17/08/2026
O que transforma um resultado molecular em uma informação clinicamente útil?
Em tumores sólidos avançados, a testagem genômica pode identificar biomarcadores com implicações terapêuticas. Mas encontrar uma alteração é apenas uma etapa: acionabilidade, nível de evidência, tipo tumoral, contexto clínico e disponibilidade de uma terapia correspondente também precisam ser considerados.
Diretrizes internacionais vêm acompanhando essa evolução. A ESMO ampliou suas recomendações para o uso de NGS em diferentes tumores avançados, enquanto uma nova diretriz da ASCO, publicada em 2026, estabelece recomendações específicas para utilização de ctDNA em diferentes contextos clínicos.
Na oncologia de precisão, gerar o dado é apenas o começo. O valor está em interpretá-lo no contexto certo.
Referências:
CHAKRAVARTY, D. et al. Somatic genomic testing in patients with metastatic or advanced cancer: ASCO Provisional Clinical Opinion. Journal of Clinical Oncology, v. 40, n. 11, p. 1231–1258, 2022.
MOSELE, F. et al. Recommendations for the use of next-generation sequencing (NGS) for patients with advanced cancer in 2024: a report from the ESMO Precision Medicine Working Group. Annals of Oncology, 2024.
MATEO, J. et al. A framework to rank genomic alterations as targets for cancer precision medicine: the ESMO Scale for Clinical Actionability of molecular Targets (ESCAT). Annals of Oncology, v. 29, n. 9, p. 1895–1902, 2018.
AMERICAN SOCIETY OF CLINICAL ONCOLOGY (ASCO). Circulating tumor DNA testing in solid tumors and lymphoma: ASCO guideline. JCO Oncology Practice, 2026.