Maíra Libertad

Maíra Libertad

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Aqui tem evidências científicas sobre gestação, parto e pós-parto, com toques de fisiologia e discussões conceituais sobre cuidado respeitoso para a autonomia.

05/03/2026

Deflexão e assinclitismo costumam ser descritos na obstetrícia como “posições desfavoráveis”, mas raramente se discute por que acontecem. E se você não sabe explicar, você não tem como auxiliar o corpo a resolver.

Um princípio simples ajuda a entender: o bebê ocupa o espaço que encontra disponível.

Assimetria de tensões nos tecidos moles (especialmente no assoalho pélvico) pode criar regiões de maior ou menor tensão dentro da pelve.

Quando uma parte da cabeça encontra mais resistência do que outra, isso pode se manifestar como deflexão ou assinclitismo. Dependendo de onde está a tensão e onde está o espaço disponível.

Compreender esse processo transforma o raciocínio clínico sobre como apoiar a progressão do parto. Não é com força, nem com posição. É com equilíbrio!

26/02/2026

Muitas condutas no trabalho de parto nascem da interpretação de que algo “não está funcionando”.

Contrações que não ganham ritmo.
Ritmo que diminui antes do expulsivo.
Puxos que não ocupam a contração inteira.

Mas nem tudo o que parece falha é erro do corpo.

Às vezes, é o corpo regulando tensão.
Às vezes, é economia de energia.
Às vezes, é proteção tecidual.

A pergunta talvez não seja “como acelerar?”, mas sim “o que o corpo está tentando organizar?”.

Se esse tipo de leitura faz sentido para você, talvez valha salvar este vídeo para rever depois.

E compartilhar com alguém que também precise ouvir isso.

23/02/2026

O corpo não responde apenas ao espaço.

Ele responde ao equilíbrio.

É isso que vai fazer a diferença na forma como compreendemos e acompanhamos o parto.

Em breve, novas datas presenciais.

18/02/2026

Walcher foi descrita no século XIX para ajudar o bebê a entrar na pelve, lá na pelve superior (desde alto e móvel até -2).

Mas eu ouço com frequência de profissionais que aprenderam ou veem a posição sendo usada no expulsivo.

O problema não é só a posição em si. É a compreensão incompleta da fisiologia e da biomecânica do parto.

Propor Walcher no expulsivo, do ponto de vista puramente biomecânico, é criar espaço onde não precisa e fechar o espaço onde o bebê está.

Mas mais do que isso: o expulsivo não depende apenas de espaço. Ele depende de um sistema nervoso que se sente seguro o suficiente para permitir que o bebê nasça.

É por isso que, na abordagem Spinning Babies®, não ensinamos apenas posições. Ensinamos um modelo de cuidado e uma forma de ver o parto. Replicar técnicas sem precisão e cuidado sensível raramente será efetivo e seguro.

Nas oficinas, ensino a compreender quando, por que e se uma posição faz sentido, no contexto maior da fisiologia.

Porque cuidado facilitador da fisiologia não é uma sequência de técnicas.

E o cuidado é o que muda tudo.



Profissionais: vocês já viram Walcher sendo proposto para o expulsivo?

12/02/2026

Tem coisas no trabalho de parto que podem parecer estranhas, principalmente quando ninguém explicou antes.

O parto começar à noite.
A fome desaparecer.
As pernas ficarem fracas.

Nada disso é “defeito”. Nada disso é sinal automático de que algo está errado. São exemplos de como, na verdade, a fisiologia tem todo um plano para os partos funcionarem!

São adaptações hormonais e neurológicas sofisticadas, que ajudam o corpo a priorizar o que realmente importa naquele momento. É preciso focar os recursos fisiológicos no útero e sua equipe de apoio e isso coloca de lado, temporariamente, outros processos (a digestão, os grandes músculos, a atenção racional).

Para famílias, entender isso diminui o medo. Para profissionais, muda completamente a forma de interpretar sinais.

Porque quando a gente não reconhece a fisiologia,
é fácil transformar adaptação em problema. E, às vezes, intervir desnecessariamente, quando o corpo só está sendo inteligente.

💭 O que mais no trabalho de parto parece estranho, mas talvez seja fisiológico?

06/02/2026

Uma das maiores fontes de ansiedade no trabalho de parto é tentar se localizar o tempo todo.

Em que fase estou?
Será que está demorando?
Será que é isso mesmo?

A fisiologia não exige que gestantes saibam ‘em que fase estou’. Ela exige condições: ambiente, segurança, continuidade de cuidado e respeito ao tempo do corpo.

Entender as fases pode ajudar, mas não é obrigação da gestante vigiar o próprio parto.

Com cuidado alinhado à fisiologia, você pode simplesmente estar e parir.

O cuidado muda tudo.

26/01/2026

A discussão sobre fisiologia do expulsivo não acontece só aqui.

Ela acontece em rodas de profissionais, em oficinas, em espaços de formação continuada onde a prática é revista à luz do que o corpo realmente faz.

É assim que o cuidado muda. E o cuidado é o que muda tudo.

📽 (oficina de em Aracaju, no )

16/01/2026

Bastidores do que sustenta o cuidado: estudo, evidência e responsabilidade técnica.

Nem tudo aparece na sala de parto,
mas tudo isso faz diferença nela.

Somos duas parteiras.
E usamos em nós mesmas as técnicas que ensinamos:
para cuidar do corpo,
para praticar,
para refinar,
para seguir responsáveis pelo que ofertamos no cuidado.

Photos from Maíra Libertad's post 12/01/2026

Alguns dos partos mais desafiadores
não pedem pressa, pedem leitura.

Expandir o raciocínio clínico
muda decisões e desfechos.

📍 Oficinas presenciais de Spinning Babies®
Aracaju | Goiânia | Florianópolis | São Paulo
🔗 Informações no link da bio

Photos from Maíra Libertad's post 31/12/2025

Esses dias vivemos uma situação que não sai da cabeça.

Estávamos em um ambiente cheio de crianças, de famílias consideradas "progressistas". Nossa filha estava brincando quando uma criança de 4 anos descobriu que ela tinha duas mães — e ficou genuinamente confusa.

Ela não conseguia entender como isso era possível.

Não havia maldade ali.
Havia desconhecimento.

E o mesmo acontece com o racismo.
Crianças não nascem achando estranho que alguém tenha duas mães.
Nem nascem associando pessoas negras a algo negativo.
Elas aprendem: pelo que veem, pelo que ouvem, pelo que a gente explica… ou silencia.

Entrar em 2026 falando de um mundo mais seguro para as crianças exige mais do que boas intenções.
Exige criar crianças antirracistas.
Exige falar de famílias diversas antes que isso vire uma “revelação”.
Exige responsabilidade adulta.

Que nossas crianças não se surpreendam ao descobrir que algumas pessoas têm duas mães (ou dois pais ou qualquer outro formato de família).
Que não aprendam (ativamente ou por negligência) o racismo.

Que em 2026 a gente faça melhor.
De verdade.

01/12/2025

Como seria um mundo em que toda gente tivesse direito a ser recebida aqui com delicadeza e dignidade?

Photos from Maíra Libertad's post 26/11/2025

O expulsivo é um dos momentos mais potentes do parto, mas também um dos menos compreendidos na formação de muitos profissionais.

No carrossel de hoje, trago 3 pontos que mudam a prática imediatamente e que quase ninguém ensina:

- impacto real de uma posição ainda muito comum
- a complexidade das funções do assoalho pélvico neste momento
- o mito do expulsivo “longo demais” (que em geral, nem é 🤷🏻‍♀️)

Se você atende parturientes e sente que faltam ferramentas para apoiar esse momento com segurança, fisiologia e sensibilidade… leia até o final e me conte se quer uma aula só sobre isso ainda.em 2025.

Quero preparar algo que realmente faça diferença na sua prática. 🌈

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