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Especialista ensina a reconhecer sinais do TDAH em crianças 12/05/2024

O Transtorno de déficit de atenção (TDAH) é o transtorno comportamental mais comum na infância, e atinge cerca de 5% das crianças. Dessas, 95% apresentam os sintomas do quadro antes dos 12 anos de idade — em geral, são os professores que observam as diferenças de comportamento que indicam a condição.

“A criança mais agitada muitas vezes se confunde com a que tem TDAH. É muito importante, tanto para pais como para profissionais que trabalham com essas crianças, saber qual a forma correta de se fazer o diagnóstico. É importante lembrar que a criança com TDAH pode, muitas vezes, não ser agitada, mas sim ter uma desatenção tão grande que a prejudica no dia-a-dia”, explica o neuropediatra Marcone Oliveira.

A principal maneira de identif**ar qual tipo de TDAH da criança é mais predominante (déficit de atenção ou hiperatividade) é utilizar os critérios do Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. O diagnóstico é clínico, ou seja, não é possível detectar a condição com exames laboratoriais ou de imagem. Confira os principais sinais:

Sintomas do déficit de atenção
Desatenção a detalhes e erros;
Dificuldade em sustentar atenção; parece não ouvir;
Dificuldade com instruções, regras e prazos;
Desorganização;
Evita/reluta tarefas de esforço mental;
Perde, esquece objetos;
Alta distração;
Não automatiza tarefas do cotidiano.
Sintomas de hiperatividade e impulsividade
Movimento excessivo do corpo durante postura;
Dificuldade em permanecer sentado;
Sobe, escala, exposição em perigos;
Acelerado para as atividades;
Faz tudo “a mil”;
Fala demais e se intromete;
Responde antes de concluir perguntas;
Dificuldade em esperar;
Interrompe inoportunamente.

Especialista ensina a reconhecer sinais do TDAH em crianças Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade é comum na infância, atinge cerca de 5% das crianças, e só é diagnosticado clinicamente

Os desafios dos adultos diagnosticados com TDAH 11/05/2024

É relativamente normal conhecer, ou ao menos ter ouvido falar, crianças e adolescentes diagnosticados com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). Mas há um contingente enorme de adultos que manifestam a condição, sofrem consequências severas na vida afetiva, profissional e social e, pior, nem sequer sabem por que têm a vida tão atribulada. Segundo dados da Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), há no Brasil cerca de 2 milhões de indivíduos nessa situação.

O TDAH é um transtorno de desenvolvimento caracterizado por impulsividade, desatenção e agitação. Está associado a alterações cerebrais registradas em pesquisas de imagem. Estruturas como a amígdala, o núcleo accumbens e o hipocampo, todas relacionadas ao processamento das emoções e ao sistema de recompensa, apresentam volume menor quando comparadas às de pessoas sem a condição. Isso signif**a uma quantidade mais reduzida de neurônios na região, fenômeno com repercussão negativa no funcionamento desses mecanismos. Recentemente, ganharam impulso as pesquisas sobre sua apresentação em adultos, aspecto até então pouco elucidado. Trata-se de um fascinante e atualíssimo movimento da ciência.

É preciso evoluir muito ainda no conhecimento do incômodo, mas passos relevantes estão sendo dados pela medicina. E o que se sabe até o momento é suficiente para oferecer aos pacientes assistência para que conduzam a vida reduzindo riscos de prejuízos. O grande problema, insista-se, é identificá-los. O TDAH em adultos é uma extensão do problema em crianças, mas há um nó: a maior parte dos pacientes não é diagnosticada na infância — portanto, não recebe tratamento. É de se esperar, como resultado natural, que esses indivíduos continuem carregando a condição ao longo da vida. Estima-se que dois terços das crianças com TDAH sigam com os sintomas do transtorno na vida adulta porque não receberam diagnóstico.

O desafio na detecção do transtorno está em compreendê-lo. É comum ver isso acontecer com as condições psiquiátricas, sem diagnóstico definido por te**es laboratoriais, associadas ao câncer ou à diabetes, e marcadas por manifestações comportamentais que confundem leigos e inclusive profissionais da saúde. A identif**ação se baseia na avaliação clínica, o que exige uma expertise infelizmente não muito abundante no país. Além disso, também a exemplo de outras enfermidades mentais, o TDAH é estigmatizado. O paciente, seja ele criança, adolescente ou adulto, é visto como preguiçoso, bagunceiro ou simplesmente alguém desagradável.

Em qualquer fase da vida, as apresentações do transtorno têm a mesma raiz, ou seja, a impulsividade, a agitação e a falta de atenção. Na maturidade, no entanto, a abrangência das consequências é mais ampla. O caos provocado em todas as esferas da vida é arrasador. A área profissional é marcada por instabilidade e maior índice de desemprego. Procrastinação, rendimento abaixo da capacidade intelectual, ausência de foco e atenção, dificuldade para seguir rotinas, incapacidade de planejamento e execução das tarefas propostas estão entre os motivos dos costumeiros fracassos. “Além disso, há questões como os frequentes esquecimentos, perdas e descuidos com datas e reuniões importantes”, explica a psicóloga Iane Kestelman, presidente voluntária da Associação Brasileira do Déficit de Atenção

As relações afetivas e sociais são igualmente prejudicadas. Não se sabe com precisão, por não haver estatística confiável, mas o índice de divórcios e separações é maior entre os pacientes. As queixas de desorganização e falta de aptidão para ajudar no gerenciamento da casa são frequentes. Com os amigos, as reclamações mais comuns estão em torno da falta de atenção em conversas, mudanças súbitas de humor, inabilidade para escutar e esperar a vez de falar, além da incapacidade para expressar ideias e colocá-las em prática. O desenrolar de meses e anos assim solidif**a na trajetória do paciente um ciclo negativo marcado por baixa autoestima e sentimento de fracasso. Por isso, em cerca de 75% dos adultos os sintomas aumentam ou contribuem para o surgimento de quadros de depressão, ansiedade, bipolaridade, dislexia, distúrbio de sono, dependência química e alcoolismo. “É um sofrimento enorme”, diz a psicóloga Iane. “O paciente f**a exausto.”

O primeiro passo para mudar a direção dessa espiral é procurar ajuda caso a história de vida e sintomas se assemelhem aos descritos. Há fontes credenciadas onde buscar informação, como o site da ABDA. Somente a avaliação de um especialista indica a presença do transtorno. Há no Brasil alguns centros especializados. Em São Paulo, funciona o Ambulatório de TDAH em adultos do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Na Bahia, há o serviço da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, localizada em Salvador, e no Rio Grande do Sul existe atendimento no Centro de Pesquisa Clínica do Hospital das Clínicas de Porto Alegre. Uma vez identif**ado, o TDAH pode ser tratado com remédio — a famosa ritalina — associado a terapia e treinamentos que auxiliam na organização de tarefas cotidianas (como não perder compromissos). Ninguém deve sofrer prejuízos tão profundos por falta de assistência. “Os tratamentos existem e devemos trabalhar para que o transtorno não acompanhe o indivíduo até a vida adulta”, afirma o médico Mario Louzã, coordenador do Ambulatório de TDAH em adultos do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP. Todos ganham quando o mal é cortado pela raiz

Publicado em VEJA de 26 de janeiro de 2022, edição nº 2773

Os desafios dos adultos diagnosticados com TDAH Associado a crianças, o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade pode se estender à maturidade, com prejuízos devastadores para a vida

Enigma do TDAH: transtorno, visto como negativo, pode ter sido vantagem evolutiva 03/05/2024

O transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) tende a ser apontado como algo negativo. Os sintomas, que incluem hiperatividade, impulsividade ou desatenção, são vistos como uma fraqueza. No entanto, estudos recentes indicam que pessoas com TDAH costumam ser mais criativas, dinâmicas, têm competência social e emocional, além de ótimas habilidades cognitivas.

Agora, uma nova pesquisa da Universidade da Pensilvânia busca rastrear as origens do TDAH e aponta que o transtorno seria uma parte importante da evolução. Os pesquisadores acreditam que o transtorno se desenvolveu como uma estratégia de sobrevivência adaptativa de nossos ancestrais.

O TDAH e os traços cognitivos semelhantes ao TDAH, como a distratibilidade ou a impulsividade, são amplamente difundidos e geralmente vistos de forma negativa. Mas, se são realmente negativos, sua persistência é um enigma. Acreditamos que eles podem oferecer benefícios adaptativos.
David Barack, um dos autores do estudo

Para o estudo publicado na revista The Royal Society, os pesquisadores analisaram dados de 457 adultos, sendo que, deles, 206 afirmaram ter sintomas fortes de TDAH.

Em um jogo virtual, os participantes tinham a missão de colher o maior número possível de frutos silvestres num determinado espaço de tempo. O jogo obrigava os participantes a tomarem decisões, como: continuo a colheita no mesmo lugar onde as frutas estão acabando ou mudo de local para explorar um novo arbusto? A última opção custava segundos valiosos.

Os participantes com TDAH tendiam a mudar mais rápido e passar menos tempo num único arbusto. Assim, colheram mais frutas do que o outro grupo sem sintomas do transtorno. Esses últimos, por sua vez, tendiam a passar mais tempo no mesmo arbusto, na esperança de otimizar a colheita.

Os pesquisadores f**aram surpresos com esses resultados, pois acreditavam inicialmente que uma rápida mudança de arbustos poderia levar a uma produção menor. "Mas os sintomas de TDAH mais intensos levam a uma taxa de recompensa mais alta e a um melhor desempenho", segundo Barack.

TDAH como estratégia de sobrevivência
A tática usada pelo grupo com TDAH tem vantagens: evita a exploração de recursos em um único local e, ao mesmo tempo, expande a exploração para novas áreas. Uma estratégia que pode ter sido vital para a sobrevivência dos caçadores-coletores no passado.

Outros estudos também sustentam a hipótese da vantagem evolutiva. Eles demonstraram que o estilo de vida nômade está associado a mutações genéticas que desempenham um papel no TDAH.

Isso pode ser uma explicação plausível para a disseminação atual do TDAH. Mas com a diferença que as características que costumavam funcionar bem na colheita de alimentos não são mais tão vantajosas na sociedade atual. Principalmente quando os recursos não são mais tão escassos.

A dopamina, um neurotransmissor do cérebro responsável pela sensação de recompensa, é decomposta mais rapidamente em pessoas com TDAH do que em quem não tem o transtorno. A busca constante pelo importante neurotransmissor pode fazer com que as pessoas com TDAH alternem constantemente entre diferentes tarefas sem realmente concluí-las.

Os pesquisadores enfatizam a necessidade de mais investigações, pois o estudo apresenta algumas limitações: por exemplo, os sintomas de TDAH foram baseados nas autoavaliações dos participantes, sem laudo médico.

Em uma próxima etapa, o estudo será realizado com pacientes diagnosticados clinicamente com TDAH. E a colheita virtual passará para campos reais, o que exigirá mais esforço dos participantes.

Enigma do TDAH: transtorno, visto como negativo, pode ter sido vantagem evolutiva O transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) tende a ser apontado como algo negativo. Os sintomas, que incluem hiperatividade, impulsividade ou desatenção, são vistos como uma fraqueza. No entanto, estudos recentes indicam que pessoas c

TDAH: entenda o que é, características e possíveis tratamentos | CNN Brasil 02/05/2024

TDAH: entenda o que é, características e possíveis tratamentos
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade aparece na infância mas pode persistir na vida adulta; entenda como ele funciona e como é o tratamento

Em um mundo onde as informações e estímulos competem constantemente pelo foco das pessoas, a falta dele pode ser algo normal.

Mas existe um transtorno que afeta a capacidade de se concentrar em um nível crônico: o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, ou simplesmente TDAH.

Embora frequentemente associado à infância, pode persistir na vida adulta, impactando signif**ativamente a qualidade de vida daqueles que o enfrentam, como é o caso de Lily Allen.

Mas como esse transtorno funciona e como é seu tratamento? Entenda a seguir.

O que é TDAH?
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, conhecido como TDAH, é um transtorno neurobiológico genético que se destaca pela presença de sintomas que envolvem a dificuldade em manter a atenção em tarefas específ**as, inquietação constante e impulsividade.

“O TDAH é um transtorno mental que começa na infância e pode ou não persistir na idade adulta, que traz uma série de sintomas”, explica o psiquiatra Mario Louza.

“Há distraibilidade muito grande, a pessoa se vê como avoada ou distraída, perde objetos, é desorganizada e se atrapalha com coisas cotidianas”. complementa.

Segundo os dados da Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), a prevalência global do transtorno varia entre 5% e 8%. Já 3% a 5% das crianças de todo o mundo possuem o transtorno.

Além disso, aproximadamente 70% das crianças afetadas pelo transtorno apresentam pelo menos uma outra condição médica simultaneamente, enquanto pelo menos 10% delas enfrentam três ou mais condições concomitantes.

A ABDA também destaca que, no Brasil, cerca de 2 milhões de adultos vivenciam os sintomas associados ao transtorno, especialmente aqueles que não recebem um diagnóstico apropriado.

Quais são as características do TDAH?
As principais características do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade são desatenção, hiperatividade e impulsividade.

Desatenção
A desatenção é uma característica central e se manifesta através de dificuldades em manter o foco e a concentração em tarefas ou atividades.

Pessoas com TDAH tendem a se distrair facilmente por estímulos externos, o que pode resultar em erros frequentes em suas tarefas.

Elas podem ter dificuldade em organizar suas atividades e frequentemente parecem esquecer compromissos, tarefas ou responsabilidades importantes.

Hiperatividade
A hiperatividade é outra característica-chave, especialmente em crianças. Ela se manifesta como uma atividade excessiva, inquietação e dificuldade em permanecer sentado por longos períodos de tempo.

Pessoas com esse transtorno podem sentir uma constante necessidade de se mover, tocar em objetos ao seu redor ou falar excessivamente.

Embora a hiperatividade tende a ser mais evidente em crianças, adultos podem sentir uma inquietação interna.

Impulsividade
A impulsividade refere-se à tendência de agir sem pensar nas consequências. Pessoas com esse transtorno podem tomar decisões impulsivas e agir de forma precipitada.

Isso pode levar a comportamentos impulsivos e até mesmo arriscados, como gastar dinheiro impulsivamente, interromper os outros durante conversas ou se envolver em atividades perigosas sem considerar as implicações.

Quais são as causas do TDAH?

As causas exatas do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade ainda não são completamente compreendidas, mas uma combinação de fatores genéticos, neurobiológicos e ambientais parece desempenhar um papel no desenvolvimento do transtorno.

Aqui estão alguns dos fatores, segundo a ABDA:

Hereditariedade
“O TDAH tem um forte componente genético, então não é incomum que o pai leve o filho para a consulta e comece a se identif**ar com os questionamentos levantados pelo médico” afirma Luiz Augusto Rode, professor titular de psiquiatria da UFRGS.

Estudos mostram que o transtorno tende a ocorrer em famílias, sugerindo uma predisposição genética.

Se um membro da família tem, há uma maior probabilidade de outros membros da família também apresentarem a condição — o que sugere que há uma influência genética na susceptibilidade ao transtorno.

“Em torno de 30% das crianças diagnosticadas vão ter um ou ambos os pais com o transtorno”, complementa.

Substâncias ingeridas na gravidez
A exposição a substâncias durante a gravidez pode estar associada ao desenvolvimento do transtorno em algumas crianças.

O consumo de tabaco, álcool, dr**as ilícitas ou medicamentos não prescritos durante a gravidez pode aumentar o risco.

Sofrimento fetal
Complicações durante o parto e problemas relacionados ao nascimento, como prematuridade, baixo peso ao nascer e falta de oxigênio no cérebro (hipóxia), também foram estudados como possíveis fatores de risco.

No entanto, apesar de ter a possibilidade de estar associado, nem todas as crianças que enfrentam essas condições desenvolvem o transtorno.

Exposição a chumbo
A exposição a altos níveis de chumbo na infância tem sido associada a uma série de problemas de saúde, incluindo esse transtorno. O chumbo é uma substância tóxica que pode afetar o desenvolvimento do cérebro.

No entanto, a exposição ao chumbo tem sido signif**ativamente reduzida nas últimas décadas devido a regulamentações mais rigorosas.

Fatores familiares
Questões familiares, como dinâmicas familiares disfuncionais, estresse familiar crônico, falta de apoio e comunicação, também podem influenciar o desenvolvimento ou agravamento dos sintomas em crianças.

Um ambiente familiar saudável e apoio emocional podem desempenhar um papel importante na gestão do transtorno também.

Tipos de TDAH
Esse é um transtorno altamente heterogêneo, o que signif**a que os sintomas e a gravidade deles podem variar signif**ativamente de uma pessoa para outra. E ele também pode ser classif**ado em tipos.

De acordo com o manual de classif**ação das doenças mentais (DSM), existem 3 classif**ações:

Com predomínio de sintomas de desatenção;
Com predomínio de sintomas de hiperatividade/impulsividade;
Combinado.
Entenda um pouco mais sobre cada um deles.

Predominantemente desatento
É caracterizado principalmente pela desatenção. As pessoas com TDAH predominantemente desatento podem ter dificuldade em manter o foco, seguir instruções, organizar tarefas e atividades e tendem a ser frequentemente distraídas por estímulos externos.

A hiperatividade e a impulsividade, embora possam estar presentes, são menos proeminentes neste grupo.

Predominantemente hiperativo-impulsivo
Este tipo é caracterizado principalmente pela hiperatividade e impulsividade. As pessoas com comportamento predominantemente hiperativo-impulsivo podem ser inquietas, agitadas e têm dificuldade em f**ar paradas ou esperar sua vez.

Elas tendem a agir impulsivamente, sem considerar as consequências, e podem ter problemas em controlar seus impulsos.

Combinado
É o caso mais comum. As pessoas desse tipo apresentam uma combinação de sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade.

Isso signif**a que elas podem ter dificuldade em manter o foco e agir impulsivamente em diferentes situações. A proporção pode não ser exatamente a mesma.

Diferenças entre o TDAH infantil e em adultos

A Associação Brasileira do Déficit de Atenção informa que esse transtorno em adultos é uma continuação do transtorno na infância.

O transtorno, no entanto, pode manifestar-se de maneira diferente em crianças e adultos devido às diferentes demandas e responsabilidades que cada grupo enfrenta em suas vidas.

Por exemplo, em crianças, os sintomas de hiperatividade, como inquietação excessiva, dificuldade em permanecer sentado e correr ou subir em lugares inadequados, são mais proeminentes.

Já em adultos, a hiperatividade pode ser menos visível e pode se manifestar como uma sensação interna de inquietação.

Os adultos com podem não ser fisicamente hiperativos, mas podem ter dificuldade em relaxar ou se sentir constantemente agitados.

De modo geral, a desatenção e a impulsividade são semelhantes, mas os contextos sociais são diferentes.

O transtorno em crianças geralmente afeta o desempenho escolar e o relacionamento com colegas e professores.

Em adultos, ele pode afetar a carreira, o relacionamento conjugal e familiar, as finanças e a gestão das tarefas diárias.

É comum que o transtorno seja frequentemente identif**ado na infância devido aos desafios escolares e comportamentais evidentes. Porém, ao persistir, os sintomas podem evoluir ao longo do tempo.

A intervenção precoce é particularmente importante em crianças, enquanto a compreensão e o manejo adequado do TDAH em adultos podem ajudar a minimizar o impacto nas áreas da vida afetadas.

Como é feito o diagnóstico?
Muitas pessoas se perguntam “como saber se tenho TDAH”.

O diagnóstico é feito de forma clínica, a partir de consulta e uma anamnese com um médico especializado — neurologista ou psiquiatra — e costuma contar com te**es específicos.

Os profissionais procuram identif**ar a presença das características (desatenção, hiperatividade e impulsividade) e avaliar como esses sintomas afetam a vida cotidiana.

O médico Mario Louza enfatiza que embora todos possam experimentar episódios de tais sintomas em algum momento, aqueles que sofrem desse transtorno geralmente têm uma “história de vida caracterizada por esses padrões”.

É isso que torna o diagnóstico mais facilitado. No entanto, ele sempre deve ser baseado em critérios específicos estabelecidos nos manuais diagnósticos.

Os te**es podem incluir te**es padronizados e questionários que ajudam a quantif**ar os sintomas e a gravidade do TDAH.

Também é comum que os profissionais busquem informações de professores, familiares ou outros cuidadores, especialmente quando se trata de crianças.

Pode ser importante excluir outras condições médicas ou psiquiátricas que possam estar contribuindo para os sintomas;

Como é o tratamento de TDAH?
O tratamento geralmente envolve uma abordagem multidisciplinar que combina apoio psicológico, medicação (psicoestimulantes) e, no caso de crianças, terapia comportamental.

A participação da família e da escola é fundamental para criar uma rotina, um ambiente adequado e um estímulo positivo para a criança com o transtorno também.

É importante lembrar que o tratamento pode variar de pessoa para pessoa, pois depende das necessidades individuais e da gravidade dos sintomas.

O TDAH tem cura?
O TDAH não tem uma cura definitiva no sentido tradicional, mas é um transtorno tratável.

O objetivo principal do tratamento é gerenciar os sintomas e melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas.

Com o tratamento adequado, muitos indivíduos conseguem levar vidas produtivas e satisfatórias.

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