Entenda de forma simples o que são e para que servem os graus modais.
Você já ouviu falar de "empréstimo modal"?... ou de "permutabilidade modal"? Muito provavelmente, sim. Porém, bem pouco deve ter ouvido a respeito de "como" tirar proveito prático disso, ou seja, aonde deveremos "focar" os movimentos para obter resultados realmente expressivos.
Antes de entrar em estudos relacionados à permutabilidade modal, deveremos conseguir enxergar no braço do instrumento os chamados "graus modais" e "ouvir" o contraste produzido por eles ao alterá-los.
Esses graus são de extrema importância no estudo da harmonia. Eles nos servem para definir as diferenças entre uma tonalidade maior e uma tonalidade menor. Conseguir enxergá-los no braço do instrumento é fundamental.
Sergio Solimando Professor de Violão e Guitarra
Aulas: violão guitarra, harmonia - tradicional e/ou jazz contraponto, improvisação, leitura, teoria, técnica, etc. (11) 3222-5530 - (11) 97592-9948.
01/04/2026
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Sergio Solimando - Curso on line Curso on line de guitarra Sergio Solimando na Hotmart Técnicas Fundamentais de harmonia aplicadas à guitarra e ao violão
01/04/2026
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sergio solimando Prazer. Meu nome é Sergio Solimando. Seja bem vindo. Este canal é voltado para a área musical, mais especificamente, didática. Os assuntos estão organizados por níveis (básico, médio e avançado). A matéria é diversa, entretanto, com um "foco" especial em matérias que se referem ao estudo...
Os três pilares da harmonia funcional I IV V
As três colunas vertebrais (por assim dizer) da harmonia funcional estão construídas sobre as tríades formadas no I, IV e V grau da escala, ou seja, sobre os denominados "graus tonais". No seu livro, Harmonia Funcional - Introdução a teoria das funções harmônicas, o professor e musicólogo H. J. Koellreutter escreveu:
.."Na harmonia, entende-se por função a propriedade de um determinado acorde, cujo valor expressivo depende da relação com os demais acordes da estrutura harmônica.
Esta é determinada pelas relações de todos os acordes com um centro tonal, a tônica. A relação dos acordes com a tônica é chamada tonalidade. Esta é definida pelo conjunto de tônica, subdominante e dominante, funções cujos acordes são vizinhos de quinta, isto é, suas fundamentais encontram-se a distância de quinta superior (a da dominante) e de quinta inferior (a da subdominante) com relação à tônica”...
Em outro trecho a seguir, ele descreve a primeira lei tonal:
“TODOS OS ACORDES DA ESTRUTURA HARMONICA RELACIONAM-SE COM UMA DAS TRÊS FUNÇÕES PRINCIPAIS: TÔNICA, SUBDOMINANTE, DOMINANTE (T, S, D)”.
Se "linkarmos" essa informação com a definição baseada na série harmônica, exposta por Arnold Schoenberg no seu livro "Harmonia" - editado pela Unesp - tudo ficará claro e completo. Schoenberg nos diz o seguinte, ao adotar como ponto de partida a série harmônica da nota dó:
.."nesta série, o dó é o que soa com maior força, tanto por ocorrer mais vezes quanto por ser, ademais, realmente o som fundamental. Ou seja: ressoa ele mesmo"...
Ele continua a explicação, racionalizando a dependência (origem) de sol em relação a dó e, a dependência (origem) desse mesmo dó em relação ao fá, até chegar a uma comparação simples e direta sobre o assunto:
.."Por assim imaginar, é algo semelhante à força de um homem pendurado a uma viga, opondo-se à força da gravidade. Ele atua, ao mesmo tempo e na mesma direção, em relação à viga, quanto a força da gravidade em relação a ele. Porém, o resultado é que sua força age contrariamente à da gravidade. Isso nos autoriza a representar ambas as forças como opostas"...
O vídeo demonstra, na prática, a definição teórica de Schoenberg.
18/08/2024
POWER CHORDS E ARPEJOS - GUITARRA ROCK
Exemplos de como proceder para aplicar todos os tipos de bicordes (power chords) em gêneros como o Rock e o Blues. A importância do estudo da harmonia aplicada ao Rock (infelizmente negligenciado por muitos). Procedimento que poderá também ser utilizado para verificar o uso dos arpejos.
No canal você encontra o vídeo tratando do assunto.
08/08/2024
Conveting to Minor
(Convertendo em menor)
Técnica de improvisação exposta e consagrada pelo guitarrista Pat Martino.
Aqui no Brasil muitos a denominam de "intenção menor".
Quanto à denominação "brasileira" não há problema algum. Você pode assim denominar o procedimento
técnico se quiser. O grande problema que vemos está, na correta interpretação do que isso significa. Muitos acham que basta pensar em "desenhos" (shapes) de escalas menores, sair aplicando-os de "qualquer forma" e já está tudo resolvido. É um grande equívoco. Embora sejam sempre, de fato, desenhos relacionados a acordes menores, deve-se fazer uma análise harmônica prévia das categorias dos acordes envolvidos na progressão, para, daí, sim, escolher a altura, o modo menor (e respectivos alvos) mais adequado para cada situação.
Tem que ficar claro que não se resume a pensar em "desenhos" e sim, nas consequentes "reduções baseadas em dadas substituições". Desta forma, Pat Martino criou um sistema para facilitar a aplicação de diferentes elementos, porém, sempre pensando em acordes simples, por mais complexa que fosse a harmonia. Por exemplo, a progressão: ||4/4 Am7(9) | D7(b9/b13) | G7M( #11) | C6/9 | F (b5) | Bm7(11) | | E7(b9) | Am7 | D7(9) | G7M || poderia ser reduzida a: || Am | Cm | Em | Am | % | Bm | Dm | Am | % | Em ||. O vídeo sobre o assunto está disponível no canal.
07/08/2024
CROMATISMOS NA GUITARRA
A escala cromática é formada pelas 12 notas do nosso sistema musical.
Devido a isso, poderá ser teoricamente, aplicada em qualquer tonalidade (maior ou menor). Embora isso seja fácil de entender, na prática, não é bem isso o que ocorre. Para que as adições desses cromatismos realmente resultem em efeito satisfatório, teremos que dominar individualmente, cada uma das maneiras que podem ser adotadas para introduzi-los nos solos. São 7 critérios:
1) Fundamentos das “notas alvo” ( o que “interpretaremos como notas reais”)
2) A divisão da escala cromática em 2, 3, 4 e 6 partes iguais, adequando em posição métrica forte (ou tempo forte): o trítono, a tríade aumentada, o acorde diminuto e a escala hexafônica. (Elementos resultantes das já mencionadas “divisões” da escala)
3) As chamadas “escalas be-bop”. Escalas de oito sons que, automaticamente, posicionam notas do acorde em tempos fortes ou posições métricas fortes quando tocadas em graus conjuntos.
4) Os movimentos melódicos padronizados. Que consistem em pequenos “padrões” pré-definidos que poderão ser aplicados a modelos de arpejos, escalas, acordes, etc.
5) As notas de aproximação cromática. Que consistem na valorização de apogiaturas, (tanto expressivas quanto brandas), simples, duplas e indiretas, escapadas, enfim notas melódicas (ou auxiliares), cromatizadas.
6) Os Motivos cromatizados
7) As linhas pré-definidas (prontas) que contém cromatismos na sua composição.
Logicamente, na prática, esses elementos são livremente combinados. Porém, para poder se fazer isso com a desenvoltura desejada (e necessária), aconselha-se a prática individual de cada um separadamente. É justamente o que propõe o vídeo “Cromatismos na guitarra (como adiciona-los aos seus solos)”. Disponível no canal.
06/08/2024
Escalas Pentatônicas
Como o próprio nome sugere, são escalas formadas por cinco notas.
Embora exista a “teoria” de que se originaram no oriente, são encontradas na cultura musical de vários povos (tanto orientais quanto ocidentais). No caso de instrumentos como o violão e a guitarra (entre outros instrumentos de corda), são extremamente fáceis de digitar. Talvez por isso, sejam alvos de dois “exageros opostos” por parte dos mais “desavisados”. Ou seja:
1) Existem aqueles que não fazem outra coisa a não ser “digitar” uma única escala pentatônica em seus solos.
2) Existem aqueles que as “menosprezam” devido, justamente, à sua simplicidade técnica e estrutural.
Nem tanto ao “mar” nem tanto à “terra”.
São meros elementos que deverão ser incorporados a nossa linguagem harmônica e melódica. O grau de “simplicidade” ou “complexidade” está relacionado à maneira que as utilizarmos e não, ao grau de dificuldade para executá-las. Por exemplo:
Ao tocar sobre Dm7 G7 C7M a pentatônica menor natural em lá (lá, dó, ré, mi, sol), obterei um resultado relativamente comum (tudo bem com isso, às vezes o que queremos é um “efeito simples”). Porém, se eu considerar esse mesmo G7 do tipo “alt”, ou seja, aplicar sobre o acorde com tensões do tipo b5, #5, b9 e #9, poderei tocar:
1) Sobre Dm7 a pentatônica menor em lá (lá, dó, ré, mi, sol)
2) Sobre G7(alt) a pentatônica menor em lá (sib, réb, mib, fá, láb)
3) Sobre C7M a pentatônica menor em si (si, ré, mi, fá #, lá)
(Repara que a única coisa que fizemos foi subir a altura da escala de meio em meio tom para cada acorde).
O resultado terá efeito bastante interessante, advindo da linguagem jazzística.
No canal você encontra três vídeos, em ordem progressiva, tratando deste assunto. Pentatônicas Parte I – Pentatônicas Parte II – Pentatônicas Parte III
03/08/2024
Dodecafonismo – Técnica Serial
A técnica serial dodecafônica, desenvolvida por Arnold Schoemberg completa, acredite, cem anos de existência. A música baseada nesse sistema gerou muita polêmica, tanto por parte do público quanto nos centros acadêmicos. Aliás, ainda hoje é motivo de discussões, e, o que é pior: “UTILIZANDO OS MESMOS ARGUMENTOS DE CEM ANOS ATRÁS”!!!!...
A bem da verdade, poucos entenderam a real intenção de Schoenberg ao criar esse sistema musical. “Intensões” relacionadas à técnica, à cultura, à psicologia, e outras tantas questões. Entre muitas razões, três tem que ficar muito claras:
1) Sistema musical associado ao movimento “expressionista alemão” (pintura)
2) Os dodecafonistas não estão “nem aí” com a estética musical “pré-definida” e considerada “bela”.
3) Não poderá, jamais, ser medida pelo mesmo “termômetro” que utilizamos na música que estamos habituados a ouvir comumente.
Sim. É uma sonoridade que “incomoda”, “agride”, “perturba” (dependendo da pessoa, poderá chegar ao cúmulo de deprimi-la). Mas, poderá também, se encarada como mera “experimentação” (“alquimia de sons”), levá-la a “um mundo” de inúmeras e novas possibilidades.
As figuras (fotos) são do vídeo que trata do assunto. Disponível no canal.
02/08/2024
Primeira Lei tonal: Funções Principais - acordes vizinhos quinta justa acima e abaixo da função Tônica
Segunda Lei tonal: Funções Secundárias - acordes diatôncos vizinhos de terça abaixo e acima das três funções principais.
31/07/2024
Baseando-nos nas informações abaixo é possível organizar facilmente os elementos relacionados à priemeira e à segunda lei tonal, na tonalidade maior, em qualquer altura.
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