27/03/2026
Conheça Amália Augusta Barreto, professora e diretora escolar durante o Império, uma das figuras presentes nas tramas de resistência do Linha de Cor.
✊🏾 Nascida no Rio de Janeiro em 1862, era descendente direta de mulheres africanas escravizadas. Fundou o Colégio Santa Rosa e se tornou uma das poucas mulheres negras a dirigir uma escola no século 19. Seu legado atravessa gerações, influenciando profundamente a formação de seu filho, o escritor Lima Barreto.
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20/03/2026
Como a legislação buscou impedir pessoas negras de acessar a educação primária no século XIX?
👉🏾 A Lei nº 1, de 1837, e o Decreto nº 15, de 1839 proibiam a presença de pessoas escravizadas e africanas, mesmo livres ou libertas, nas escolas públicas do Rio de Janeiro.
Ao restringir o acesso à alfabetização, o Estado reforçava a exclusão racial e mantinha a educação como privilégio das elites. Diante disso, educadores negros criaram caminhos próprios, organizando escolas e redes de ensino para garantir o acesso ao conhecimento.
No Linha de Cor, relembramos essas histórias para entender como a educação foi um campo de disputa, onde leis tentaram excluir, mas comunidades negras seguiram ensinando, aprendendo e resistindo.
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13/03/2026
Como os códigos de posturas tentaram controlar práticas culturais e religiosas negras no final do século XIX?
👉🏾 Na década de 1880, câmaras municipais de Minas Gerais aprovaram normas que proibiam práticas como curas, manifestações espirituais e, especialmente, o batuque. As punições incluíam prisão e multas, em uma tentativa de disciplinar corpos negros e preservar a ordem escravista.
Mesmo diante dessas restrições, comunidades negras mantiveram suas tradições vivas. O batuque continuou existindo como espaço de afirmação cultural e resistência coletiva.
No Linha de Cor conhecemos essas histórias para entender como leis foram usadas para criminalizar expressões culturais negras e como essas disputas ainda ecoam no presente.
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28/02/2026
Conheça Iyá Nassô, liderança religiosa fundamental na história do candomblé no Brasil, personagem presente no site do Linha de Cor.
✊🏾 Sacerdotisa de Xangô e fundadora do mais antigo terreiro de candomblé em atividade no país, sua trajetória mostra a força da fé como prática de sobrevivência.
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26/02/2026
Conheça Tia Ciata, ialorixá e matriarca do samba, personagem presente nas tramas de resistência no site do Linha de Cor.
✊🏾 Uma das figuras centrais na consolidação do samba como expressão da cultura negra no Brasil.
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20/02/2026
Como o processo de higienização urbana afetou o trabalho das lavadeiras no século XIX?
👉🏾 A partir de 1891, posturas municipais passaram a proibir a lavagem de roupas em casas sem quintal, telhados ou pátios internos. Sem oferecer alternativas públicas, o Estado impôs multas de 10 mil a 20 mil réis e restringiu a autonomia de mulheres negras que sustentavam suas famílias com esse trabalho.
Mesmo diante das proibições, as lavadeiras seguiram ocupando ruas e margens de rios, afirmando na prática seu direito à cidade e à sobrevivência.
No Linha de Cor conhecemos essas histórias para entender como normas urbanas foram usadas para controlar corpos e trabalhos negros, e como essas disputas ainda atravessam o presente.
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23/12/2025
RETROSPECTIVA LINHA DE COR 2025 ✨
Ao longo de 2025, o Linha de Cor expandiu suas frentes de atuação e fortaleceu a circulação de narrativas que conectam direito, história e resistência negra.
🌐 O lançamento da plataforma digital foi um marco desse percurso, reunindo leis, planos de aula, personagens e tramas históricas em uma linha do tempo crítica e acessível. A partir dela, ampliamos o diálogo com o público por meio de parcerias com influenciadores de diferentes áreas, levando essas histórias a novos formatos e territórios.
Também ocupamos espaços institucionais com a exposição Constituinte do Brasil Possível, inaugurada em sua segunda edição no Conselho Nacional de Justiça, em Brasília.
O impacto se refletiu nos números: mais de 1 ,3 milhão de visualizações e quase 400 mil pessoas alcançadas em nossas plataformas. 📊
Agradecemos a todas as pessoas que caminharam com o projeto em 2025. Que 2026 seja de ainda mais encontros e construção coletiva!
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09/12/2025
Como o Brasil continuou traficando milhares de africanos mesmo após a Lei de 1831?
👉🏼 Apesar da Lei Feijó, que declarava livres todos os africanos desembarcados no país, o tráfico ilegal seguiu ativo por mais de uma década, auxiliado por algumas autoridades imperiais.
Em 1837, o ministro da Justiça Francisco Gê Acaiaba de Montezuma enfrentou esse esquema e apreendeu mais de 30 navios suspeitos em apenas quatro meses.
No Linha de Cor conhecemos essas histórias para entender como as leis foram usadas para sustentar injustiças que ainda atravessam a vida da população negra no Brasil.
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05/12/2025
Conheça Amanda Paranaguá, educadora e dama de companhia da Família Imperial, uma das figuras presentes nas tramas de resistência no site do Linha de Cor.
✊🏾 Uma das vozes femininas mais influentes das causas abolicionistas e da educação no século 19.
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25/11/2025
No dia 18 novembro de 2015 mais de 100 mil mulheres negras das cinco regiões do Brasil marcharam contra o racismo, a violência e pelo Bem Viver, em Brasília (DF). Quilombolas, ribeirinhas, mulheres do campo e da cidade, de todas as gerações e territórios, juntas por um Brasil onde suas vidas importam.
Hoje, 10 anos depois, Brasília será tomada pela força das vozes, memórias e demandas por justiça das milhares de mulheres negras de todas as partes do Brasil!
Leia na íntegra o documento analítico e a declaração das mulheres negras que foi entregue à Presidência da República e a sociedade brasileira em 2015: https://amnb.org.br/carta-da-marcha-das-mulheres-negras-2015/
Reparação agora. Bem Viver sempre!
Carta da Marcha das Mulheres Negras 2015 - AMNB
No dia 18 novembro de 2015 mais de 50 mil mulheres negras das cinco regiões do Brasil marcharam contra o racismo, a violência e pelo bem viver, em Brasília
20/11/2025
Conheça André Rebouças, engenheiro, pensador político e uma das figuras mais influentes do abolicionismo no Brasil.
🌟 Defensor da educação, da modernização e da liberdade, ele usou seu conhecimento para enfrentar a escravidão, fundou sociedades abolicionistas, formou jovens e propôs a democratização da terra como base de um país justo.
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