Flexo In Foco

Flexo In Foco Difundir temas sobre tecnologia gráfica relacionados ao mundo flexográfico de banda média/estreita

"Fornecer Soluções tecnológicas sejam elas na forma física ou conceituais e contribuir na difusão do conhecimento técnico para setor flexográfico"

23/08/2026

Anilox: 3 coisas importantes que você precisa saber

Quando falamos em flexografia, o anilox é um dos componentes mais decisivos para a estabilidade do processo. E existem 3 pontos que você precisa entender.

O primeiro é que o anilox não serve apenas para “levar tinta”. Ele faz a dosagem da tinta que será transferida para a matriz. Ou seja: ele influencia diretamente densidade, cobertura e consistência de impressão.

O segundo ponto é que volume e lineatura precisam ser avaliados em conjunto. O volume está ligado à quantidade de tinta que a célula consegue carregar. Já a lineatura está relacionada à distribuição dessas células na superfície. Não existe configuração universal: tudo depende do tipo de trabalho, da tinta, do clichê e do resultado desejado.

O terceiro ponto é que o volume nominal nem sempre é o volume real em produção. Desgaste, contaminação e entupimento das células podem reduzir a transferência de tinta e gerar variações de cor, perda de densidade e ajustes desnecessários na máquina.

Na prática, controlar o anilox é controlar a qualidade do processo.

Flexo In Foco — conhecimento técnico aplicado à flexografia.

21/08/2026

Você sabia que a matriz de impressão flexográfica moderna é resultado de um verdadeiro ecossistema tecnológico?

Hoje, produzir um clichê vai muito além de simplesmente “gravar uma chapa”. O processo pode envolver softwares de pré-impressão, RIP, screening AM, FM ou híbrido, imageamento por laser, exposição UV ou LED, controle da inibição por oxigênio, processamento por solvente, água ou sistema térmico, além de tecnologias de microestrutura superficial.

Empresas como Miraclon, DuPont, XSYS, MacDermid, Asahi, Fujifilm, Toyobo, Toray e Esko desenvolveram soluções específicas para melhorar formação de ponto, estabilidade, transferência de tinta, reprodução de altas luzes e produtividade.

Também existem sistemas de gravação direta a laser, o DLE, nos quais o próprio laser remove material e constrói o relevo da matriz.

E a evolução não para por aí. Tecnologias como PureFlexo, Woodpecker, Pixel+ e Intelligent Flexo mostram que a matriz começa a atuar também como uma interface de engenharia para controlar o comportamento da tinta.

Por isso, talvez a pergunta já não seja “qual é a melhor chapa?”, mas sim:

Qual combinação entre matriz, screening, exposição, anilox, tinta e substrato entrega a janela de processo mais estável?

Na flexografia moderna, o desempenho está no sistema.

12/08/2026

🚀 E SE ELON MUSK ENTRASSE NA FLEXOGRAFIA?

Ele provavelmente não criaria apenas mais uma máquina. Tentaria transformar a impressora flexográfica em uma plataforma industrial conectada por dados, inteligência artificial e manutenção preditiva.

Antes da produção, o sistema analisaria substrato, tinta, anilox, clichês, tensão e cura. A própria máquina indicaria a configuração inicial, estimaria a velocidade sustentável e anteciparia riscos de qualidade.

Durante o processo, sensores acompanhariam registro, pressão, viscosidade e consumo energético. Em vez de apenas emitir alarmes, a plataforma recomendaria correções em tempo real.

A maior ruptura talvez estivesse no modelo de negócio: software por assinatura, atualizações remotas, financiamento próprio e contratos ligados à produtividade.

E os rótulos seriam apenas o começo. A tecnologia também poderia avançar para embalagens inteligentes, RFID, sensores e circuitos impressos.

Este é um exercício de cenário futuro. Mas a pergunta precisa ser feita:

A indústria continuará competindo apenas em velocidade ou aprenderá a transformar dados em lucro previsível?

Comente: qual seria o maior impacto dessa entrada no mercado flexográfico?

02/08/2026

⚙️ CAPACIDADE ≠ CAPABILIDADE

ACELERAR A MÁQUINA NÃO GARANTE PRODUZIR MAIS.

Capacidade é o volume convertido em determinado período. Capabilidade é a condição de repetir o resultado dentro dos padrões de registro, cor, cura, corte e enrolamento.

Um processo pode operar em alta velocidade e perder estabilidade durante a aceleração. Nesse momento, o ganho aparente transforma-se em ajustes, paradas, desperdícios e retrabalho.

A produção diária não resulta apenas das horas disponíveis e da maior velocidade. Setups, emendas, trocas de bobina, limpezas, correções e rompimentos de esqueleto reduzem o tempo real de marcha. Bobinas curtas ampliam ainda mais esses ciclos.

A velocidade sustentável é aquela em que todo o processo permanece dentro do padrão. Ampliar a capacidade exige reduzir variações, padronizar bobinas, diminuir setups, controlar a cura e sequenciar as ordens por famílias de produtos.

🎯 Antes de investir em mais velocidade, descubra quanta capacidade está sendo perdida pela instabilidade.

Qual gargalo compromete primeiro a estabilidade na sua produção: registro, cura, corte ou bobinagem?

Comente, salve esta publicação e compartilhe com as equipes de P*P e produção. Essa análise pode mudar o próximo cálculo de capacidade da sua empresa.

28/07/2026

O FUTURO DA FLEXOGRAFIA: MÁQUINAS, INSUMOS E PESSOAS

O mercado exige novos produtos, tiragens variáveis e lançamentos mais rápidos. Nesse cenário, a flexografia se destaca por imprimir papel, cartão, rótulos, filmes e embalagens flexíveis.

Offset, rotogravura e impressão digital continuarão relevantes, mas a flexografia combina velocidade e versatilidade em mais aplicações.

A Ásia-Pacífico cresce e reorganiza o tabuleiro das fabricantes com novas máquinas, alianças e plataformas híbridas.

Nas fábricas, avançam servomotores, ajustes automáticos, câmeras, inteligência artificial e telemetria. No acabamento offline, corte, laminação, vernizes e rebobinamento reduzem gargalos.

Tintas à base de água, baixa migração, UV LED, cura dupla e feixe de elétrons avançam. O mercado fílmico acelera com monomateriais, filmes recicláveis e termoplásticos sensíveis ao calor, especialmente em sleeve e In-Mold Labeling.

Porém, tecnologia sem qualificação não produz eficiência. O profissional do futuro será menos operador e mais analista de processos, materiais e dados.

Sua empresa prepara apenas as máquinas ou também as pessoas?

23/07/2026

📡 TELEMETRIA E DESMANUALIZAÇÃO: O FIM DO PAPEL E DO EXCEL NA FLEXOGRAFIA

Sua empresa opera com máquinas, mas ainda controla a produção por anotações em papel e planilhas isoladas?

O problema não está no Excel, mas nos silos de dados: informações manuais, desconectadas e analisadas somente depois que a perda aconteceu.

A telemetria transforma esse cenário em quatro níveis:

1️⃣ Passiva: sensores e CLPs coletam velocidade, metros produzidos e paradas, enviando os dados para base central.

2️⃣ Visível: dashboards apresentam OEE, setup, produção e desperdícios em tempo real.

3️⃣ Analítica: o sistema correlaciona variáveis e identifica a relação entre perda de registro e variação da viscosidade.

4️⃣ Ativa: a central envia comandos à máquina e ajusta parâmetros dentro de limites definidos.

O MES conecta o ERP ao chão de fábrica. Nilpeter, OMET e MPS incorporam conectividade, análise e automação com funções próximas a camadas de um MES.

Desmanualizar não é eliminar o operador. É retirar tarefas repetitivas para que ele atue antes que o desvio vire desperdício.

Em qual nível de maturidade digital está a sua operação?

18/07/2026

⏳ QUANTO TEMPO SUA INDÚSTRIA PERDE COM PROCESSOS MANUAIS?

Na indústria flexográfica, o desperdício não acontece somente quando um material é descartado. Ele também está nos minutos improdutivos que se acumulam durante a jornada.

A limpeza manual dos anilox, quando realizada sem periodicidade, monitoramento e registros, consome mão de obra e pode não recuperar adequadamente sua capacidade de transferência.

Nas matrizes de impressão, uma limpeza deficiente compromete a conservação do fotopolímero. O risco é ainda maior em degradês com pontos mínimos de 1% a 3%, extremamente vulneráveis à pressão mecânica e ao acúmulo de tinta. Quando o clichê retorna à máquina em condições inadequadas, inicia-se uma investigação envolvendo tinta, anilox, viscosidade e pressão — enquanto a causa pode estar na própria matriz.

A montagem manual dos clichês também aumenta o tempo de preparação e a necessidade de correções. Uma montadora com sistema por câmera proporciona maior precisão e repetibilidade.

Além disso, sistemas integrados de gestão substituem planilhas, anotações e controles separados, aumentando a rastreabilidade de todo o fluxo.

Automatizar é padronizar, medir e controlar.

E na sua indústria: quanto custa continuar fazendo manualmente aquilo que já poderia estar automatizado?

17/07/2026

🚀 REMOÇÃO DE ESQUELETO: MAIS VELOCIDADE NA CONVERSÃO FLEXOGRÁFICA

Na conversão flexográfica, aumentar a produtividade não significa apenas elevar a velocidade mecânica da máquina. O verdadeiro ganho acontece quando o processo consegue produzir com estabilidade e menos interrupções.

Os sistemas modernos de remoção de esqueleto trituram continuamente o material excedente gerado após o corte. Com isso, o resíduo deixa de formar grandes bobinas, ocupa menos espaço e pode ser coletado com mais facilidade para sua destinação adequada.

O principal benefício está na continuidade operacional: sem a necessidade de parar a máquina para retirar ou substituir bobinas de descarte, a produção pode seguir até o final da bobina do substrato.

Essa tecnologia reduz intervenções do operador, melhora o fluxo do processo, diminui o risco de acúmulos e rompimentos e aumenta a velocidade efetiva da conversão.

O sistema pode ser aplicado tanto em substratos adesivados quanto em materiais não adesivados, de acordo com a configuração do equipamento e as características do produto.

Menos paradas, menor volume de descarte e mais tempo produzindo.

Sua empresa ainda interrompe a máquina para retirar o esqueleto?

▶️ Assista ao vídeo e conheça essa evolução do processo flexográfico.

27/06/2026

Você já percebeu que, ao aumentar a velocidade de produção da máquina flexográfica, a cor pode variar mesmo sem trocar anilox, clichê ou formulação de tinta?

Esse comportamento não é causado apenas pela velocidade. Ele é resultado da interação entre transferência de tinta, raspagem, viscosidade, temperatura, tratamento superficial e condição real do substrato.

O anilox continua sendo o principal dosador de tinta. Porém, quando a produção exige maior estabilidade dinâmica, qualquer desvio no sistema aparece com mais intensidade.

A tinta pode estar mais fria, mais viscosa ou com circulação insuficiente. Isso reduz a transferência e pode fazer a cor perder densidade.

Em outra situação, a elevação da temperatura reduz a viscosidade da tinta. O resultado pode ser maior carregamento, ganho de ponto e aumento de densidade, principalmente em sólidos e meios-tons.

A lâmina raspadora também merece atenção. Ângulo, pressão, paralelismo e desgaste interferem diretamente na limpeza do anilox. Raspagem insuficiente pode gerar excesso de tinta, sujeira e variação tonal. Raspagem agressiva ou instável pode provocar faixas, falhas e perda de repetibilidade.

E existe o substrato. Em filmes poliméricos como BOPP, PE, PP, PET e PVC, o tratamento corona precisa estar adequado para garantir molhamento, nivelamento e adesão. Quando a energia superficial não acompanha a condição de produção, surgem microfalhas, sólidos irregulares e aparência de cor mais fraca.

Antes de corrigir a cor por pressão ou percepção visual, meça densidade, viscosidade, temperatura da tinta, condição da lâmina, vazão, limpeza do anilox e energia superficial do substrato.

Na flexografia, estabilidade de cor não é ajuste. É processo padronizado.

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São Paulo, SP

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