02/08/2023
UM POUCO DE HUMOR
Um assistente pessoal baseado em IA vai ser realmente perfeito quando a gente falar o seguinte e ele entender:
- # # #, toca aquela música, ai… esqueci o nome… daquele cantor, como chama mesmo? Aquele que você tocou outro dia, o mesmo que fez aquela outra música… aquela que tocava na novela, sabe? Não a música da novela; é do mesmo cantor da música da novela, mas a música é aquela outra que você tocou outro dia.
- Claro, reproduzindo ZZZZZ via Spotify.
-PARA-ESQUECIDOS
-AVO-IRIA-ADORAR
-VOCE-NAO-SABE-QUAL
-TA-DE-MAL-VONTADE
30/07/2023
A OBSESSÃO POR DASHBOARD SEM CONSEGUIR ENTENDER DEPOIS
É comum nas empresas o mantra “data lake & dashboards”.
Não há nada errado com isso, mas geralmente não se presta atenção no PASSO 3 do quadro abaixo.
Atenção… copiar e colar a tela daquele painel completo/confuso/poluído não vai ajudar muito na comunicação, apenas nos parabéns orgulhosos de “veja como eu tenho dashboards”.
O mundo requer significados, e não apenas dados.
https://lnkd.in/dRJfyfAV
29/07/2023
VEJO AI POR TODOS OS LADOS
Sem surpresa, o frenezi agora é colocar a sigla AI em todos os lugares para criar uma aura mais sofisticada, mesmo que por trás ainda sejam os meros algoritmos como antes.
O engraçado é ver AI em palavras normais com outro contexto, como:
- prAIa
- sAIda
- cAIxa
- pAInel
e por AI vai.
Mas engraçado mesmo é perceber que AI vem do inglês (Artificial Intelligence) e é destacada em palavras em português, como os exemplos acima.
AIiii.. indissiocrasIAs…
23/06/2023
IDEIA PRÉ-CONCEBIDA
A citação abaixo está no livro “Intuition Pumps and other Tools for Thinking”, de Daniel Dannett.
Feynman defende a importância da integridade científica e da transparência na pesquisa. Se você decide testar uma teoria ou explicar uma ideia, deve estar disposto a publicar os resultados, independentemente de serem o que você esperava ou não.
Se apenas publicarmos resultados que se encaixam em uma determinada hipótese, manipulamos os argumentos para que pareçam melhores ou mais convincentes do que realmente são. A verdadeira ciência requer a publicação de todos os tipos de resultados - sejam eles positivos, negativos ou inconclusivos.
No mundo corporativo é a mesma coisa. Muitos estão familiarizados com o Viés de Confirmação, um conceito amplamente explorado em campos como a Economia Comportamental e nos estudos de vieses cognitivos, incluindo as obras de Kahneman.
No entanto, apesar desse conhecimento, muitos caem na armadilha de buscar apenas evidências que confirmem suas ideias pré-concebidas. Eu testemunho muito isso: primeiro o sujeito tem uma ideia fixa sobre que ele quer, depois ele pede os dados e diz que está errado tudo o que contraria a sua ideia. (Ocorreu esses dias…)
Este comportamento também é prevalente nas redes sociais, onde predominam as histórias de sucesso em detrimento das falhas.
A famosa frase atribuída a Thomas Edison reflete essa realidade: "Não foi que eu inventei a lâmpada apenas na 100ª tentativa, eu simplesmente descobri 99 maneiras de como uma lâmpada não funciona". Independente de ser verídica ou não, ela exemplifica perfeitamente a importância de aprender com as falhas e compartilhá-las, assim como os sucessos.
E claro, ser humilde se sua ideia pré-concebida não parar de pé, mesmo que a pessoa que a provou estar errada for o seu desafeto ou opositor.
17/06/2023
(Do livro Racionalidade, de Steven Pinker)
12/10/2020
RECONHEÇA UM MOTORISTA DA INTERNET
Depois de ganhar o Nobel de Física, Max Planck viajou por toda Alemanha, apresentando a mesma palestra sobre mecânica quântica. Com tempo, seu motorista já sabia a palestra de cor. "Deve ser monótono proferir sempre o mesmo discurso. Que tal se eu o substituir em Munique e o senhor sentar com meu quepe de motorista? Assim, nos revezamos um pouco."
Planck achou a proposta divertida. O motorista deu a palestra, até que um professor de física fez uma pergunta. O motorista respondeu: "Essa é uma pergunta tão simples que vou pedir a meu motorista responder sua questão."
Como moral, existem dois tipos de conhecimento. Um é o autêntico, das pessoas que investiram muito tempo e trabalho mental. O outro é justamente o conhecimento do motorista.
Os motoristas agem como se tivessem algum conhecimento. Aprenderam a dar um show. Mas o conhecimento que divulgam é oco. Tiram da internet informação para qualquer tema. Seus textos são parciais, curtos e muitas vezes irônicos.
É importante separar o conhecimento autêntico do motorista. Cuidado com o showman, o tagarela de clichês. Como reconhecê-lo? Há um sinal claro. Os conhecedores sabem que não sabem e admitem "Não sei" com orgulho. Dos motoristas se ouvirá de tudo, menos isso.
Fontes no 1o comentário.
04/05/2020
Reinventar, inovar e pensar fora da caixa são palavras muito chatas. Viraram buzzwords, ou seja, jargões que se tornaram tão populares que acabaram perdendo seu sentido e passaram a ser usadas somente para impressionar.
A crise do Coronavirus está forçando as empresas a aumentar a velocidade e a superar a “paralisia da análise”, um fenômeno comum entre os altos executivos que estudaram os mesmos estudos de caso irrelevantes nos MBAs e escolas de administração. Neste ambiente, os unicórnios serão trocados por um novo bicho, os camelos, muito mais resilientes e persistentes.
O futuro não é mais questão de ter IDEIAS, e sim de ter ATITUDES. Assim, nada melhor que a "atitude do camelo", que não desiste facilmente só porque ficou com sede. Camelar e se coçar são as mais novas palavras da moda.
Leia o artigo.
Reinventar é uma palavra muito chata. A moda agora é Camelar.
Reinventar, inovar e pensar fora da caixa são palavras muito chatas. Viraram buzzwords, ou seja, jargões que se tornaram tão populares que acabaram perdendo seu sentido e passaram a ser usadas somente para impressionar.
02/05/2020
O ARGUMENTO DA IGNORÂNCIA
Neil deGrasse Tyson respondeu se acredita em OVNIs e extraterrestres desta forma: existe uma fragilidade da mente chamada Argumento da Ignorância.
Funciona assim. Você vê luzes piscando no céu. Nunca viu nada parecido e diz "É um OVNI!" Lembre-se que NI significa "não identificado". Mesmo assim, você diz: “Não sei o que é; devem ser alienígenas”. Mas se você não sabe é, então não deve julgar. Pode ser qualquer coisa! Esse é o argumento da ignorância.
É comum. É a nossa necessidade dar respostas porque ficamos desconfortáveis com a ignorância.
Douglas Walton explica bem essa falácia lógica. “Não se sabe se a proposição A é verdadeira. Logo, ela é falsa. E vice-versa".
- Você não pode provar que Deus não existe, então Deus existe. Você não pode provar que Deus existe, então Deus não existe.
- Ninguém provou que beber água quente não mata o Coronavírus, então água quente mata o vírus.
As pessoas se sentem com a obrigação de dar uma resposta, mesmo absurda. O correto seria dizer “Eu não sei” e admitir a ignorância.
Assim, é preciso evitar o erro de defender com firmeza conclusões apressadas e baseadas na ignorância, que é muito comum nas mídias sociais. Não vamos consertar o mundo, ao menos faça a sua parte para um mundo mais coerente.
Leia o artigo.
Argumento da Ignorância | Estratégias de Decisão
Argumento da Ignorância Compartilhar por Fernando Barrichelo Nem tudo que não foi provado falso deve ser verdadeiro Em uma palestra sobre mistérios sobre o universo numa universidade americana, Neil deGrasse Tyson, astrofísico e escritor, responde à plateia se ele acredita em OVNIs (Objetos ...
16/03/2020
A TRAGÉDIAS DOS COMUNS explica a falta de PAPEL HIGIÊNICO nesta crise do CORONAVIRUS
Há dois anos, com a greve dos caminhoneiros, houve uma corrida irracional por suprimentos em supermercados. Na época, os estabelecimentos limitaram a quantidade possível de compra para evitar um crise pior. Escrevi este artigo analisando o comportamento do consumidor.
Agora vemos a corrida por álcool gel e papel higiênico. Segue o link novamente: em uma analogia, o artigo ainda é válido pois está em jogo mesmo conceito da Tragédia dos Comuns. Entenda porque as pessoas se comportam irracionalmente nestes casos.
O racionamento coletivo funciona?
Com a recente greve dos caminhoneiros, a população testemunhou o fim dos combustíveis nos postos de gasolina e a falta de certos produtos nos supermercados. De certa forma, as pessoas estão acostumadas com algum nível de escassez.
26/11/2019
Confiram meu mais recente artigo sobre Einstein e sua forma de pensar.
Você pode fazer o download aqui: https://lnkd.in/dFiQSRP
A imaginação é mais importante que o conhecimento | Estratégias de Decisão
A imaginação é mais importante que o conhecimento Compartilhar por Fernando Barrichelo Uma entrevista inédita de Albert Einstein Clique aqui para download do PDF Einstein aceitou meu convite para essa entrevista. Fiquei lisonjeada. Talvez tenha aberto exceção pelo fato de ser o jornal dos e...
20/10/2019
INTELIGÊNCIA EMOCIONAL DEMAIS ATRAPALHA
Inteligência emocional é uma das características mais valorizadas nos líderes, principalmente pois ajuda a conectar com a equipe.
ENTRETANTO, em um estudo, os colaboradores avaliaram a inteligência emocional de 309 gestores, bem como a satisfação da equipe e a capacidade de implementar mudanças efetivas.
RESULTADO: os top 15% gestores em inteligência emocional tiveram uma classificação mais baixa na efetividade de gestão, mudanças e satisfação do time, comparado com os demais gestores com menos inteligência emocional.
HIPÓTESE: Quando o líder tem muita inteligência emocional, sua empatia se torna um obstáculo. Como ele está tão preocupado em não prejudicar os subordinados, ele evita decisões e ações que possam trazer desconforto ou estresse aos trabalhadores.
Este comportamento influencia praticamente tudo, desde a definição de prazos mais agressivos até a aplicação de políticas de disciplina.
Dito de outra forma, inteligência emocional é importante. Mas, a partir de um limite, quanto mais inteligência emocional um líder tiver, menor será a probabilidade de colocar o pé no chão e enfrentar algumas questão difíceis nos negócios.
Info no link. Você concorda?
Yes, You Can Have Too Much Emotional Intelligence, Study Says. Here's How It Can Hurt Your Company
Individuals with the top EI scores aren't always the best leaders.
08/09/2019
A dura convivência empresarial entre seres humanos... Sobre emoções, julgamentos e modelos mentais.
Nunca é o que parece
A dura convivência empresarial entre seres humanos..