Escola Municipal de Ensino Fundamental da Diretoria Regional de São Miguel criada em 1991 e situada no Jd. Esta EMEF possui bons anos de funcionamento e consequentemente valiosas histórias, onde se passaram docentes e discentes que juntos construíram a grandiosidade da EMEF Padre Chico Falconi. A escola está localizada numa região tida por alguns como “menos favorecida”, mas nós funcionários consideramos o local ideal para fazermos a diferença. A EMEF carrega como patrono um grandioso membro da região que conheceu bem a realidade local e faz jus à homenagem. Um pouco da história do Padre Chico Falconi:
O padre Antonio Francisco Falconi nasceu no dia 3 de setembro de l946, em Socorro (SP). Foi ordenado presbítero no dia 24 de junho de l979 e, em l985, vigário da paróquia de Nossa Senhora do Carmo, em Itaquera. De janeiro a agosto de l985, exerceu a atividade de vigário na paróquia Santa Rosa de Lima, em São Miguel Paulista. Padre Chico era muito rico, mas acabou por abandonar toda a riqueza, vindo morar com os pobres, pois só se sentia bem e feliz no meio deles. Em muitos momentos, representava ele a união, coragem e iniciativa. Incentivava a luta e não a acomodação. Seu discurso evangélico voltava-se totalmente para a justiça social, sem nenhuma violência. Sua palavra era forte, vibrante e, ao mesmo tempo, alegre, contagiando a todos com sua presença. Lutava, para que sua comunidade formasse uma grande família, sempre unida nos princípios cristãos. Padre Antonio Francisco Falconi é lembrado por sua preocupação com os menos favorecidos. Em sua luta em Itaquera, junto às favelas, orientava o povo para cobrar do Governo melhores condições de vida, ou seja, água, luz, saneamento básico, moradia e outros benefícios. Isso, para se viver uma vida decente, lutar sempre por um pedaço de chão e ter moradia digna, enfim, tudo a que tem direito o trabalhador. Dizia que o pobre tinha que acreditar no irmão e não no poder que apenas exige, sem nada doar às classes menos favorecidas. Foi coordenador por quatro anos da Pastoral de Itaquera, dinamizando-a a ponto de fazer surgir as novas comunidades de bases. Trabalhou também na formação de novos padres. Estava sempre presente em lutas e reivindicações populares, tendo sido chamado de “comunista e agitador”. Em l979, no auge dos movimentos sindicalistas, foi preso por reivindicar o fim do regime militar, a anistia geral ampla e irrestrita. Posto em liberdade dias depois, recomeçou a luta com mais força e apoio à população. Ajudava os artistas que recorriam ao Cita (Centro Itaquerense das Famílias Amigas) para realizar shows. Sua doença surgiu depois que voltou da Nicarágua e da Costa Rica, para onde foi participar de um trabalho pastoral. No dia 5 de agosto de l985, foi internado na Casa de Saúde Santa Marcelina, ficando vários dias sob vigilância médica. Voltou à comunidade, mas retornou ao hospital. Foi mais tarde transferido para o Departamento de Serviço de Doenças Tropicais do
Hospital do Serviço Público Estadual, aonde veio a falecer de Encefalite a Vírus, no dia 28 de agosto de 1985.