10/10/2024
Ontem, meu japamálá estourou.
O japamálá é um instrumento muito utilizado por praticantes de Yôga e meditadores. Trata-se de um colar com 108 contas, usado como uma espécie de “minuteira”, parecido com um ábaco em forma de colar.
Nas minhas práticas de meditação matinal, costumo fazer pelo menos duas ou três voltas no japamálá, repetindo o mantra ÔM. Tenho um carinho especial por ele, já que foi comprado na Índia pela minha querida amiga e, antes de me ser presenteado, foi banhado no rio Ganges.
Há um fenômeno pouco comentado sobre o japamálá: a sua consagração e o fato de ele funcionar como um fusível.
Consagrar é tornar algo sagrado, é oferecer uma homenagem especial, atribuindo grande importância a um objeto ou pessoa. No rito católico, por exemplo, o pão e o vinho são consagrados, passando a representar o corpo e o sangue de Cristo.
No caso do japamálá, a consagração tem um sentido mais prático. Ela envolve a repetição do mantra ÔM 108 vezes para cada uma das 108 contas, totalizando 11.664 repetições. Essa prática geralmente dura cerca de duas horas. Ao fazê-la, depositamos uma parte significativa da nossa energia no japamálá, que passa a funcionar como um fusível energético.
Antigamente, os fusíveis nos quadros de luz queimavam quando havia picos de energia, protegendo os eletrodomésticos. Hoje em dia, foram substituídos pelos disjuntores, mas ainda existem aparelhos que usam fusíveis como proteção.
Da mesma forma, quando passamos por momentos de estresse, é o japamálá que “estoura” em vez do nosso fígado, por exemplo. Quando isso acontece, é um alerta para que cuidemos melhor de nossas energias, evitando excessos.