Barô Mudaripên - Vozes Silênciadas.

Barô Mudaripên - Vozes Silênciadas.

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No silêncio de Auschwitz-Birkenau, as vozes do passado imploram para serem ouvidas.

Photos from Barô Mudaripên - Vozes Silênciadas.'s post 17/02/2025
Photos from Barô Mudaripên - Vozes Silênciadas.'s post 16/09/2024

Josef Koudelka é um renomado fotógrafo tcheco-francês, conhecido por seu trabalho documental com as comunidades Roma (ciganos) na Europa. Entre 1962 e 1971, Koudelka viajou por países como Tchecoslováquia, Romênia, Hungria, França e Espanha, capturando a vida cotidiana dessas comunidades marginalizadas.

Seu trabalho resultou em uma série de fotografias em preto e branco que oferecem um olhar íntimo sobre os Roma, explorando temas de alienação e deslocamento. Em 1975, ele publicou o livro "Gypsies" (Gitans), que se tornou uma obra seminal na fotografia documental. Koudelka buscou retratar a vida dos Roma sem etnizar sua pobreza, focando em momentos de intimidade e conexão entre amigos, familiares e vizinhos.

O trabalho de Koudelka é amplamente reconhecido por sua profundidade e sensibilidade, oferecendo uma alternativa às representações simplificadas e muitas vezes realizadas dos Roma na mídia.

O livro.

O livro "Gypsies" de Josef Koudelka é uma obra seminal na fotografia documental, capturando a vida das comunidades Roma (ciganas) na Europa entre 1962 e 1971. Koudelka viajou por países como Tchecoslováquia, Romênia, Hungria, França e Espanha, vivendo entre Roma e documentando seu cotidiano com uma sensibilidade única.

A motivação de Koudelka para este projeto veio de sua afinidade com o modo de vida nômade e a alienação que ele próprio sentia. Ele se emergiu completamente nas comunidades que fotografava muitas vezes dormindo ao ar livre e vivendo em condições semelhantes às dos Roma. Essa proximidade permitiu que ele capturasse momentos íntimos e autênticos, longe dos estereótipos comuns.

O livro foi publicado em 1975 e é considerado um testemunho poderoso da resiliência e da cultura dos Roma durante um período de grande incerteza e mudança. As fotografias em preto e branco de Koudelka não apenas documentam a vida dos Roma, mas também refletem sua própria experiência de deslocamento e exílio, especialmente após a invasão soviética da Tchecoslováquia em 1968, que o forçou a deixar seu país natal.

Photos from Barô Mudaripên - Vozes Silênciadas.'s post 15/09/2024

Porque abolir o termo "Cigano" ou "Povo Cigano"

O termo "povo cigano" ou "cigano" carrega um peso histórico e cultural significativo, muitas vezes associado a estereótipos negativos e discriminação. Alguns pontos importantes para entender por que é preferível evitar o uso desse termo:

1. História de Discriminação: O termo "cigano" tem sido usado de forma pejorativa ao longo da história, perpetuando estigmas e preconceitos contra essa comunidade¹. Isso inclui associações injustas com comportamentos negativos e marginalização social.

2. Diversidade Cultural: A palavra "cigano" não reflete a diversidade dentro dessa comunidade. Existem vários grupos étnicos, como os Romani, Sinti, Kale, entre outros, cada um com suas próprias culturas, línguas e tradições².

3. Preferência por Termos Específicos: Muitos membros dessa comunidade preferem ser chamados pelos nomes específicos de seus grupos étnicos, como Romani ou Roma, que são termos mais respeitosos e precisos².

4. Reconhecimento de Genocídio: Durante a Segunda Guerra Mundial, os ciganos foram alvo de genocídio, conhecido como Porajmos. O uso do termo "cigano" sem sensibilidade pode desconsiderar essa história dolorosa e a luta contínua contra a discriminação².

5. Respeito e Inclusão: Usar termos mais precisos e respeitosos ajuda a promover a inclusão e o respeito pela identidade e cultura dessa comunidade, combatendo estereótipos e preconceitos¹.
Espero que isso ajude a esclarecer a importância de usar termos mais apropriados e respeitosos ao se referir a nossa comunidade.

(1) Cigano Significado: Entenda a Cultura e Definição - Cidesp. https://cidesp.com.br/artigo/cigano-significado.

(2) 11 coisas que (provavelmente) você não sabe sobre o povo cigano. https://www.wemystic.com.br/11-coisas-que-provavelmente-voce-nao-sabe-sobre-o-povo-cigano/.

(3) OS CIGANOS E A ESCOLA: ENCONTRO INTERÉTNICO, FRONTEIRAS E ... - FCC. http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2238-20972021000100207.

(4) Os ciganos e os processos de exclusão - SciELO - Brasil. https://www.scielo.br/j/rbh/a/g6gbcSvyMGFt5FkKmd6RHMG/.

(5) “Índio” e “tribo”: saiba por que não devemos usar esses termos. https://www.terra.com.br/nos/indio-e-tribo-saiba-por-que-nao-devemos-usar-esses-termos,7b8d66d37a160a3885f22bfb0620c12a5dkclacb.html.

15/09/2024

Segundo a comunidade Romaí da Europa e os organismos internacionais de direitos, a forma mais apropriada para se referir à comunidade tradicionalmente conhecida como "cigana" são:

1. Romani ou Roma: Estes são os termos mais amplamente aceitos e respeitosos. "Romani" refere-se ao povo como um todo, enquanto "Roma" é um termo mais específico.

2. Nomes das Etnias Específicas: É importante reconhecer e usar os nomes das diferentes etnias dentro da comunidade Romani. No Brasil, por exemplo, os principais grupos são:
- Rom: Inclui vários subgrupos.
- Calon: Também conhecidos como Kalé.
- Sinti³.

Usar esses termos ajuda a respeitar a diversidade e a identidade cultural dessa comunidade, promovendo um diálogo mais inclusivo e sensível.

(1) Povos Ciganos / Romani - Ministério da Saúde. https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saps/equidade-em-saude/povos-ciganos-romani.

(2) O que você precisa saber sobre o atendimento a povos ciganos/romani na .... https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2021/maio/o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-atendimento-a-povos-ciganos-romani-na-atencao-primaria.

(3) Romanês: Dicionário de Palavras do Povo Cigano. http://povocigano.com/romanes-dicionario-de-palavras-do-povo-cigano/.

Photos from Barô Mudaripên - Vozes Silênciadas.'s post 15/09/2024

A falta de memória do Barô Mudaripem/Samudaripem o (Holocausto) e a falta de igualdade em direitos civis e sociais têm um impacto profundo na desigualdade social enfrentada pelo povo romani (ciganos) no Brasil.

Existem muitas razões pelas quais isso ocorre eis algumas destas razões;

1. Invisibilidade Histórica
- Memória Coletiva: A ausência de reconhecimento e memória do genocídio romani durante o Barô Mudaripem/Samudaripem o (Holocausto) contribui para a invisibilidade histórica dessa comunidade. Sem uma compreensão clara das atrocidades passadas, a sociedade tende a minimizar ou ignorar o sofrimento dos Roma e Sinto ¹.
- Educação Deficiente: A falta de inclusão da história do povo romani nos currículos escolares perpetua a ignorância e os estereótipos negativos. Isso impede que as novas gerações compreendam a profundidade das injustiças sofridas pelo povo romani principalmente os Roma e Sinti ².

2. Persistência do Preconceito e Discriminação
- Anticiganismo: A ignorância sobre a história do povo romani contribui para a perpetuação do anticiganismo, que é o preconceito e a discriminação contra os romani. Isso se manifesta em várias formas, desde estereótipos negativos até a exclusão social e econômica².
- Desigualdade Sistêmica: A falta de reconhecimento histórico e de direitos civis e sociais perpetua a desigualdade sistêmica, dificultando o acesso dos romani a oportunidades de educação, emprego, saúde e moradia¹.

3. Impacto na Identidade e Cultura
- Perda Cultural: A falta de reconhecimento e valorização da cultura romaí pode levar à erosão da identidade cultural. Sem uma compreensão clara de sua história, as novas gerações podem se sentir desconectadas de suas raízes culturais³.
- Resiliência Comunitária: O reconhecimento e a educação sobre a história do povo romani podem fortalecer a resiliência comunitária, ajudando a preservar e celebrar a cultura e a identidade romani.

4. Prevenção de Atrocidades Futuras
- Lições do Passado: Sem uma compreensão completa das atrocidades passadas, a sociedade corre o risco de repetir os mesmos erros. A educação sobre o Barô Mudaripem/Samudaripem o (Holocausto), incluindo a perseguição dos Roma e Sinti, é crucial para prevenir futuras atrocidades e promover uma cultura de paz e respeito¹.
- Vigilância e Ação: A falta de memória histórica pode levar à complacência e à falta de ação contra a intolerância e o ódio. Manter viva a memória do Barô Mudaripem/Samudaripem o (Holocausto) é essencial para garantir que as futuras gerações estejam preparadas para defender os direitos humanos e a dignidade de todos².

5. Falta de Empatia e Solidariedade
- Desumanização: A falta de conhecimento pode levar à desumanização do Povo Romani, tornando mais fácil para a sociedade ignorar ou justificar a discriminação e a violência contra eles³.
- Solidariedade: A educação sobre a história dos ciganos pode promover empatia e solidariedade, incentivando ações para combater o preconceito e apoiar a inclusão social³.

Conclusão:
A falta de memória do Barô Mudaripem/Samudaripem o (Holocausto) e a falta de igualdade em direitos civis e sociais perpetuam a desigualdade social enfrentada pelo povo Romani. É essencial educar e conscientizar sobre a história e a cultura romaí para combater o preconceito, promover a inclusão e garantir que as atrocidades do passado nunca mais se repitam.

¹: [OHCHR](https://www.ohchr.org/en/stories/2024/08/roma-holocaust-anniversary-draws-painful-memories-and-hope-more-rights)
²: [The Times of Israel](https://www.timesofisrael.com/decades-after-holocaust-romani-community-struggles-for-recognition-of-its-genocide/)
³: [Oxford Academic](https://academic.oup.com/hgs/advance-article/doi/10.1093/hgs/dcae030/7721493)

(1) Roma: Holocaust anniversary draws painful memories and hope for more .... https://www.ohchr.org/en/stories/2024/08/roma-holocaust-anniversary-draws-painful-memories-and-hope-more-rights.
(2) Decades after Holocaust, Romani community struggles for recognition of .... https://www.timesofisrael.com/decades-after-holocaust-romani-community-struggles-for-recognition-of-its-genocide/.
(3) The Legacies of the Romani Genocide in Europe since 1945. https://academic.oup.com/hgs/advance-article/doi/10.1093/hgs/dcae030/7721493.

07/09/2024

Ctibor Nečas (1933–2017) e Jana Horváthová (nascida em 1967) na Universidade Masaryk em Brno, República Tcheca , 1994. O professor Nečas é considerado o fundador da pesquisa histórica sobre a história dos Checoslovacos Sinti:ze e Rom:nja. Desde o início da década de 1970 publica estudos sobre genocídio, que ainda hoje servem de base para pesquisas. Ele também foi o primeiro a chamar a atenção para os 'campos ciganos' Lety perto de Pisek e Hodonin perto de Kunstadt . Ctibor Nečas trabalhou em estreita colaboração com a União dos Ciganos-Roma e apoiou a criação do Museu da Cultura Roma em Brno. Apenas alguns dos seus estudos foram traduzidos do checo para outras línguas.

Dr. Jana Horváthová, historiadora e museóloga, é cofundadora do museu, que dirige desde 2003. O museu é um dos atores mais importantes na resolução do genocídio na República Checa.

A foto foi tirada durante as filmagens do documentário “Parno the kalo hin lolo rat” [Branco e Preto têm o mesmo sangue (vermelho)]; Diretor: Ljubica Václavová (nascida em 1941).

07/09/2024

Tiroteio contra Rom no Generalgouvernement , provavelmente por membros da Schutzstaffel (SS) e da Polícia da Ordem , por volta de 1942/43. O local do tiroteio, os nomes das vítimas, a identidade da mulher vista no centro da imagem e os nomes dos autores do crime não são conhecidos. Depois que o Império Alemão atacou a Polónia , partes do território foram anexadas pela Alemanha e pela União Soviética , e a maior parte foi colocada sob ocupação alemã como governo geral. De acordo com as conclusões do historiador polaco Piotr Kascyca e pesquisas adicionais, está provado que Sinti:ze e Rom:nja foram baleados em cerca de 180 locais entre 1939 e 1944. O número de vítimas é estimado em pelo menos 4.500.

Fotógrafo: desconhecido

Archiwum Glównej Komisji Badania Zbrodni przeciwko Narodowi Polskiemu – Instytut Pamieci

07/09/2024

Rom de um grupo de resistência em Ostrov (Oblast de Pskov), União Soviética ocupada pelos alemães . A data, local e nomes dos retratados são desconhecidos. Muitos membros deste grupo foram posteriormente presos e executados. Os seus filhos foram deportados para campos de concentração .

Muitos ciganos participaram activamente no movimento partidário e ofereceram resistência . Freqüentemente, eles se juntavam a grupos escondidos nas florestas depois que seus parentes eram assassinados. Embora tenham sido predominantemente homens que lutaram com armas contra a ocupação alemã, mulheres e crianças assumiram tarefas importantes no abastecimento das unidades e no perigoso trabalho de reconhecimento.

Fotógrafo: desconhecido

Associação Estônia de Ex-Reclusos de Campos de Concentração na Era Nazista (Eesti Natsistlike Koonduslaagrite Vangide Ühing,

06/09/2024

Recipientes do gás venenoso Zyklon B na exposição do Museu Estatal de Auschwitz-Birkenau , Polônia , 2001. O gás venenoso foi usado para assassinar prisioneiros principalmente nas câmaras de gás de Auschwitz-Birkenau, mas também nos campos de concentração de Majdanek , Mauthausen , Neuengamme , Ravensbrück , Sachsenhausen e Stutthof usaram. Quando inalado, o ingrediente ativo cianeto de hidrogênio faz com que a respiração celular das células do corpo pare e leva a uma morte dolorosa por asfixia. Em Auschwitz-Birkenau, pelo menos 7.200 Sinti e Roma foram assassinados nas câmaras de gás em 1943 e 1944.

Fotógrafo: Michael Hanke

06/09/2024

Ivan Bilaščenko (1926–2023) no Memorial de Auschwitz-Birkenau, 2019.

Ivan Bilaščenko nasceu em 1926 em Dmytrivka, região de Cherkasy, Ucrânia . Após a invasão alemã, graças à ajuda do prefeito, a família sobreviveu a um tiroteio ordenado pelos alemães contra os ciganos da aldeia. Aos 16 anos foi deportado para a Alemanha para trabalhos forçados , mas conseguiu escapar. Ele voltou para casa e ingressou no Exército Vermelho como soldado . Após a guerra, ele se formou em uma escola técnica de construção e constituiu família.

Ele esteve comprometido por muitos anos e transmitiu suas experiências como sobrevivente da fome na Ucrânia em 1932/33 (Holodomor), do genocídio contra os ciganos e da Segunda Guerra Mundial . Em agosto de 2019, participou na comemoração internacional de “Dikh he na bister” (românico para “Ver e não esquecer”) no Memorial de Auschwitz-Birkenau .

Fotógrafo : Kubo Krizo

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