24/04/2026
Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Xenotransplante (XenoBR), da Universidade de São Paulo (USP), celebraram um resultado aguardado há quase seis anos. Após diversas tentativas, o grupo conseguiu obter o primeiro porco clonado no Brasil e na América Latina.
O animal nasceu em um laboratório do Instituto de Zootecnia da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (IZ-Apta), em Piracicaba, no interior de São Paulo. O nascimento representa um marco crucial para o avanço de um projeto ambicioso em curso no país: gerar suínos geneticamente modificados capazes de fornecer órgãos para transplantes em humanos sem provocar rejeição imunológica
A iniciativa é liderada pelo cirurgião Silvano Raia, professor da Faculdade de Medicina (FM) da USP, pela geneticista Mayana Zatz, professora do Instituto de Biociências (IB) da USP e coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP, e pelo imunologista Jorge Kalil, professor da FM-USP.
O projeto teve início em 2019, por meio de uma parceria com a farmacêutica EMS no âmbito do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE) da FAPESP, e ganhou escala a partir de 2022 com a criação do XenoBR, um dos Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs) financiados pela Fundação.
A despeito do desafio de cloná-los, os porcos têm sido escolhidos como potenciais doadores para xenotransplante por causa das semelhanças de tamanho e funcionamento de seus órgãos com os dos humanos. Além disso, são domesticados, se reproduzem bem em cativeiro e originam ninhadas grandes em poucos meses.
Se os órgãos desses animais fossem transplantados diretamente em humanos, contudo, seriam rejeitados imediatamente pelo sistema imune humano. Por isso, o genoma do animal precisa ser editado.
Fonte e notícia completa: Agência FAPESP
22/04/2026
Uma tecnologia desenvolvida em pesquisa na Universidade de São Paulo (USP) acompanhou de perto a atividade de astronautas durante a missão Artemis II. A iniciativa da Nasa, que sobrevoou a Lua por nove dias, precisava de um instrumento para monitorar o sono dos tripulantes e entender como o corpo reage fora da Terra. Dentre as opções, um actígrafo desenvolvido em São Paulo desbancou grandes marcas e foi escolhido.
Usado como um relógio no pulso, o actígrafo monitora movimento, exposição à luz e temperatura da pele. Isso porque, fora da Terra, o corpo perde a referência de dia e noite que ajuda a organizar o sono. Isso pode desregular o descanso e aumentar o risco de falhas cognitivas e motoras.
“O nosso cérebro responde à rotação da Terra por meio do ciclo claro-escuro. Quando uma nave dessas está no espaço, não existe isso”, explica o professor Mario Pedrazzoli Neto, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH/USP), especialista em cronobiologia e estudos do sono e um dos responsáveis pela pesquisa.
O actígrafo já existia como ferramenta de monitoramento de movimento, mas o grupo de pesquisa avançou ao incorporar sensores de luz e temperatura da pele. A ideia era reunir, em um único aparelho, funcionalidades para entender os ritmos biológicos humanos.
Para as próximas fases dos estudos, o objetivo é ampliar o uso do aparelho a grandes grupos populacionais. Isso permitirá o estabelecimento de padrões médios de sono para que a medicina possa identificar possíveis distúrbios e alterações relacionadas ao sono. O pesquisador também afirma que o dispositivo tem potencial de uso na clínica do sono, inclusive para apoiar o diagnóstico de parte desses quadros.
Fonte e notícia completa: agenciasp
20/04/2026
O evento Banho de Lua convida o público a se aproximar da astronomia de forma acessível e interativa.
A programação conta com duas atividades independentes: uma oficina (VAGAS LIMITADAS), pensada para contextualizar a observação do céu e despertar a curiosidade científica e a observação do céu com telescópios. Os ingressos para a oficina e para a observação do céu devem ser reservados separadamente. A atividade é mediada por monitores, promovendo o diálogo, a troca de perguntas e a compreensão dos fenômenos observados. Não é necessário conhecimento prévio.
Sobre a oficina:
No mês de abril, a oficina “Explorando o Stellarium” convida o público a explorar o funcionamento de simuladores virtuais do céu, ferramentas que reproduzem com precisão a posição de estrelas, planetas e outros objetos celestes em diferentes datas, horários e locais. Com foco no Stellarium, um dos softwares mais intuitivos, serão apresentados seus principais recursos, como navegação pelo céu, identificação de astros e simulação de fenômenos. Em seguida, os participantes aplicam esses conhecimentos na sessão de observação do céu.
📅 Programação
17h30: Abertura do check-in
18h: Início da oficina
19h: Observação do céu
🗓 29/04/2026
📌 Rua Pamplona, 145 - Bela Vista
🎟 Gratuito
Venha viver a ciência na prática e se encantar com o céu de uma forma totalmente nova 🌌
18/04/2026
A nova corrida espacial já começou e vai muito além da Lua
A missão Artemis II recolocou a Lua no centro das atenções globais. O objetivo foi circundar o satélite e registrar imagens, retomando a exploração tripulada mais de 50 anos após a última missão lunar, em 1972.
Mas o que está em jogo agora é muito maior do que um feito simbólico. A expectativa é que, nos próximos anos, novas missões avancem até o pouso na Lua e iniciem a construção de uma estação permanente até 2030.
A Lua virou território estratégico
A retomada da exploração acontece em um cenário de disputa global. Assim como na Guerra Fria, o domínio do espaço é visto como essencial para a hegemonia internacional. Hoje, essa competição envolve não só presença militar ou tecnológica, mas também o controle de recursos e rotas estratégicas.
E há um motivo concreto para isso: a possibilidade de explorar recursos naturais fora da Terra.
A Lua pode abrigar elementos raros como o hélio 3, considerado promissor para a geração de energia por fusão nuclear, além de metais valiosos como platina, paládio e irídio. A exploração desses recursos pode movimentar trilhões e acelerar a transição energética global.
Com o esgotamento progressivo dos recursos terrestres, a exploração espacial deixa de ser apenas científica e passa a ser econômica e estratégica.
A principal disputa hoje é entre os Estados Unidos e a China. Enquanto os americanos avançam com o programa Artemis, os chineses já possuem estação espacial própria, sistema de satélites independente e planos de construir bases lunares em parceria com a Rússia nas próximas décadas.
Essa nova corrida levanta questões importantes: quem terá direito de explorar os recursos da Lua Quais serão as regras Haverá cooperação ou conflito
Com a dificuldade de acordos globais, países já começam a estabelecer alianças próprias, o que pode redesenhar o equilíbrio de poder no mundo.
A exploração espacial entra em uma nova fase menos simbólica e muito mais estratégica. O que está em jogo não é apenas chegar à Lua é definir quem vai controlar o futuro da tecnologia da energia e da própria geopolítica global.
Fonte: The conversation
16/04/2026
Nosso muito obrigado a todos que participaram do Sábado de Sol aqui no Instituto Principia.
Dessa vez, experimentamos um novo formato: começamos com uma apresentação introdutória para ampliar o olhar e despertar curiosidade. Depois, fomos além da teoria: olhamos diretamente para o Sol através do telescópio 🔭
Uma experiência de conexão com a ciência, com o universo e entre as pessoas. Que venham os próximos ☀️
15/04/2026
Um encontro que mostrou, na prática, como a Física está muito mais presente no nosso dia a dia do que imaginamos, até mesmo dentro dos hospitais 🏥
Recebemos mais uma edição do Física para Todos, em parceria com o IFUSP, com a palestra “Física Médica: a física nos hospitais”, ministrada pela Profa. Dra. Edilaine Silva. De forma acessível e envolvente, a palestra conectou ciência e saúde, revelando como exames, diagnósticos e tratamentos dependem diretamente de conceitos físicos.
Além disso, o público pôde explorar o Laboratório de Demonstrações, interagindo com experimentos que transformaram teoria em experiência, aproximando ainda mais a ciência da realidade!
14/04/2026
No YouScience de abril, Cecília Mouta conversa com Fernando Abdulkader, pesquisador da área de biofísica celular e metabolismo, sobre sua trajetória acadêmica e profissional.
Ao longo do episódio, Fernando apresenta sua pesquisa em biofísica celular, explorando como células pancreáticas regulam a secreção de hormônios como insulina e glucagon e o que isso revela sobre o funcionamento do metabolismo.
A conversa também aborda como cientistas investigam processos dentro das células e quais são os principais desafios atuais na compreensão do diabetes.
13/04/2026
No Cinema Científico de abril exibiremos o filme Clube de Compras Dallas (2013), um filme bastante aclamado que conta a história de Ron Woodroof, um cowboy diagnosticado com HIV na década de 80, época onde a doença era altamente estigmatizada.
Ron passa a contrabandear um tratamento não aprovado para o HIV e distribuir para outras pessoas no chamado Clube de Compras Dallas. Para discutir aspectos científicos do filme, receberemos Maurílio Bonora Junior, biólogo e doutorando em genética e biologia molecular que atualmente faz pesquisas na área de divulgação científica e saúde pública.
🕖 19h: Exibição do filme
🕘 21h: Bate-papo com o convidado
📍 Rua Pamplona, 145 - Bela Vista - SP
11/04/2026
O Ciclo de Palestras para a 3ª idade é um projeto em parceria com o IAG-USP, que propõe uma experiência de aprendizado científico aliada à convivência social em um ambiente acolhedor e acessível.
Ao longo de três dias de encontros presenciais, especialistas apresentam temas centrais das Ciências da Terra de forma clara e contextualizada, estimulando a curiosidade, o pensamento crítico e o diálogo entre participantes.
Nos dias 17, 18 e 19 de março tivemos mais uma edição desse projeto incrível, sobre o tema “A Natureza e seus lugares encantadores!”
Gostaríamos de agradecer a todos os participantes! E dizer que em breve tem mais 👀🤩
08/04/2026
Primeira foto do lado oculto da Lua. Capturada pela missão Artemis II a partir da Orion enquanto a Terra surge além do horizonte lunar. Foto: NASA