18/11/2025
E se nós te dissermos que as culturas NÃO estão ficando iguais e temos como provar?
Tem uma pergunta que sempre nos fazem nos treinamentod: “Mas e as novas gerações? Com a globalização, as culturas não estão ficando todas iguais?”
Pois bem. A resposta veio AO VIVO em um treinamento recente.
Na sala, jovens de várias partes do mundo: um húngaro, uma dinamarquesa, um alemão, japoneses e brasileiros. Todos muito parecidos à primeira vista, inclusive roupas iguais, ainda que as etnias claramente diferentes. E um olhar mais detalhado sobre essas mesmas roupas, as posturas e linguagem corporais, já dizia tudo. Mas bastaram duas perguntas do participante alemão sobre tempo e conceito de tempo para que a cena mudasse completamente.
De repente, parecia que estávamos diante de um slide de dimensões culturais, daqueles que mostram como cada sociedade entende o mundo de um jeito diferente. Era quase o estereótipo, cada um reagindo exatamente dentro do padrão que a literatura científica descreve há décadas.
E ali ficou claro, mais uma vez: as culturas não desapareceram. Elas seguem vivas, fortes e profundamente enraizadas. O que a globalização fez foi aproximar superfícies, não apagar o que cada cultura tem intrinsecamente.
Pode até parecer que estamos todos ficando iguais. Mas basta um olhar mais atento para perceber que, por baixo do global, o local continua pulsando.