Ordem Druídica Ramo de Carvalho

Ordem Druídica Ramo de Carvalho

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O Ramo de Carvalho nasceu em fevereiro de 2010, como um grupo de estudos e práticas voltado para o Druidismo e o Reconstrucionismo Celta.

O Ramo de Carvalho foi oficialmente fundado no mês de fevereiro de 2010, como um grupo de estudos sobre o Druidismo e Reconstrucionismo Celta; sua intenção, desde o início, foi a divulgação gratuita de conhecimento sério e embasado, firmado tanto na história quanto nas práticas do Druidismo contemporâneo, e a criação de uma tribo praticante da espiritualidade céltica, divulgando-a e trabalhando

Photos from Ordem Druídica Ramo de Carvalho's post 06/06/2026

O Encontro Brasileiro de Druidismo e Reconstrucionismo Celta chegou à sua 17ª edição, mostrando uma vez mais a sua longevidade e capacidade de renovação. Na verdade, após tantos anos, é impressionante a capacidade do evento de se reinventar e permanecer relevante, mesmo com tantas transformações ocorrendo no mundo, no país e, principalmente, na comunidade ao qual pertence. Uma vez mais, o evento se mostrou um local de integração e interação, de harmonia e comunhão, de amizade e irmandade, de risos e choros, de celebração e devoção, de partilha e introspecção, de conhecimento e Inspiração. Como sempre foi, aliás.
Organizado desta vez pela Diretoria do Conselho Brasileiro de Druidismo e Reconstrucionismo Céltico, o evento ocorreu na Casa da Coruja, em Indaiatuba, São Paulo. E podemos dizer sem medo de errar: é um dos lugares mais lindos que já sediou o evento (que é conhecido por ocorrer em lugares maravilhosos). Com belíssimas casas de acomodação, muita área verde, rochas e um lago próximo, era impossível não se sentir em casa com tamanho conforto. A organização foi impecável em cada aspecto. Acomodações, conforto, alimentação, orientações, disposição dos espaços. Era difícil não elevar as expectativas para o evento.
E, como citado anteriormente, o EBDRC mostrou que é um evento que não tem problema em se reinventar. A edição deste ano priorizou atividades vivenciais e workshops em sua programação, para que o evento fosse mais do que uma troca de saberes, mas um retiro de imersão nas diferentes faces da Espiritualidade Céltica/Druídica. Assim, tivemos atividades profundamente meditativas (como o Acessar dos Mistérios de Nábia, de Karla Arakantobuna; o Festim de Moytura, com Fah Kreddriwidâ; e o Tear da Soberania, com Alyne Atanoklerkâ), práticas espirituais (como os Nove Selos, de Endovelicon), magia sendo posta na prática (com a Cozinha Mágica, de Vanessa Yekkawedã) e partilha de conhecimentos (com o Galope do Tempo, com o Druida Yann Mackenzie; e a oficina de Tingimento de Tecidos na Idade do Ferro, com a Bardisa Elaine), tudo isso culminando na belíssima Roda Bárdica (coordenada por Klaus Senolabaros), que certamente ecoou nos dois mundos, com a força de todos cantando e dançando juntos, em comunhão.
Também merece citação o I Encontro de Lideranças Druídicas, onde lideranças do Druidismo (não apenas parte do CBDRC) conversaram sobre os rumos do Druidismo no Brasil e ações futuras que podem ser tomadas. Esta parte do evento também contou com uma homenagem ao Druida Ingo Jordan, do Caer Ynis, que nos deixou esse ano. Além disso, também tivemos as atividades tradicionais, como o Mercado Celta, as Cerimônias de Abertura e Encerramento e a criação do Moledro. O evento contou até mesmo com uma cerimônia de Samhain espontânea, à beira da fogueira, onde canções foram entoadas e Ancestrais foram lembrados e reverenciados. E não podemos esquecer daquele que é um dos momentos mais importantes de cada edição do evento: a Assembleia da Fogueira, onde discutimos assuntos relevantes da comunidade druídica e sobre quem sediará o evento no próximo ano. Tudo correu de forma amigável e pacífica, e foi com grande satisfação que o grupo Kėr Hent Karantez, descendente de uma das linhagens druídicas mais antigas do país, aceitou organizar a próxima edição.
(tradicionalmente, a prioridade é que o evento, com seu caráter itinerante, varie entre os estados a cada ano; contudo, frente à possibilidade do evento se tornar bienal, a Assembleia da Fogueira decidiu, por aclamação e decisão soberana, aceitar a candidatura do grupo do interior de São Paulo, algo que foi recebido com muita empolgação pelos presentes)
No final, a 17ª edição do EBDRC ficou marcada pelo clima de confraternização e troca entre os presentes, de comunhão e camaradagem, de paz e acolhimento. Foi uma edição de transição (pois o evento está sempre em transformação), abraçando um novo formato, mas mantendo o mesmo espírito: congregar as diferentes vertentes druídicas do Brasil em amizade e paz. E todos os seus objetivos foram atingidos, não apenas pelos (incríveis) facilitadores, mas também pelo trabalho impecável da organização (que merece aplausos). Que sempre haja uma chama ao redor do qual possamos comungar, celebrar e cantar. Pois esta foi a tônica desta edição.

"É momento das raízes beberem e crescerem.
É momento das raízes crescerem e se entrelaçarem.
Não é momento de dispersão."

24/05/2026

Ainda não falamos nada sobre essa edição do EBDRC, mas podemos garantir, é apenas por falta de tempo. O evento foi maravilhoso (como costuma ser) e merece mais do que "algumas palavrinhas". Contudo, como os Ancestrais eram conhecidos por sua eloquência, eles também sabiam ser econômicos com as palavras quando necessário. As Tríades provam isso. Então, até que um relato mais extenso surja, que essa Tríade, nascida no círculo de encerramento, seja uma amostra dos dias que passamos.

"Três são as coisas que, estando presentes, nada pode dar errado: boa companhia, boa comida e boa música."

Autor da foto, por favor, manifeste-se 😉

17/03/2026

O sol continua em sua curva descendente, os longos dias vão se tornando mais curtos. Uma vez mais atingimos o equilíbrio entre luz e sombra. A colheita que se iniciou agora se encaminha para seu final. O que colhemos? O que carregamos conosco? O que devolvemos à Terra? O equilíbrio entre o que podemos ter e o que deixar para traz (em todos os sentidos da vida) faz parte do simbolismo desse momento de equilíbrio. Venha celebrar a colheita conosco, e devolver à Terra o seu quinhão.

Já a celebração de Outono à distância, com a clareira Caer nGétal, está marcada para SEXTA-FEIRA, dia 20/03, às 21:00 horas. O link de participação para o evento segue abaixo:
https://discord.gg/2UAMyRbcRt

A celebração de Outono presencial (em São Paulo), com a clareira Derweriom, está marcada para DOMINGO, dia 22/03, a partir das 14:00. O formulário de participação para o evento segue abaixo:
https://forms.gle/kd7yrab6XNnjgo9x9

27/01/2026

O sol do verão começa a fazer sua curva, os dias começam a ficar mais curtos, a terra começa a fenecer. É chegada a hora da colheita, o momento do luto pela Terra que se sacrifica para nos nutrir, e de começar a colher os frutos daquilo que plantamos. Esse é um momento para celebrar, contudo. Para reconhecer o que merecemos e o que vamos colher. É o momento de honrar Lugh e Tailtiu, em uma cerimônia que celebra vida e morte, a fartura e o merecimento. É o momento de agradecer a Nábia pelo florescer concedido. É a cerimônia do colher. E convidamos a todos para celebrar conosco.

A celebração de Lughnasadh presencial (em São Paulo), com a Clareira Ramo de Prata, está marcada para DOMINGO, dia 01/02, a partir das 14:00. Formulário de inscrição abaixo:
https://forms.gle/4S14tPtZHgNSbqJv9

Já a celebração de Lughnasadh à distância, com a clareira Caer nGétal, está marcada para SÁBADO, dia 31/01, às 20:00 horas.
Link de participação abaixo:
https://discord.gg/fqSuHG9e?event=1465438268375175270

Photos from Ordem Druídica Ramo de Carvalho's post 15/01/2026

Um Glannad, ou Saining, é uma prática folclórica sobrevivente no interior da Escócia e da Irlanda. Através da defumação e do espargimento um lugar ou pessoa era purificada e a proteção era pedida. Através do seu conhecimento de vertentes da Bruxaria e da sua própria inspiração, nosso Feiticeiro, Victor Brixtugenos, criou uma nova variação do Saining utilizando a simbologia dos feda do Ogham:

Volto-me para o Leste. O que vejo?
A Bétula ao meu lado, a me purificar.
(Beith, Beith, Beith).

Volto-me para o Sul. O que vejo?
O Amieiro ao meu lado, a me defender.
(Fearn, Fearn, Fearn).

Volto-me para o Oeste. O que vejo?
O Salgueiro ao meu lado, a me limpar.
(Saille, Saille, Saille).

Volto-me para o Norte. O que vejo?
O Carvalho ao meu lado, a me guardar.
(Duir, Duir, Duir).

Volto-me para o Acima. O que vejo?
O Pinheiro sobre mim, a me proteger.
(Ailme, Ailme, Ailme).

Volto-me para o Abaixo. O que vejo?
A Urze aos meus pés, a me sustentar.
(Úr, Úr, Úr).

Volto-me para o Centro. O que vejo?
A Aveleira em meu peito, a me guiar.
(Coll, Coll, Coll).

Estou seguro em todas as direções:
Do nascer do Sol ao se pôr da Lua,
Do nascer da Lua ao se pôr do Sol.

Manannán, Semana 1: Introdução 24/12/2025

E aproveitando o clima de Solstício (e que as 30 Semanas Devocionais para Vaélico foram finalmente completadas), Wally Cunobelinos traz de volta as suas 30 Semanas Devocionais a Manannán ;-)

Vamos ver até onde ele vai desta vez, no seu contato com o Cavaleiro entre os Mundos:

Apresentação do Exercício: https://barddkunvelin.wordpress.com/2023/09/19/30-semanas-para-manannan/

Introdução: https://barddkunvelin.wordpress.com/2024/12/26/manannan-semana-1-introducao/

A Primeira Onda: https://barddkunvelin.wordpress.com/2025/12/23/manannan-semana-2-a-primeira-onda/

Manannán, Semana 1: Introdução Uma onda,Uma onda para o deus do mar,Uma onda para o deus das ondas,Uma onda para aquele que cavalga os insondáveis mares. Duas ondas,Duas ondas para o senhor das tormentas,Duas ondas para o senhor…

Photos from Ordem Druídica Ramo de Carvalho's post 24/12/2025

Lembranças das nossas celebrações de verão :-)

Photos from Ordem Druídica Ramo de Carvalho's post 16/12/2025

Geoffrey de Monmouth teve um problema prático quando apresentou Myrddin ao seu público normando-francês em 1136:

O nome era próximo demais de "m***e", a palavra francesa para excremento.

Ele simplesmente não podia apresentar o grande profeta-mago a leitores normandos aristocráticos com um nome que soasse como “merda”.

Então ele o latinizou para “Merlinus” (que se tornou “Merlin” em francês e inglês), apagando de forma inconveniente o original galês no processo.

Até o nome do sujeito precisou ser “higienizado” para consumo estrangeiro.

É isso que acontece com mito e lenda quando se movem entre culturas.

Como humanos, vemos e vivenciamos as coisas através da nossa própria lente cultural, baseada na nossa criação, gostos e desgostos, e sistemas de crença.

É da natureza humana adaptar as coisas ao nosso próprio entendimento, por isso é importante cavar um pouco mais fundo, quando podemos, para que as histórias originais não se percam com o tempo 🙏

Há um equilíbrio aqui, como em todas as coisas: entre o que foi criado para a sua época e como trabalhamos com isso na era moderna. Um não é melhor que o outro, e eles não são mutuamente exclusivos.

É bom estar consciente de ambos.

Traduzido e postado com a permissão da autora. Para mais material como esse, siga: https://www.instagram.com/victoriafolkheart/

Imagem: "Merlin", por Alan Lee

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