12/03/2026
Padre Adailton Maciel Augusto
Presbítero católico-romano incardinado na Diocese de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brasil. Firme na efetiva opção pelos empobrecidos. Presbítero católico-romano.
Doutor em Ciências Sociais e Religião; Mestre em Teologia; Mestre em História da Igreja; Filósofo e Educador. Incardinado na Diocese de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brasil. Natural de Mercês, MG. Professor nível superior, pesquisador e educador. Por mais de 20 anos atuei como prossessor-pesquisador no Estado de São Paulo e prestando assessorias para instituiçoes religiosas e civis. Dediquei boa ta
12/03/2026
10/03/2026
Tive 5 reações no meu post principal recente! Agradeço a todos por sempre me apoiarem. Eu não teria conseguido sem vocês. 🙏🤗🎉
Carnaval e o Divino em Jesus de Nazaré.
Ante a polissemia (sentidos múltiplos) para festa tão bonita, sinto-me tocado para dizer algo que provoque reflexão.
Seja como " carne vale tudo" ou "carne nada vale" , o fenômeno já vazou milênios. Não nasceu com catolicizacao ou sacralização cristã medieval. Logo, não deve satisfação a nossos princípios marcantes da construção teórico -simbólica da fé cristã e seus dogmas. Seja no horizonte católico ou protestante (aqui fazendo distinção necessária se classificaçoes variadas entre históricos, pentecostais, cura divina ou neopentecostais).
Bom. Questão aqui, é traduzir, na perspectiva do " numinoso" o Carnaval como festa essencial, em sua origem, nas andanças de Jesus: abrir-se para risos, escárnio, faz bem.
Nada, nas Escrituras, em seu todo, acomete Carnaval de festa satânica ou portadora do maligno invasor de nosso cotidiano. Nem história da Igreja Contemporânea.
Deixemos nosso povo e sociedade global festejar.
Festejar o que?
Viver e permanecer na Esperança como busca da saciedade entre as necessidades básicas materiais e mundo dos sonhos.
"Ainda estamos aqui".
Acordamos. Dormimos. O trem. Ônibus. Os animais e plantação na roça. Preocupação com empresa grande e como encaminhar tudo . As enfermidades com filas no bem sucedido SUS. Sim, maravilha de festejo brasileiro e universal. Os desamores. A violência cotidiana (intra-familiares; feminicidio; inserção no narco-trafico ou narco-pentecostalismo, etc...); juventudes e inserção no mercado de trabalho; idosos/as e dúvida sobre o que virá... . São tantas situações.
E Jesus? Sem dúvida estaria na folia conosco. Crítico ferrenho das estruturas sócio-econômicas e político-religiosas de seu tempo encorajaria nossas 4 noites de samba, suor e folia.
Festa carnavalesca como apelo da concretude do hoje sobre o risco de um amanhã incerto.
Vamos "dançar a vida" (Roger Garaudy) enquanto podemos.
Como Jesus nos encoraja e inspira ao olharmos seus embates ante a Lei e o Templo. Propõe novo jeito de ser e estar (Jon Sobrinho, Antônio Patola, Benedito Ferraro, Antônio Manzatto, Maria Caterina Jacobelli e Konrad Korner).Tudo com sutileza, delicadeza e rigor profético.
Tudo para além do princípio, já também milenar, de um Deus punidor, aliado ao amor à Pátria como meu nicho e a produzida ideia de família, gestada na moral do ressentimento (Nietzsche).
Mas em que Jesus nos acompanha concretamente na festa da folia? No exato momento em que nos inebriamos de abraço, de compaixão e de ternura. Indo ao encontro. Saindo de nós mesmos e mesmas.
Carnaval é tempo encontro, prazer da bebida responsável, beijos, abraços, soltura dos corpos numa invejavel dança sedutora e libertadora.
Está muito além de gritos histéricos de pecado, queda ou culpa. Que sejam momentos de graça, superação e gozo.
Encontro na diferença, dissolução momentânea da luta de classes, que no dia seguinte faz-nos acordar para necessidade de supera-la.
Jesus dançaria conosco,
beberia conosco, comeria conosco, sonharia conosco. Sim, talvez já pré-anunciando a essência da mesa eucarística que celebraremos na Semana Santa.
Carnaval é toque. Toque de corpos que anseiam pelo SAGRADO, pelo NUMINOSO. São corpos para além do dualismo neoplatónico invadiu nossa Teologia Ocidental, via Escola Alexandrina (Clemente e Orígenes) e se petrificou como iluminador de dogmas e princípios de moral casuística presentes, por exemplo, na Renovação Carismática e nas chamadas "novas comunidades". Movimentos anti-festas livres que não conduzam para um suposto paraíso de santos e santas.
Por fim: viva beleza dos 4 dias!
Nossa alma (nefesh) esteja livre e pronta para amar.
(por Dr. Adailton Maciel Augusto. Manhã de Carnaval em Perus, São Paulo. Bairro herdeiro da Greve dos Queixadas e da ossada encontrada em vala no Cemitério dom Bosco advinda dos porões da Ditadura.
Paróquia São José. 15/02/2026).
08/03/2026
https://youtu.be/a9ElBc0VPzY?si=vAOcm5v4Q3qSCoy3
08 de março 2026
Dia da memória de mulheres como poesia e revolução
Sempre de pé estejamos para sentir, perceber e aplaudir tantas e tantas que, para além da resistência e constância da misoginia, seguem iluminando nosso cotidiano e subvertendo estruturas onde a mesmice prevalece.
Gosto da compreensão de mulheres como encantamento e desejo. Encantamento como se algo novo sempre pode surgir. Mulher é possibilidade ativa de vida, reprodução de ideologias e utopias. E que presença tocante para nós homens...
Mexem e como mexem inquietando-nos e sugerindo que muito necessitamos para aprender e reacender o sentido de estar na existênció e sermos completos.
Necessitamos de vocês.
Sem vocês livres e sugerindo poesia-revolução sempre faltará algo.
Àquelas que passaram e estão presentes hoje em minha história só risos...aplausos e preces.
Amo todas indistintamente.
E, aquelas que me querem bem e são muitas e muitas, minha gratidão.
Um beijo carinhoso e minhas orações sempre.
Parabéns!
Rita Lee - "Cor de Rosa Choque/Todas as Mulheres do Mundo" (Ao Vivo) - Multishow Ao Vivo Vídeo oficial das faixas "Cor de Rosa Choque" e "Todas as Mulheres do Mundo" (Ao Vivo), do álbum "Multishow Ao Vivo"Compre o álbum: https://geo.itunes.apple....
17/02/2026
Carnaval e o Divino em Jesus de Nazaré.
Ante a polissemia (sentidos múltiplos) para festa tão bonita, sinto-me tocado para dizer algo que provoque reflexão.
Seja como " carne vale tudo" ou "carne nada vale" , o fenômeno já vazou milênios. Não nasceu com catolicizacao ou sacralização cristã medieval. Logo, não deve satisfação a nossos princípios marcantes da construção teórico -simbólica da fé cristã e seus dogmas. Seja no horizonte católico ou protestante (aqui fazendo distinção necessária se classificaçoes variadas entre históricos, pentecostais, cura divina ou neopentecostais).
Bom. Questão aqui, é traduzir, na perspectiva do " numinoso" o Carnaval como festa essencial, em sua origem, nas andanças de Jesus: abrir-se para risos, escárnio, faz bem.
Nada, nas Escrituras, em seu todo, acomete Carnaval de festa satânica ou portadora do maligno invasor de nosso cotidiano. Nem história da Igreja Contemporânea.
Deixemos nosso povo e sociedade global festejar.
Festejar o que?
Viver e permanecer na Esperança como busca da saciedade entre as necessidades básicas materiais e mundo dos sonhos.
"Ainda estamos aqui".
Acordamos. Dormimos. O trem. Ônibus. Os animais e plantação na roça. Preocupação com empresa grande e como encaminhar tudo . As enfermidades com filas no bem sucedido SUS. Sim, maravilha de festejo brasileiro e universal. Os desamores. A violência cotidiana (intra-familiares; feminicidio; inserção no narco-trafico ou narco-pentecostalismo, etc...); juventudes e inserção no mercado de trabalho; idosos/as e dúvida sobre o que virá... . São tantas situações.
E Jesus? Sem dúvida estaria na folia conosco. Crítico ferrenho das estruturas sócio-econômicas e político-religiosas de seu tempo encorajaria nossas 4 noites de samba, suor e folia.
Festa carnavalesca como apelo da concretude do hoje sobre o risco de um amanhã incerto.
Vamos "dançar a vida" (Roger Garaudy) enquanto podemos.
Como Jesus nos encoraja e inspira ao olharmos seus embates ante a Lei e o Templo. Propõe novo jeito de ser e estar (Jon Sobrinho, Antônio Patola, Benedito Ferraro, Antônio Manzatto, Maria Caterina Jacobelli e Konrad Korner).Tudo com sutileza, delicadeza e rigor profético.
Tudo para além do princípio, já também milenar, de um Deus punidor, aliado ao amor à Pátria como meu nicho e a produzida ideia de família, gestada na moral do ressentimento (Nietzsche).
Mas em que Jesus nos acompanha concretamente na festa da folia? No exato momento em que nos inebriamos de abraço, de compaixão e de ternura. Indo ao encontro. Saindo de nós mesmos e mesmas.
Carnaval é tempo encontro, prazer da bebida responsável, beijos, abraços, soltura dos corpos numa invejavel dança sedutora e libertadora.
Está muito além de gritos histéricos de pecado, queda ou culpa. Que sejam momentos de graça, superação e gozo.
Encontro na diferença, dissolução momentânea da luta de classes, que no dia seguinte faz-nos acordar para necessidade de supera-la.
Jesus dançaria conosco,
beberia conosco, comeria conosco, sonharia conosco. Sim, talvez já pré-anunciando a essência da mesa eucarística que celebraremos na Semana Santa.
Carnaval é toque. Toque de corpos que anseiam pelo SAGRADO, pelo NUMINOSO. São corpos para além do dualismo neoplatónico invadiu nossa Teologia Ocidental, via Escola Alexandrina (Clemente e Orígenes) e se petrificou como iluminador de dogmas e princípios de moral casuística presentes, por exemplo, na Renovação Carismática e nas chamadas "novas comunidades". Movimentos anti-festas livres que não conduzam para um suposto paraíso de santos e santas.
Por fim: viva beleza dos 4 dias!
Nossa alma (nefesh) esteja livre e pronta para amar.
(por Dr. Adailton Maciel Augusto. Manhã de Carnaval em Perus, São Paulo. Bairro herdeiro da Greve dos Queixadas e da ossada encontrada em vala no Cemitério dom Bosco advinda dos porões da Ditadura.
Paróquia São José. 15/02/2026).
03/01/2026
Sem dúvida alguma Sakamoto.
Trump bombardeia a Venezuela, sequestra Maduro e chama isso de justiça. Sem agressão prévia, sem aval da ONU e com cheiro forte de petróleo, os EUA criam seu Iraque na América do Sul. Maduro é um ditador e fraudou eleições — mas trocar pressão e negociação por bombas só amplia crise humanitária, gera instabilidade regional e produz novos fluxos de refugiados. A lógica é velha: justificar guerra com acusações sem prova, garantir acesso a hidrocarbonetos e produzir espetáculo para consumo interno quando a popularidade cai. Enquanto isso, autocracias aliadas seguem intocáveis e sendo chamadas de amigas, como a da Arábia Saudita. E Trump perde qualquer legitimidade para negociar o fim da guerra na Ucrânia. Apesar das críticas públicas ao ataque à Venezuela, Vladimir Putin deve estar rindo neste momento.
A história se repete, primeiro como farsa, depois como pornochanchada. Leia a íntegra do texto na minha coluna no UOL, link na bio.
25/12/2025
Firme Papa Leão!
26/11/2025
Opa! Se Nicolelis sugere, fico aliviado. Questão aparece em nosso contributo com livrinho sobre " Cristologia e Mídias Digitais". Coisinha de teólogo e cientista social.
Boom de IA é o maior delírio coletivo da história da humanidade, diz Miguel Nicolelis Em entrevista a CartaCapital, o neurocientista expõe divergências práticas e conceituais com a empolgação em torno da tecnologia e revisita a 'ciência de trincheira' que marcou sua atuação durante a pandemia
12/10/2025
Belo hino!
Nossa Senhora Aparecida!
Titulo lindo e sugestivo para Mãe de Jesus, nosso Mestre.
Não deusa de uma profissão de fé.
Servidora, sim!
Mãe Aparecida: estejas conosco nas alegrias e amarguras do caminhar .
Fortaleça-nos nos medos e enfermidades de qualquer natureza
Teu exemplo nos torne mulheres e homens de utopias .
Cuide de todos nós. Principalmente dos empobrecidos com fome, sem saúde e tristes.
Te louvamos Mãe preta de todos nós. Amém!
Padre Zezinho, scj - À Senhora de Aparecida (Mil vezes Aparecida) Inscreva-se no canal do Pe. Zezinho scj: http://bit.ly/YouTubePeZezinhoscjDownload iTunes: http://bit.ly/MilVezesAparecidaiTunesDownload Google Play: http://...
Clique aqui para requerer seu anúncio patrocinado.
Localização
Categoria
Site
Endereço
Rua Do Lirismo, 76
São Paulo, SP
03102040
19/01/2026