Não temos um roteiro para a vida. Aos 10 anos, eu fazia planos e sonhava com uma vida de aventuras. Aos 20, segui o roteiro de toda jovem: trabalho, namoro, faculdade, amigos. Aos 25, no auge da minha antiga carreira, me deparei com um diagnóstico que mudou tudo. E ainda bem que mudou.
Hoje, pertinho de completar 30 anos, estou vivendo a melhor fase da minha vida. Não pelas conquistas, mas pela identidade e pelo recomeço que toda essa caminhada me trouxe.
Ah, tartaruguinhas… vocês não fazem ideia do quanto são importantes para mim. Do quanto esse trabalho aqui nas redes sociais me salvou. Cada dia, cada postagem, cada trabalho, cada mensagem, cada aluna.
Quando sobrevivi à depressão, prometi para mim mesma que não viveria pela metade. E é isso que tenho feito: vivendo cada dia e cada momento do jeito em que acredito e que amo 🥺💜
Bom, acho que desaprendi a viver pela metade.
Então os próximos projetos desse perfil serão incríveis 🥺
Obrigada por tanto, sempre ! 🤍
Com muito carinho
Helen 🐢
Synapse Criativa - Helen Tessaro
Ajudo mulheres a criarem uma rotina AntiCAOS e terem mais tempo de qualidade e controle do seu dia.
20/05/2026
5 anos de diagnóstico.
E talvez a maior mudança não tenha sido no mundo ao meu redor.
Foi dentro de mim.
Eu nunca busquei um laudo por título, por moda ou por qualquer romantização do autismo.
Eu sempre busquei respostas.
Só que quando a gente recebe uma resposta tão grande assim, principalmente depois de uma vida inteira tentando se explicar, existe uma esperança silenciosa de que aquilo também mude a forma como as pessoas enxergam a gente.
Mas nem sempre muda.
O diagnóstico não fez todo mundo me entender.
Não apagou o capacitismo.
Não tornou a vida simples.
Não resolveu magicamente minhas dificuldades.
Mas ele mudou a forma como eu me enxergo.
Me ajudou a entender minhas necessidades de suporte, meus limites, minha saúde física e mental, minhas relações, minha rotina e até a minha rota profissional.
Desde que eu comecei a suspeitar do TEA, eu nunca mais parei de estudar sobre mim.
Às vezes em fases mais intensas, às vezes com mais calma, mas sempre tentando entender meu funcionamento.
Não para justif**ar tudo.
Mas para ressignif**ar uma história inteira que, por muito tempo, eu achei que era só falha minha.
O diagnóstico tardio não chegou para apagar o passado.
Chegou para me dar uma chance de viver o presente com mais consciência, mais respeito e menos culpa. 💜
E você?
O que mudou na sua vida depois do diagnóstico?
18/05/2026
Um recorte ensolarado de um dia muito especial 🌻🥺🤍
Para quem me conhece na vida real sabe que eu amo tirar fotos, não minhas. De tudo. Acho que é um medo de esquecer como as coisas são ou simplesmente deixar passar momentos especiais. Tenho constantemente na minha vida offline muita vitórias e muitos pequenos imprevistos ( hoje chamo assim rs...)
Estou dividindo mais da minha realidade por aqui...
Ao mesmo tempo que temos duas nublados, também vivemos dias ensolarados..
ah! Esses dias de sol ☀️
Essa foto foi tirada no exato dia em que eu recebi meu laudo de TEA.
Me lembro como hoje.
" Sei que será um choque para você, se precisar conversar me chame." - Profissional
- Eu gentilmente agradeci, saí do consultório e contei para o Gabriel ( Produção 🩵 )
Saímos para tomar um café ( amamos isso ) 💜
Nesse dia escolhi sentar em direção ao sol. Acho que apesar da ansiedade e medo da jornada. Naquele dia eu fui validada. Naquele dia eu pude sentir o calor do sol, respirar e pensar no próximo passo...
Eu tinha respostas ♾️
14/05/2026
Uma tartaruguinha cirúrgica e neurodivergente passando no seu feed🔥🐢💜🔪
Ps: Obviamente minha principal forma de expressão é a touca super madura dos vingadores 😬🫣😂🌻
13/05/2026
Eu sofri assédio moral na faculdade.
E por muito tempo achei que o problema era eu.
Achei que eu não era forte o suficiente.
Que eu não era inteligente o suficiente.
Que eu não tinha perfil pra área que eu escolhi.
Mas hoje eu entendo que não era isso.
Eu era uma mulher neurodivergente tentando sobreviver sem suporte, sem adaptação, sem entender meu próprio diagnóstico e dentro de um ambiente que me adoecia todos os dias.
Eu compensava tudo no esforço.
Virava noite.
Trabalhava.
Estudava.
Dava aula.
Tentava dar conta.
Até o corpo não aguentar mais.
O que mudou a minha história não foi virar outra pessoa.
Foi ter o mínimo de adaptação.
Depois do diagnóstico de TEA, eu comecei a entender meus direitos, meu funcionamento e o tipo de suporte que eu precisava.
E olha a diferença:
quando eu fui ouvida, eu consegui.
quando tive adaptação, eu floresci.
quando parei de tentar caber em um ambiente impossível, eu voltei a me reconhecer.
Hoje, ser aprovada em Neurociência não é só uma conquista acadêmica.
É uma ressignif**ação.
É olhar pra uma parte muito difícil da minha história e dizer:
eu não era incapaz.
eu estava desamparada.
E ninguém deveria precisar chegar no limite para ter direito ao básico. 💜
Me conta: você também já confundiu falta de suporte com incapacidade?
Às vezes o problema não é a quantidade de tarefas.
É o como a gente tenta fazer cada uma delas.
No TEA, muitas vezes a tarefa vira um universo inteiro.
A gente entra no hiperfoco, pensa em cada detalhe, tenta fazer do jeito mais completo possível… e quando vê, gastou uma energia enorme em algo que talvez pudesse ser mais simples.
No TDAH, muitas vezes acontece o contrário.
A tarefa f**a lá, parada, esperando o “momento certo”.
Aí o momento certo vira a última hora, a adrenalina bate, o cortisol sobe e a gente entrega no limite do limite.
E como às vezes dá certo, o cérebro entende:
“viu? eu funciono assim”.
Só que o custo vem depois.
Cansaço.
Sobrecarga.
Ansiedade.
Sensação de estar sempre correndo atrás da própria vida.
Por isso, rotina neurodivergente não é só sobre listar tarefas.
É sobre entender como você executa essas tarefas.
Porque talvez você não precise fazer mais.
Talvez você precise fazer de um jeito que gaste menos energia. 🧠💜
Me conta: você é mais do time “hiperfoco em detalhes” ou “adrenalina da última hora”?
Bora tomar um café comigo? 💜🐢
Eu juro que eu até tento ser uma pessoa sociável…
mas tem dias que só de pensar já dá um cansaço antecipado 😅
porque não é sobre não gostar de pessoas.
é sobre o custo que vem depois.
barulho, interação, mudança de ambiente, energia social indo embora…
aí quando cancela, vem aquele alívio que nem dá pra explicar direito
tipo
ufa. posso f**ar no meu cantinho em paz.
me conta aqui…
você também finge uma tristeza básica ou nem disfarça mais? 👀
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