17/05/2026
Dia 13/05 acompanhamos a defesa de doutorado da Renata.
Um trabalho sobre obesidade, adolescência e imagem corporal que sustentou algo muito precioso: um olhar verdadeiramente psicomotor sobre a pessoa.
O corpo apareceu não apenas como organismo biológico, mas como corpo vivido, relacional, social e atravessado pela história de cada um.
Falou-se sobre adolescentes que evitam o movimento não apenas pelo movimento em si, mas pela relação com a própria imagem corporal e com o olhar do outro.
E sobre como a pandemia restringiu não só espaços físicos, mas também experiências de encontro, espontaneidade e movimento vivido.
A tese reafirma algo essencial para a psicomotricidade:
o movimento expressa modos de existir no mundo.
E, no espaço clínico, isso implica privilegiar o prazer, a experimentação, a construção de sentido e a possibilidade de ressignificar a relação com o próprio corpo.
Foi especialmente bonito ver psicomotricistas compondo esse percurso: na clínica, na pesquisa, na banca e nos encontros construídos ao longo do caminho.
Em tempos em que tantas práticas correm o risco de se reduzir ao imediato, acompanhar pesquisas como essa também nos lembra da importância de seguir produzindo ciência em psicomotricidade.
De ocupar os espaços do mestrado, do doutorado e da pesquisa sem perder a sensibilidade clínica, o olhar para a singularidade e a complexidade humana.
A psicomotricidade cresce quando produz conhecimento, sustenta pensamento crítico e transforma a prática a partir da experiência viva das pessoas.
Um trabalho sensível, sofisticado e profundamente necessário. 💛