20/05/2026
“Miki, mas quantas sessões eu vou precisar?”
A resposta honesta é: depende do que o seu corpo está carregando.
Quem chega em crise, com dor aguda e sintomas físicos intensos geralmente começa com 2x por semana porque o corpo precisa de estímulo frequente para sair do estado de alarme.
Já quando os sintomas são mais profundos ou crônicos, como ansiedade, insônia, desequilíbrios emocionais que já duram meses, o ritmo costuma ser 1x por semana, pois aqui é um trabalho de camadas. Não tem atalho, mas tem resultado.
Conforme o corpo vai respondendo, a frequência diminui. A cada 2-3 semanas pra refinar. Uma vez por mês para manter. E quando você chega no topo dessa pirâmide é porque o seu corpo aprendeu a se equilibrar.
Esse é o objetivo: não te deixar dependente de mim e te devolver pra você mesma.
E se você ainda não sabe em qual etapa está, me manda uma mensagem. A gente descobre juntas. Agende a sua sessão pelo link da bio.
04/05/2026
Eu tinha vinte e poucos anos quando embarquei para o Japão com uma mala, um projeto sobre fitoterapia chinesa que eu mesma escrevi e uma bolsa de estudos que custou muito esforço conseguir.
Não fui trabalhar, e sim estudar, coisa que no meio oriental causava estranhamento. Mas eu já sabia, de algum lugar dentro de mim, que aquele ano ia mudar alguma coisa. E mudou tudo.
Não foi só o conhecimento em MTC que ficou. Foi uma forma de enxergar a saúde, como algo que não começa no sintoma, não termina na consulta, e não cabe em uma única abordagem.
Voltei com a convicção de que o corpo fala antes de adoecer. Que prevenção não é disciplina — é cultura, cotidiano e escolha. E que cada pessoa carrega uma história que precisa ser lida com cuidado, não enquadrada em um protocolo.
É assim que atendo até hoje. Às vezes com acupuntura. Às vezes com fitoterapia chinesa. Às vezes integrando o que a medicina convencional já iniciou. O caminho depende de quem está na minha frente.
O Japão me ensinou isso: não existe absolutamente certo ou errado. Existe o que faz sentido para cada pessoa, em cada momento da vida.
E você: tem algum lugar, experiência ou momento que mudou a forma como você cuida de você mesmo?
17/04/2026
Esses são hábitos extremamente comuns e justamente por isso, quando eu menciono alguns malefícios, as pessoas f**am espantadas!
Café de manhã (e às vezes de tarde também!); água gelada para refrescar (já que por aqui também sempre enfrentamos dias quentes e secos); dormir tarde porque o dia não foi suficiente para tudo que precisava ser feito (nunca é!).
Nada disso parece grande coisa, e é exatamente por isso que a gente não para para pensar nelas.
A Medicina Tradicional Chinesa enxerga diferente.
O frio apaga o fogo digestivo, que é o calor interno que o corpo precisa para transformar alimento em energia. O café em excesso agita o Shen, que é como a MTC chama a mente, e drena uma reserva que você vai sentir falta mais tarde. O sono interrompido ou tardio priva o Fígado do seu horário de pico, que acontece entre 23h e 3h da manhã, quando ele harmoniza as emoções.
Quando a gente entende o que está acontecendo, f**a mais fácil escolher diferente.
Se quiser entender como esses hábitos estão afetando especif**amente o seu corpo (e o que fazer em relação a cada um) é exatamente isso que a consulta de dietoterapia chinesa mapeia. Agende a sua através do link disponível na bio!
15/04/2026
O último ano me ensinou muita coisa.
Confesso que foram coisas que eu não pedi para aprender, que não estavam no plano, que chegaram sem avisar e que, por um tempo, me fizeram questionar tudo.
Existe um tipo de dificuldade que não aparece em exame e que não tem nome clínico. É aquela sensação de que o chão se moveu e você precisa aprender a caminhar de novo sobre ele.
Eu conheço essa sensação muito bem, e sinto que muitas pessoas também passaram por isso nos últimos meses.
Aí eu olhei pra essa foto, onde eu devia ter uns quatro anos. Pendurada de cabeça pra baixo, completamente à vontade, como se aquela fosse a posição mais natural do mundo, essa menina não tinha medo de cair e não tinha medo do desconforto. Ela só... estava lá.
Curiosa sobre como o mundo parecia daquele ângulo. E, de alguma forma, ela sabia de algo que eu tinha esquecido.
Que às vezes a vida pede que a gente mude de posição. Não para fugir, mas para enxergar o que não dava pra ver de onde a gente estava. Que a coragem não some com os anos, na verdade ela só f**a esperando a gente se lembrar dela. E que o desconforto de estar de cabeça para baixo, por um tempo, pode ser exatamente o que revela o caminho.
Eu não sei o que você está atravessando agora. Mas se estiver pesado, talvez valha a pena tentar mudar o ângulo. Com a mesma coragem de quando você ainda era uma criança. 🙃