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SP pode ter novos cursos de medicina em 16 cidades
O Ministério da Educação (MEC) divulgou ontem (3) a lista de municípios pré-selecionados para sediar novos cursos de medicina. Ao todo, 42 cidades demonstraram cumprir os pré-requisitos exigidos pela pasta - 16 delas estão no Estado de São Paulo.
No primeiro semestre do ano, o governo mudou a lógica para abertura de novas faculdades da graduação: caberia ao MEC apontar em que cidades elas poderiam se instalar.
Para isso, foram feitas algumas exigências: os municípios deveriam ter ao menos 70 mil habitantes e nenhum curso de medicina em seu território, por exemplo. As regras valem para cursos ofertados por instituições privadas.
Ao divulgar as novas regras, o governo afirmou que a intenção era abrir 11,4 mil novas vagas de graduação em quatro anos. Hoje são ofertadas pouco menos de 18 mil vagas de medicina em todo o país.
De acordo com portaria publicada hoje no Diário Oficial da União, especialistas farão visita in loco nesses 42 municípios para "verificação da estrutura de equipamentos públicos e programas de saúde existentes no município". Ainda há um prazo para recurso daqueles municípios que não foram contemplados na seleção. Somente após essa etapa será divulgada uma lista final.
A partir dela, o MEC fará então um novo edital para definir qual instituição privada poderá abrir o curso.
Estados
São Paulo é o Estado com o maior número de municípios pré-selecionados - entre eles estão Osasco, São Bernardo do Campo e São José dos Campos, por exemplo. Em seguida, aparecem Bahia (6), Minas Gerais (4) e Rio Grande do Sul (4).
A região sudeste concentra pouco mais da metade dos municípios (22). O Nordeste foi contemplado com 10 cidades, seguido do Sul (7).
Veja a lista das cidades de SP selecionadas:
Araçatuba
Araras
Assis
Bauru
Cubatão
Guarujá
Indaiatuba
Jaú
Limeira
Mauá
Osasco
Pindamonhangaba
Piracicaba
Rio Claro
São Bernardo do Campo
São José dos Campos
Fonte: Folha de S. Paulo
Aprovada MP que abre crédito de R$ 2,5 bi para o Fies
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou ontem (3) a Medida Provisória 626/13, que concede crédito extraordinário de R$ 2,5 bilhões para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A matéria será analisada ainda pelo Senado.
Por meio desse programa, o Ministério da Educação oferece empréstimos a juros mais baixos aos alunos que queiram frequentar um curso superior privado.
De acordo com o Executivo, o número de interessados em participar do Fies cresceu de forma exponencial nos últimos três anos, quando os juros foram reduzidos de 6,5% para 3,4% ao ano. O prazo para quitação da dívida dos estudantes, que antes era de duas vezes o período do curso, passou a ser de três.
Proposta idêntica
O mesmo pedido para abertura de crédito estava em uma proposta (PLN 15/13) em análise na Comissão Mista de Orçamento. Em 28 de outubro, o projeto foi retirado a pedido do Executivo e foi arquivado pelo Congresso.
Segundo a exposição de motivos enviada pelo Planalto, foi necessária a edição de uma medida provisória “pela relevância e urgência da execução” das despesas.
Entretanto, o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), protestou contra a urgência da medida, explicando que, conforme dados de execução orçamentária, apenas cerca de R$ 200 milhões foram empenhados. “Isso mostra a incompetência de planejamento do governo”, afirmou.
Fonte: Agência Câmara
Pacto para o ensino médio gera desconfiança
O Ministério da Educação (MEC) lançou mais um pacto com gestores estaduais na última semana. Agora, os professores do ensino médio serão alvo de programa de formação com o objetivo de melhorar indicadores de qualidade da última etapa da educação básica. Entidades, professores e estudiosos do tema, no entanto, questionam se as ações serão realmente eficazes. As dúvidas surgem, em grande parte, porque o ministério não discutiu o programa com entidades de docentes e pesquisadores.
A fórmula do novo pacto é bastante semelhante à criada para outra etapa educacional, a alfabetização. Mas, diferentemente do que ocorre desta vez, o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), inspirado em um programa cearense, foi discutido durante três anos antes de ser lançado, no ano passado. Assim como pretende fazer com o Pnaic, o Planalto espera poder usar o novo pacto para o ensino médio como mais uma bandeira para a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff, no ano que vem.
Desde que começou a ser implantado, o Pnaic conquistou a aprovação de professores, secretarias, universidades. O governo, por sua vez, prometia há tempos lançar um programa que tentasse resolver o nó que se tornou o ensino médio: não atrai mais os estudantes, possui alto índice de evasão e vive uma crise de identidade entre o preparo para o trabalho e para a faculdade.
"Quando o ministro falou que estava pensando em fazer isso (o pacto), discordamos. Queríamos discutir propostas mais profundas e não nos chamaram. O professor não tem que viver de bolsa. Precisa de piso, jornada de trabalho, planos de carreira", critica o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão.
As críticas de Leão se estendem ao formato. "A gente tem de parar com essa história de pacto. É um pacto para cada coisa agora. Precisamos de uma proposta que dê conta de enfrentar os desafios da educação como um todo. Não podemos perder a visão sistêmica do processo", ressalta.
O que queremos?
O Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio foi lançado na última segunda-feira pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Em entrevista coletiva na semana passada, ele disse que o plano havia sido negociado com os secretários estaduais de Educação e que as ações de formação continuada beneficiariam 495 mil professores.
Segundo o programa, eles receberão R$ 200 por mês e terão encontros semanais de, no mínimo, três horas, para fazer a formação proposta pelos orientadores (que, por sua vez, serão formados por 40 universidades em todo o país) a partir de materiais pedagógicos disponíveis nos tablets entregues aos educadores. Entre os temas, estão currículo e práticas pedagógicas.
Outra dúvida entre os especialistas é a definição de objetivos e metas para um pacto de uma etapa ainda incompreendida pelos gestores, professores e os próprios estudiosos. "O que se sabe é que o pacto quer melhorar a formação do professor. Mas para qual ensino médio? Ainda não definimos o que queremos para o ensino médio. Em todo o mundo, ainda há debates sobre quais seriam as melhores estratégias para essa fase", comenta Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
Helena Freitas, presidente da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (Anfope), comenta que a juventude precisa ser incluída nos debates e suas necessidades mais amplas - lazer, cultura, esporte, trabalho - serem preocupações de quem a educa. "Iniciativas de formação continuada são interessantes, mas eu não faria o pacto assim. Precisamos pensar em outra fórmula para a formação", defende.
Para ela, as formações oferecidas no pacto não deveriam partir de materiais pré-definidos. "Os dilemas que eles vivem em sala de aula não estão definidos nos materiais. O foco da formação continuará sendo o aspecto cognitivo, que não é nosso problema atual. Temos de pensar é na questão curricular, na organização escolar que obriga o professor a ter 300, 400 alunos. A escola está chata", critica.
Helena lembra que a valorização do professor precisa ser o foco dos programas. "A formação continuada é apenas um desses aspectos da valorização", reforça. A professora aposentada da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acredita que é preciso olhar de forma ampla para os problemas que o professor enfrenta: jornada e condições de trabalho, formação inicial, formação continuada, salários.
A lógica do trabalho com os adolescentes e as crianças, alvo do pacto da alfabetização, também é diferente. Por isso, a pesquisadora não acredita que a mesma fórmula possa ser bem sucedida. "Não houve discussão prévia sobre o programa e os profissionais da educação deveriam ser os dirigentes dessas propostas. O tempo fora da sala de aula tem outra dimensão no ensino médio. Se não repensarmos a lógica escolar, não dará certo", diz.
Mudanças de rumos
Para Daniel Cara, a recorrente troca de políticas também prejudica o processo. A preocupação com o futuro do ensino médio, e a pouca qualidade do ensino, existe há muito tempo, é discutida por diferentes entidades, mas as propostas não avançam. "A proposta do ensino médio inovador estava mais próxima da necessidade do ensino médio brasileiro, mas ficou só no modelo. Ele precisava ser mais avaliado, mas foi deixado de lado", lamenta.
O pacto atual, segundo ele, parece mais oportunista do que assertivo como política pública, porque foi pouco dialogado com a sociedade e não define claramente o que o país alcançará com ele. "O principal acerto da proposta do ensino médio inovador era se dedicar a definir o que queríamos do ensino médio. Isso ainda não está claro. O governo ainda não percebeu que dialogar num país tão diverso como o Brasil significa aumentar o grau de eficácia do programa e ter economia de recursos", critica.
As entidades também se perguntam se o interesse dos professores no programa será grande. Eles podem escolher participar ou não. Como muitos utilizam o tempo disponível para trabalhar em mais de um emprego e complementar a renda, elas acreditam que os docentes não se interessarão de forma maciça pelo projeto. "Qualquer reforma precisa vir junto com melhorias da condição de trabalho e das condições da escola", argumenta Leão.
Fonte: Ig Educação
MEC não concorda com “pontos centrais” do texto do PNE
Uma semana depois de o PNE (Plano Nacional de Educação) ter sido aprovado em menos de cinco minutos por comissão do Senado Federal, o ministro Aloizio Mercadante (Educação) afirmou que a pasta não concorda com mudanças feitas pelo grupo.
O último texto da proposta, que reúne 20 metas para o setor na próxima década, seguiu relatório elaborado pelo senador tucano Álvaro Dias (PR). O documento foi aprovado num deslize da base aliada: o PSDB aproveitou o fato de ter o comando da comissão de Educação da Casa para aprovar rapidamente o texto sugerido por Dias.
"Há alguns pontos centrais em que não há acordo nem com o MEC e, ao que me consta, nem com os relatores na CCJ [Comissão de Constituição e Justiça] e de Assuntos Econômicos", disse o ministro ontem (3) em relação aos grupos que analisaram o texto antes da Comissão de Educação.
Entre os pontos de divergência estão os artigos que preveem punição para os gestores que não cumprirem o orçamento previsto para educação ou as metas do plano. Para Mercadante, esse é um tema "que deve ser discutido com muita cautela".
"[Esse tema] Não estava no PNE da Câmara e não deveria estar no PNE do Senado. Essa é uma matéria que achamos que tem que ser tratada no âmbito do projeto de lei específico", disse o ministro. Ele também fez ressalvas à destinação para educação de 50% dos bônus de assinatura de contratos de partilha para produção de petróleo e gás.
"Não há nenhuma perspectiva de nenhum grande campo de petróleo a ser licitado num horizonte próximo. Então, não resolve o problema do financiamento. (...) Estamos muito longe de alcançar os 10% do PIB", disse.
Mercadante se reuniu na tarde de hoje com a liderança do PMDB para tratar do tema. Ele afirmou que o MEC espera que o tema tenha sua tramitação concluída no Legislativo ainda neste ano. Enviado ao Congresso Nacional pelo Executivo, o PNE é debatido pelos congressistas há três anos.
Fonte: Folha de S. Paulo
Apesar de avanços, Brasil ocupa baixa posição no Pisa
Apesar de ter conseguido uma evolução significativa nos itens avaliados pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), o Brasil ainda está nas posições mais baixas do ranking. Entre os 65 países comparados, o Brasil ficou em 58º lugar. No entanto, desde 2003, o Brasil conseguiu os maiores ganhos na performance em matemática, saindo dos 356 pontos naquele ano e chegando aos 391 pontos em 2012, segundo os dados divulgados ontem (3).
A avaliação, feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é aplicada a jovens de 15 anos a cada três anos. A pesquisa mede o desempenho dos estudantes em três áreas do conhecimento – leitura, matemática e ciências. Em 2009, o Brasil ficou na 54ª posição no ranking.
Entre os pontos destacados em relação ao Brasil também está o aumento percentual de estudantes matriculados. De acordo com o estudo, em 2003, 65% dos jovens com 15 anos frequentavam a escola. Em 2012, o país conseguiu matricular 78% dos adolescentes nessa faixa etária.
“Não só a maioria dos estudantes brasileiros melhorou o desempenho, mas também o Brasil aumentou a taxa de matrículas nas escolas primárias e secundárias”, informa o relatório. Segundo o texto, as taxas de escolaridade para jovens de 15 anos aumentaram de 65% em 2003 para 78% em 2012. “Muitos dos alunos que agora estão incluídos no sistema escolar vêm de comunidades rurais ou famílias socioeconomicamente desfavorecidas, de modo que a população de alunos que participaram na avaliação do Pisa 2012 é muito diferente da de 2003”, destaca o documento.
Mesmo com a evolução dos alunos em relação à matemática, o Brasil ainda está abaixo da média da OCDE, ficando no patamar de países como a Albania, Jordânia, Argentina e Tunísia. Comparando com a América Latina, a performance brasileira está abaixo do Chile, México, Uruguai e da Costa Rica. Porém, o país se saiu melhor do que a Colômbia e o Peru. A pesquisa ressalta que metade dos ganhos obtidos pelo Brasil em matemática se deve ao desenvolvimento econômico, social e cultural dos estudantes.
Apesar dos avanços, o Pisa mostra que há desafios em relação ao aprendizado de matemática. Na área, são seis os níveis de proficiência, sendo que o sexto nível é atingido apenas por 4,2% dos estudantes dos países que participaram do exame. A média brasileira atinge apenas o nível 1. Em um gráfico mais detalhado é possível observar que pouco mais de 60% dos estudantes brasileiros que participaram do exame estão no nível 1 ou abaixo dele. Pouco mais de 20% atingiram o nível 2. A porcentagem de estudantes que atingiu os níveis de 3 a 6 não chega a 20%.
Em leitura, o Brasil subiu de 396 pontos em 2000 para 410 pontos em 2012, colocando o país no mesmo patamar da Colômbia, da Tunísia e do Uruguai, abaixo da média da OCDE. Na América Latina, os estudantes brasileiros tiveram performance inferior aos colegas chilenos, costa-riquenhos e mexicanos. Mas, se saíram melhor do que os argentinos e peruanos. O estudo atribui a evolução do Brasil nesse item somente aos avanços econômicos e sociais no período.
A pesquisa mostra que 49,2% dos estudantes brasileiros conseguem, no máximo entender, a ideia geral de um texto que trate de um tema familiar ou fazer uma conexão simples entre as informações lidas e o conhecimento cotidiano. Apenas um em cada duzentos alunos atinge o nível máximo de leitura. Ou seja, cerca 0,5% dos jovens são capazes de compreender um texto desconhecido tanto na forma quanto no conteúdo e fazer uma análise elaborada a respeito.
Em ciências, o desempenho brasileiro também ficou abaixo da média, no nível da Argentina, Colômbia, Jordânia e Tunísia. O Brasil ficou, nesse item, atrás do Chile, da Costa Rica, do Uruguai e do México, mas à frente do Peru. Desde 2006, a performance brasileira saiu dos 390 pontos e chegou aos 405 em 2012. O estudo mostra que cerca da metade dessa evolução deve ser atribuída a mudanças demográficas e socioeconômicas da população.
Fonte: Agência Brasil
Enem encerra prazo com 7,8 milhões de inscritos
O número de candidatos inscritos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) fechou em 7.834.024. O prazo para inscrição encerrou às 23h59 de segunda-feira, 27. O sistema chegou a registrar 120 mil inscrições por hora, sendo três mil por minuto. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que organiza o exame, informou que o processo transcorreu normalmente.
Pela manhã de segunda-feira, já estava superado o número de inscritos confirmados em 2012, que eram 5.971.290 candidatos. Este foi o número de pessoas aptas a fazer as provas, após o encerramento do prazo para pagamento. O total geral de inscritos de 2012, que foi de 6.495.000 candidatos, foi superado à tarde.
A taxa de inscrição, de R$ 35, deve ser paga até hoje, dia 29, pelos candidatos não isentos. Estão isentos os concluintes do ensino médio em 2013, matriculados em escola da rede pública declarada ao Censo Escolar da Educação Básica. Também não precisa pagar a taxa o participante com renda familiar per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio.
As provas serão aplicadas em outubro próximo, nos dias 26 (sábado) e 27 (domingo), com início às 13 horas (de Brasília). Os portões de acesso aos locais de provas serão abertos às 12 horas e fechados às 13 horas, também de acordo com o horário de Brasília. Será proibida a entrada do participante que se apresentar após o fechamento dos portões.
O Enem, que avalia o desempenho escolar e acadêmico do estudante ao fim do ensino médio, é aplicado em todos os estados e no Distrito Federal. O resultado no exame permite ao candidato a participação no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas de educação superior.
O desempenho no Enem é também requisito para participação do estudante nos programas Universidade para Todos (ProUni) e Ciência sem Fronteiras e para receber o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Estudantes maiores de 18 anos que ainda não obtiveram a certificação do ensino médio podem fazê-lo por meio do Enem.
Mais informações sobre o exame estão na página do Enem na internet.
Comissão do Senado aprova plano com 100% dos royalties
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou na manhã de ontem, 28, o projeto de lei da Câmara (PLC) 103/2012, que estabelece o Plano Nacional de Educação (PNE).
O PNE destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para políticas educacionais e estabelece metas para educação brasileira nos próximos dez anos. Destacam-se entre as metas a erradicação do analfabetismo, oferecimento de educação em tempo integral e prazos máximos para alfabetização de crianças.
Parte do projeto de lei enviado pela presidenta Dilma Rousseff ao Congresso, que destina 100% dos royalties do petróleo mais 50% do Fundo Social extraído da camada pré-sal para o financiamento da educação, foi incorporado ao texto do plano.
Após ser aprovado pela CAE, onde recebeu 83 emendas, o projeto será analisado nas Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Educação, Cultura e Esporte (CE), antes de ser votado em Plenário.
Defesa
Ontem, 28, em evento de lançamento do programa Pronatec Empreendedor, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, voltou a defender a vinculação integral dos royalties do petróleo à educação. “Queremos todos os royalties do petróleo na sala de aula. Só assim daremos um salto de qualidade”, salientou.
MEC lança programa para incentivar empreendedorismo
“Precisamos criar a cultura do empreendedorismo na juventude.” A afirmação foi feita pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, na manhã de ontem, 28, ao lançar o programa Pronatec Empreendedor, durante o Encontro Nacional de Educação Empreendedora, promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em Brasília. A previsão é de que, já em 2013, o programa capacite mais de 181 mil estudantes de 15 cursos, além de 2,5 mil professores.
O escopo do Pronatec Empreendedor prevê a inserção de conteúdos sobre empreendedorismo nos cursos que já são ofertados pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Para 2014, o programa Pronatec Empreendedor deve ser ampliado. A previsão é de que 1,3 milhão de estudantes sejam capacitados, bem como 5 mil professores.
Na cerimônia, o ministro da Educação assinou termo de cooperação com o Sebrae, que será o grande parceiro neste programa. As instituições do Sistema S já ofertam cursos do Pronatec.
“O Brasil precisa impulsionar as cadeias portadoras de futuro e reduzir custos na produção. Não faremos nada disso com competência, se não formarmos bem”, salientou o ministro Mercadante. “O Pronatec vem abrir a porta do ensino técnico profissionalizante. Isso vai aumentar a produtividade, que é o que mantém o crescimento a médio e longo prazo”, completou.
Criação
O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) foi criado pelo Governo Federal, em 2011, com o objetivo de ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica. A meta para 2014 é oferecer 8 milhões de vagas.
Os interessados podem buscar oportunidades de cursos no Portal do Pronatec.
Site do Enem sofre ataque de hackers, diz ministro
O ministro Aloizio Mercadante (Educação) afirmou ontem (28) que o site para inscrições no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2013 sofreu dois ataques de hackers, de impacto "pequeno e médio" no sistema.
Apesar da ação externa, o número de inscrições na edição deste ano foi recorde: ao todo, foram 7.834.024 candidatos. Os ataques, disse o ministro, não impactaram no processo de inscrição e não têm a ver com a falha momentânea que aconteceu ontem no sistema de inscrição.
Segunda, prazo final para inscrição no exame, candidatos relataram em redes sociais lentidão no processo de inscrição --segundo o ministro, o site teve picos de até 120 mil inscrições por hora.
Candidatos pagantes têm até hoje (29) para fazer o pagamento da taxa de inscrição, no valor de R$ 35. Estão isentos da quantia concluintes do ensino médio da rede pública de ensino e candidatos cuja família tem renda per capita de até 1,5 salário mínimo.
Em evento do Pronatec, o ministro destacou a demanda por educação no país, mas reconheceu que o ensino médio é o "problema mais grave" no país. De acordo com Mercadante, 3,5 milhões de jovens entre 15 e 17 anos estão no ensino fundamental.
As provas serão aplicadas nos dias 26 e 27 de outubro, a partir das 13h. Os portões, porém, serão abertos às 12h. O resultado no exame permite ao candidato a participação no Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que oferece vagas em instituições públicas de educação superior.
O MEC destaca também que uma boa avaliação no Enem é requisito para participação do estudante nos programas ProUni (Universidade para Todos) e Ciência sem Fronteiras e para receber o benefício do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).
Problema pontual
Na madrugada de segunda, a mensagem "inscrições encerradas" apareceu indevidamente no site do Enem 2013 durante as tentativas de acesso de vários estudantes. A mensagem incorreta permaneceu no ar por cerca de 15 minutos --nesse período, o processo de inscrição não foi interrompido, disse a pasta.
Isadora Faber vai lançar ONG para ajudar escolas
Quando chegou à Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre (RS), para participar de um debate sobre educação e tecnologia no último fim de semana, Isadora Faber não escondia o cansaço. Na sexta-feira (24) ela estava em São Paulo, onde palestrou em uma feira internacional sobre educação, e no sábado teve de acordar cedo para embarcar rumo à capital gaúcha. Mas a menina que aos 13 anos se tornou conhecida em todo o País ao criar uma página no Facebook para denunciar os problemas na escola onde estuda, em Florianópolis (SC), está sabendo aproveitar o sucesso que o Diário de Classe lhe rendeu.
Isadora Faber conversou com o Terra em um café da Casa de Cultura na companhia da mãe, Mel, que não desgruda da caçula em todos os eventos que a nova rotina da família demanda. As duas contaram sobre os planos para o futuro - como o livro que Isadora está escrevendo e deve ser lançado até o fim deste ano - e a ideia de transformar o sucesso do Diário de Classe na internet em algo "real", que represente uma mudança na vida de estudantes. "Vamos criar uma ONG, né mãe?", disse a menina. Tímida, ela prefere deixar para Mel a tarefa de explicar os desafios que vêm pela frente.
"Tudo o que a Isadora fez até agora foi de forma virtual. Agora está na hora de ampliar, de dar uma ajuda real a todos os estudantes que enviam mensagens contando os problemas das escolas onde estudam", disse a mãe ao afirmar que a filha recebe milhares de mensagens por mês com denúncias de problemas em instituições de ensino País afora. Ela contou que a ideia é conferir todos os casos, tirar fotos, fazer vídeos e publicar tudo na internet com o objetivo de captar recursos junto a empresas para resolver os problemas.
"Nós queremos deixar o leque bem aberto. Pode ser desde a reforma de um prédio, até a compra de computadores e a capacitação para os professores sobre como usar a tecnologia", afirmou Mel. O plano é que o Diário de Classe seja usado para divulgar esse trabalho. Um site da ONG também deve ser criado.
Mel disse que já providenciou toda a documentação para o registro e que a meta é lançar a ONG no próximo mês. Segundo ela, a família recebeu o apoio de diversos especialistas para a criação da instituição. "Vimos que era preciso fazer algo mais. Quando eu e a Isadora estávamos num evento de educação no Nordeste, um palestrante mostrou a foto de um menino que vive numa área alagada de Manaus e disse que o garoto conhecia o Diário de Classe e queria que a Isadora fizesse algo pela escola dele. Vi ali o tamanho que a página da Isadora ganhou e que isso precisava dar um resultado concreto", disse a mãe.
Represálias na escola diminuíram
Após ter sofrido ameaças de alunos da escola municipal onde estuda por manter as publicações no Diário de Classe e de reclamar de represálias dos professores no ano passado, Isadora disse que a situação melhorou este ano, mas que ainda está longe de ser tranquila. "Tem uma tentativa de me censurar, mas bem menos que no ano passado", afirmou a menina. Segundo ela, mesmo participando de diversos eventos fora de Santa Catarina, está sendo "tranquilo" acompanhar os conteúdos da oitava série.
A menina que afirma gostar de todas as matérias, mas ter uma preferência por química, não sabe ainda se vai para uma escola privada ou se continua na rede pública quando terminar o ano. O colégio municipal onde estuda oferece somente o ensino fundamental e é preciso procurar uma nova instituição para o ensino médio. Embora não saiba o seu destino para o ano que vem, ela está certa quanto ao futuro profissional: quer ser jornalista.
Questionada se não teria nenhuma paixão pelo magistério, a garota é enfática: "Não, nunca pensei". Por enquanto, ela já está treinando para a futura profissão nos seminários sobre educação que participa em todo o País. "A mensagem que eu quero deixar é que acreditem nos sonhos. Se acreditar, é possível mudar", disse a menina ao concluir sua participação no Conexões Globais, o debate de que participou em Porto Alegre.
Ela não se intimidou em sentar ao lado do secretário de Educação do Rio Grande do Sul, José Clóvis Azevedo, e de outros especialistas em educação. Respondeu a perguntas sobre a preparação dos professores para lidar com as tecnologias e sobre a importância dos diários de classes criados a partir do seu. A timidez que ela abandona quando está em frente ao computador também parece ficar de lado quando sobe ao palco.
Comissão do ensino médio debate psicologia educacional
A Comissão Especial de Reformulação do Ensino Médio realiza audiência pública às 14h30, no Plenário 15 da Câmara dos Deputados.
Foram convidadas a conselheira do Conselho Federal de Psicologia Tania Suely Brasileiro, a presidente da Associação Brasileira de Ensino de Psicologia (Abep), Ângela Fátima Soligo, e a presidente da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (Abrapee), Silvia Maria Cintra da Silva.
Criada em maio do ano passado, a comissão especial pretende apresentar uma proposta de alteração da legislação atual sobre o ensino médio até o final deste ano. Para isso, o grupo pretende ouvir todos os segmentos da educação em audiências públicas na Câmara, além de debater o assunto nos estados.
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