sua alma.
Sabe quando rastreamos todos os arquivos e pastas do computador em busca de alguns vírus que possam ter invadido o sistema? Sabe quando navegamos pela internet e mantemos o antivírus acionado para impedir a entrada de elementos suspeitos? Na vida real, o autoconhecimento é nosso melhor antivírus. Para que você não perca todos os seus documentos nem tenha de configurar novamente sua máquina, pergunte-se sempre o que realmente importa em cada momento de sua vida.

01/11/2017

Diferença entre o sábio da antiguidade e o sábio de hoje
Monica Aiub 01/01/2016 AUTOCONHECIMENTO

por Monica Aiub

A noção tradicional de filosofia, que considera a junção dos termos gregos (philia) e (sophia), aponta para o amor, para a busca incessante da sabedoria. Diante da figura do sábio da Antiguidade, isto é, aquele que possuía o saber de todas as coisas, o termo filosofia surge da constatação de nossa impossibilidade de possuir o saber de todas as coisas, mas de uma necessidade vital de permanecermos em busca do saber. O filósofo é o "amigo da sabedoria", aquele que a busca incessantemente, o que é diferente de ser sábio.

Contudo, hoje encontramos em nossos dicionários as palavras sábio e filósofo como sinônimos. O que isto signif**a? Iniciemos pela figura do sábio.

Temos um sábio esteriotipado, de onde ele surge? Segundo o Dicionário de Filosofia (Abbagnano), a figura esteriotipada do sábio foi traçada na idade alexandrina por epicuristas, estóicos e céticos, principalmente pelos estóicos: Epiteto, Sêneca e Marco Aurélio. Nesse estereótipo, o sábio é aquele que mantém a serenidade diante das dificuldades da vida: ataraxia ou apatia e aponia (falta de energia).

O sábio estóico é alguém que vive isolado, não partilha das características comuns dos mortais. Não é possível ser mais ou menos sábio, ser parcialmente sábio. Ou é sábio, ou é tolo. O sábio é auto-suficiente, é alguém totalmente desprendido que suporta e se abstém. O neoplatonismo de Plotino acrescenta a consciência como um traço fundamental ao sábio: olhar para dentro de si mesmo e encontrar todas as coisas.

Isolado, auto-suficiente, inteiramente sábio, consciente, olha para si e tudo encontra, tudo suporta... Você desejaria ser esse sábio? Consideramos sábias as pessoas com tais características na atualidade? No mínimo as consideramos estranhas, talvez até um pouco desequilibradas, egocêntricas... sofreriam de algum transtorno?

Mas o que é sabedoria? O que é aquilo que possui o sábio?

No Dicionário Aurélio encontramos diferentes signif**ados para sabedoria: grande conhecimento, erudição, saber, ciência; qualidade de sábio; prudência, moderação, temperança, sensatez, reflexão; conhecimento justo das coisas; ciência; conhecimento inspirado nas coisas divinas e humanas; esperteza, astúcia, manha.

Quem é o sábio? O prudente, moderado, sensato e erudito? Ou o esperto, astuto e malandro? Estaria embutida na cultura do jeitinho brasileiro uma espécie de sabedoria? Qual sabedoria buscamos: a sensatez ou o jeitinho?

Se traçássemos o percurso histórico do conceito de sabedoria na filosofia, encontraríamos um movimento pendular que vai da aproximação dos conceitos de sabedoria e sapiência - uma espécie de sabedoria ideal, defendida por Platão - ao conceito de sabedoria como uma atividade racional diretamente vinculada às questões práticas da vida humana - como defendeu Aristóteles na Ética a Nicomacos. Segundo Aristóteles, a sabedoria diz respeito a questões como as de ordem política ou doméstica, que nos exigem prudência e justiça. Ele defendia, ainda, que se o ser humano é mutável, a sabedoria também o é.

Esse movimento pendular se mantém, de um lado exaltando a sapiência ideal (estóicos, neoplatônicos), de outro aproximando a sabedoria às questões humanas (S. Tomás). Na Modernidade, Leibniz defende que "a sabedoria é o perfeito conhecimento de todos os princípios e de todas as ciências e da arte de aplicá-los". Com Hegel esse conceito adquire um caráter mundano, que é evidenciado por Schopenhauer, que o compreende como a "arte de gastar a vida da maneira mais agradável e feliz possível". O caráter de sapiência ideal praticamente desaparece na filosofia contemporânea, que trata a sabedoria como o conjunto das técnicas que dispomos para o bem-viver.

Seria então o sábio aquele que conhece as técnicas para o bem-viver? Seria esse o motivo de buscarmos com tanta insistência "lições", "gotas", "receitas" de sabedoria? Por isso consultamos hoje os oráculos milenares a fim de encontrarmos respostas para nossas questões?

Da Antiguidade tivemos notícias dos chamados Sete Sábios (Tales, Biante, Pítaco, Sólon, Cleóbulo, Mison e Quilon). Deles conhecemos algumas frases soltas, atribuídas a eles e, através das quais foram identif**ados como sábios. Frases como: "Conhece-te a ti mesmo" (atribuída a Tales); "A maioria é malvada", "A carga revela o homem" (Biante); "Sabe aproveitar a oportunidade" (Pítaco); "Leva a sério as coisas importantes".

Nada demais

"Nada demais" (Sólon); "Ótima é a medida" (Cleóbulo); "Indaga as palavras a partir das coisas, não as coisas a partir das palavras" (Mison); "Cuida de ti mesmo, não desejes o impossível" (Quilon). Alguém poderia ser considerado sábio por essas frases? O que elas signif**am? Quantas vezes você já pronunciou "Nada demais", e nunca o consideraram sábio?!

Se a sabedoria está diretamente relacionada às questões da vida humana, frases, lições ou idéias só poderiam ser consideradas como sabedoria caso fossem pronunciadas num contexto que lhes garantisse esse status. Talvez por isso Heráclito, ainda na Antiguidade, fizesse a crítica à polimatia - o saber de todas as coisas - que ele nomeava como o manual do vício. Se sabemos todas as coisas sobre todas as coisas, se temos as respostas para tudo, será que não nos impedimos de pensar, de criar novos e diferentes caminhos? Ao buscarmos uma sabedoria ideal, um oráculo que nos dê respostas, estaríamos fazendo uso de nossa inteligência ou nos embotando por uma forma de aceitação dogmática? Que tipo de saber nos orienta?

Se compreendemos por sabedoria um conjunto prévio de saberes, um saber da totalidade, criamos um saber totalitário, uma forma de impedir a autonomia do pensar. Se tudo se move, inclusive o ser humano e suas questões, como pensava Heráclito, "O pensar é a maior virtude, e é sabedoria dizer a verdade e agir de acordo com a natureza compreendendo-a" (frag. 112).

Para compreender a natureza é preciso compreender seu movimento; para compreender a vida humana, é necessário compreendê-la em seu movimento. Compreendemos e nos movimentamos por termos compreendido. Movimentamos-nos e já não compreendemos mais. Por isso, o conhecimento da totalidade não nos é acessível. Ainda assim, "É possível a todos os homens conhecer-se a si mesmos e ser sábios" (fr 116).

Para sermos sábios precisamos acompanhar o movimento da vida, nos perceber em movimento, nos permitir a construção de novos modos de ser, encontrar a autonomia de nosso pensar e a construção de nosso bem-viver. O que num contexto pode signif**ar uma palavra de sabedoria, em outro contexto pode ser "um manual do vício".

Quem é o sábio de hoje?

Aquele que sabe viver.

O que é saber viver? É buscar, diante das questões e dificuldades que a vida nos traz, as melhores formas de vida.

Quando escolhemos uma forma de vida que nos permite bem-viver, diante de todas as dificuldades que enfrentamos, encontramos a sabedoria e podemos transmiti-la a todos os outros seres viventes? Não é isso que buscamos quando procuramos "receitas", "lições", "gotas" de sabedoria?

Talvez aquele que as encontrou como a melhor forma de vida tenha sido um sábio, porque encontrou a melhor forma de vida diante de sua situação, diante de seu momento. Seríamos nós sábios se reproduzíssemos essa forma em nossas vidas? Ou seríamos sábios se construíssemos as nossas formas de vida a partir de nossa situação, de nosso momento?

Quem pode nos dizer o que fazer de nossas vidas? Aquele que olha para dentro de si e vê todas as coisas? Será que o que eu vejo quando olho para dentro de mim é o mesmo que você vê ao olhar para si mesmo? Se já não somos os mesmos simplesmente por termos olhado...

Não há técnicas previamente determinadas que nos garantam o bem-viver. Não há receitas, não há garantias. Nosso bem-viver depende das construções que fazemos. Para construirmos adequadamente precisamos conhecer o terreno, o entorno, o material. De que material você é feito? Qual a topografia do chão que você pisa? O que o circunda? Quais as formas da sua existência?

Talvez a resposta a essas questões lhe traga mais sabedoria do que toda a História da Sabedoria do Ocidente. Ou talvez a História da Sabedoria do Ocidente lhe mostre que a sabedoria se movimenta com o movimento da vida

Photos from José Marcos de Oliveira's post 01/11/2017

Diferença entre o sábio da antiguidade e o sábio de hoje
AUTOCONHECIMENTO

por Monica Aiub

A noção tradicional de filosofia, que considera a junção dos termos gregos (philia) e (sophia), aponta para o amor, para a busca incessante da sabedoria. Diante da figura do sábio da Antiguidade, isto é, aquele que possuía o saber de todas as coisas, o termo filosofia surge da constatação de nossa impossibilidade de possuir o saber de todas as coisas, mas de uma necessidade vital de permanecermos em busca do saber. O filósofo é o "amigo da sabedoria", aquele que a busca incessantemente, o que é diferente de ser sábio.

Contudo, hoje encontramos em nossos dicionários as palavras sábio e filósofo como sinônimos. O que isto signif**a? Iniciemos pela figura do sábio.

Temos um sábio esteriotipado, de onde ele surge? Segundo o Dicionário de Filosofia (Abbagnano), a figura esteriotipada do sábio foi traçada na idade alexandrina por epicuristas, estóicos e céticos, principalmente pelos estóicos: Epiteto, Sêneca e Marco Aurélio. Nesse estereótipo, o sábio é aquele que mantém a serenidade diante das dificuldades da vida: ataraxia ou apatia e aponia (falta de energia).

O sábio estóico é alguém que vive isolado, não partilha das características comuns dos mortais. Não é possível ser mais ou menos sábio, ser parcialmente sábio. Ou é sábio, ou é tolo. O sábio é auto-suficiente, é alguém totalmente desprendido que suporta e se abstém. O neoplatonismo de Plotino acrescenta a consciência como um traço fundamental ao sábio: olhar para dentro de si mesmo e encontrar todas as coisas.

Isolado, auto-suficiente, inteiramente sábio, consciente, olha para si e tudo encontra, tudo suporta... Você desejaria ser esse sábio? Consideramos sábias as pessoas com tais características na atualidade? No mínimo as consideramos estranhas, talvez até um pouco desequilibradas, egocêntricas... sofreriam de algum transtorno?

Mas o que é sabedoria? O que é aquilo que possui o sábio?

No Dicionário Aurélio encontramos diferentes signif**ados para sabedoria: grande conhecimento, erudição, saber, ciência; qualidade de sábio; prudência, moderação, temperança, sensatez, reflexão; conhecimento justo das coisas; ciência; conhecimento inspirado nas coisas divinas e humanas; esperteza, astúcia, manha.

Quem é o sábio? O prudente, moderado, sensato e erudito? Ou o esperto, astuto e malandro? Estaria embutida na cultura do jeitinho brasileiro uma espécie de sabedoria? Qual sabedoria buscamos: a sensatez ou o jeitinho?

Se traçássemos o percurso histórico do conceito de sabedoria na filosofia, encontraríamos um movimento pendular que vai da aproximação dos conceitos de sabedoria e sapiência - uma espécie de sabedoria ideal, defendida por Platão - ao conceito de sabedoria como uma atividade racional diretamente vinculada às questões práticas da vida humana - como defendeu Aristóteles na Ética a Nicomacos. Segundo Aristóteles, a sabedoria diz respeito a questões como as de ordem política ou doméstica, que nos exigem prudência e justiça. Ele defendia, ainda, que se o ser humano é mutável, a sabedoria também o é.

Esse movimento pendular se mantém, de um lado exaltando a sapiência ideal (estóicos, neoplatônicos), de outro aproximando a sabedoria às questões humanas (S. Tomás). Na Modernidade, Leibniz defende que "a sabedoria é o perfeito conhecimento de todos os princípios e de todas as ciências e da arte de aplicá-los". Com Hegel esse conceito adquire um caráter mundano, que é evidenciado por Schopenhauer, que o compreende como a "arte de gastar a vida da maneira mais agradável e feliz possível". O caráter de sapiência ideal praticamente desaparece na filosofia contemporânea, que trata a sabedoria como o conjunto das técnicas que dispomos para o bem-viver.

Seria então o sábio aquele que conhece as técnicas para o bem-viver? Seria esse o motivo de buscarmos com tanta insistência "lições", "gotas", "receitas" de sabedoria? Por isso consultamos hoje os oráculos milenares a fim de encontrarmos respostas para nossas questões?

Da Antiguidade tivemos notícias dos chamados Sete Sábios (Tales, Biante, Pítaco, Sólon, Cleóbulo, Mison e Quilon). Deles conhecemos algumas frases soltas, atribuídas a eles e, através das quais foram identif**ados como sábios. Frases como: "Conhece-te a ti mesmo" (atribuída a Tales); "A maioria é malvada", "A carga revela o homem" (Biante); "Sabe aproveitar a oportunidade" (Pítaco); "Leva a sério as coisas importantes".

Nada demais

"Nada demais" (Sólon); "Ótima é a medida" (Cleóbulo); "Indaga as palavras a partir das coisas, não as coisas a partir das palavras" (Mison); "Cuida de ti mesmo, não desejes o impossível" (Quilon). Alguém poderia ser considerado sábio por essas frases? O que elas signif**am? Quantas vezes você já pronunciou "Nada demais", e nunca o consideraram sábio?!

Se a sabedoria está diretamente relacionada às questões da vida humana, frases, lições ou idéias só poderiam ser consideradas como sabedoria caso fossem pronunciadas num contexto que lhes garantisse esse status. Talvez por isso Heráclito, ainda na Antiguidade, fizesse a crítica à polimatia - o saber de todas as coisas - que ele nomeava como o manual do vício. Se sabemos todas as coisas sobre todas as coisas, se temos as respostas para tudo, será que não nos impedimos de pensar, de criar novos e diferentes caminhos? Ao buscarmos uma sabedoria ideal, um oráculo que nos dê respostas, estaríamos fazendo uso de nossa inteligência ou nos embotando por uma forma de aceitação dogmática? Que tipo de saber nos orienta?

Se compreendemos por sabedoria um conjunto prévio de saberes, um saber da totalidade, criamos um saber totalitário, uma forma de impedir a autonomia do pensar. Se tudo se move, inclusive o ser humano e suas questões, como pensava Heráclito, "O pensar é a maior virtude, e é sabedoria dizer a verdade e agir de acordo com a natureza compreendendo-a" (frag. 112).

Para compreender a natureza é preciso compreender seu movimento; para compreender a vida humana, é necessário compreendê-la em seu movimento. Compreendemos e nos movimentamos por termos compreendido. Movimentamos-nos e já não compreendemos mais. Por isso, o conhecimento da totalidade não nos é acessível. Ainda assim, "É possível a todos os homens conhecer-se a si mesmos e ser sábios" (fr 116).

Para sermos sábios precisamos acompanhar o movimento da vida, nos perceber em movimento, nos permitir a construção de novos modos de ser, encontrar a autonomia de nosso pensar e a construção de nosso bem-viver. O que num contexto pode signif**ar uma palavra de sabedoria, em outro contexto pode ser "um manual do vício".

Quem é o sábio de hoje?

Aquele que sabe viver.

O que é saber viver? É buscar, diante das questões e dificuldades que a vida nos traz, as melhores formas de vida.

Quando escolhemos uma forma de vida que nos permite bem-viver, diante de todas as dificuldades que enfrentamos, encontramos a sabedoria e podemos transmiti-la a todos os outros seres viventes? Não é isso que buscamos quando procuramos "receitas", "lições", "gotas" de sabedoria?

Talvez aquele que as encontrou como a melhor forma de vida tenha sido um sábio, porque encontrou a melhor forma de vida diante de sua situação, diante de seu momento. Seríamos nós sábios se reproduzíssemos essa forma em nossas vidas? Ou seríamos sábios se construíssemos as nossas formas de vida a partir de nossa situação, de nosso momento?

Quem pode nos dizer o que fazer de nossas vidas? Aquele que olha para dentro de si e vê todas as coisas? Será que o que eu vejo quando olho para dentro de mim é o mesmo que você vê ao olhar para si mesmo? Se já não somos os mesmos simplesmente por termos olhado...

Não há técnicas previamente determinadas que nos garantam o bem-viver. Não há receitas, não há garantias. Nosso bem-viver depende das construções que fazemos. Para construirmos adequadamente precisamos conhecer o terreno, o entorno, o material. De que material você é feito? Qual a topografia do chão que você pisa? O que o circunda? Quais as formas da sua existência?

Talvez a resposta a essas questões lhe traga mais sabedoria do que toda a História da Sabedoria do Ocidente. Ou talvez a História da Sabedoria do Ocidente lhe mostre que a sabedoria se movimenta com o movimento da vida

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