26/08/2026
Quando uma conversa difícil não avança, a gente costuma insistir na tentativa de sermos compreendidas/os.
A gente repete, explica melhor, aumenta o tom, se defende, tenta provar que tem razão.
O que a gente não percebe é que a ausência de compreensão resulta da ausência de espaço na outra pessoa que TAMBÉM só tá tentando ser escutada.
Essa é a natureza do conflito: pessoas tentando incluir aquilo que é importante para si em uma conversa ou situação. E quanto mais não somos escutadas, menos capacidade temos de escutar. E o conflito escala.
Escutar não é concordar.
Não é ceder.
Não é abrir mão da nossas própria experiência.
E alguém precisa dar o primeiro passo: escutar primeiro para abrir espaço para novas possibilidades e caminhos de entendimento e resolução.
É a escuta que começa a mudar o rumo de uma conversa.
No dia 19 de setembro, em Salvador, nosso próximo encontro do Laboratório Konektar será sobre Escuta real: um encontro imersivo para investigar por que ouvir pode ser tão difícil quando algo importante está em jogo e desenvolver recursos para mudar a maneira de lidar com as conversas difíceis e situações de tensão nos relacionamentos.
As inscrições estão abertas no link da bio.
Em quais conversas você percebe que mais tenta ser compreendido do que compreender?