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Photos 11/07/2013

Consumo de gás natural tem novo recorde histórico
Fonte AE - Agencia Estado | 26/06/2013 | 16h46

SÃO PAULO - O consumo de gás natural no Brasil registrou novo recorde histórico em maio, ao totalizar 73,263 milhões de metros cúbicos diários (m³/d) do insumo em média. O montante representa uma expansão de 25,85% em relação a maio de 2012 e
de 7,60% na comparação com abril deste ano, segundo dados divulgados nesta quartafeira pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Natural (Abegás).

O resultado de maio foi puxado pelo consumo recorde do segmento termelétrico, que utilizou 30,7 milhões de m³/d em média. O resultado representou uma expansão de 99% em relação a maio de 2012. Na comparação com abril deste ano, o consumo de gás para geração elétrica teve alta de 15,2%. Nessa base comparativa mensal, o maior destaque ficou por conta do consumo residencial, com alta de 23,9%. O consumo de gás pelo segmento residencial alcançou 1,1 milhão de m³/d. Na comparação com maio
do ano passado, o consumo residencial cresceu 24,7%.

Outro destaque positivo ficou por conta do segmento comercial, com consumo de 800,7 mil m³/d em maio. O volume representa uma expansão de 14,7% em relação a maio do ano passado e de 11,4% na comparação com abril deste ano. O consumo industrial e automotivo, por outro lado, apresentou retração em ambas as comparações.

O segmento industrial demandou em média 28,5 milhões de m³/d em maio, queda de 0,9% em relação a maio do ano passado e de 0,4% ante abril deste ano. No caso do segmento automotivo, o consumo totalizou 5,1 milhões de m³/d, queda de 0,1% em relação a abril deste ano e de 3,23% ante maio de 2012. Na análise por regiões, o Sudeste segue como maior consumidora do energético com um volume médio de 50 milhões de metros cúbicos diários, seguido pela Região Nordeste, com 11,4 milhões de m³/d, e pela Região Sul, com 6,8 milhões m³/d.

Photos 25/06/2013

Exploração de gás não convencional poderá reduzir preço do produto no Brasil
Fonte Agência Brasil | 03/06/2013 | 13h13

Brasília – A exploração do gás retirado diretamente da rocha geradora, chamado de shale gas, ainda não começou a ser feita no Brasil, mas será importante para ajudar a reduzir o preço do produto nos próximos anos. Conhecido nos Estados Unidos como gás de xisto – por ser retirado a partir dessa rocha – no Brasil, oshale gas será extraído de outra rocha, o folhelho betuminoso.
Segundo o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Marco Antonio Almeida, o Brasil não tem excedente de oferta de gás natural até 2022 e, se quiser baixar o preço, deverá haver um choque de oferta. “Se conseguir aumentar substancialmente a oferta, isso terá certamente impacto no preço. Esse é um dos motivos que está nos levando a concentrar a 12ª rodada de licitações na oferta de gás, com foco nas áreas com gás não convencional”, disse hoje (3) Almeida a jornalistas. No entanto, não se deve esperar por quedas de preço significativas no país, em curto e médio prazos.

As empresas que vencerem a 12ª rodada de exploração de petróleo, prevista para outubro, deverão cumprir exigências de pesquisas em shale gas, com o objetivo de disponibilizar as informações para que o governo possa mapear o potencial do Brasil nesse tipo de reservatório. A Agência Natural de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estima que o país tenha 14,6 trilhões de metros cúbicos de reserva de shale gas.

Almeida reconhece que existem riscos ambientais na exploração de shale gas, principalmente pelo risco de rompimento da rocha, com vazamento de óleo ou gás para aquíferos próximos, mas ele ressalta que existem empresas especializadas que fazem esse trabalho com segurança. “Não são coisas triviais, têm que ser feitas por profissionais capacitados mas já existe conhecimento para fazer [a exploração] com riscos muito pequenos”, ressaltou.
O governo também quer que, no caso da exploração de shale gas – que prevê grandes fraturamentos de rochas, o licenciamento ambiental seja feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Atualmente, os licenciamentos em terra são feitos pelos estados. Ele também garantiu que o processo de licenciamento vai prever formas de mitigar os impactos que a exploração poderá trazer para a população.

(Por Sabrina Craide)

Photos 25/06/2013

Halliburton planeja dobrar de tamanho no Brasil e passar filial mexicana
Fonte: O Estado de S. Paulo | 15 de junho de 2013 | 2h 12

A Halliburton, uma das principais multinacionais de serviços especializados para exploração de petróleo, quer chegar à liderança no mercado de apoio à indústria de petróleo e gás no País na virada de 2014 para 2015. A empresa planeja manter o ritmo de crescimento acima de 100%, como o registrado nos três últimos anos, o que inclui a instalação de um centro de tecnologia, inaugurado nesta semana no Rio. Com isso, a operação brasileira se tornaria a maior da América Latina para a empresa, superando o México.

"O Brasil é muito importante. Talvez seja o maior mercado de águas profundas do mundo. E tecnologia é chave nisso", disse o presidente de estratégia e desenvolvimento corporativo da multinacional americana, Tim Probert, em entrevista exclusiva ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

O centro de tecnologia inaugurado hoje é o 15º da Halliburton no mundo, incluindo unidades nos Estados Unidos. "De vez em quando, gosto de pensar numa mudança no centro de gravidade para o Brasil, quando pensamos no investimento em pesquisa e desenvolvimento em águas profundas", disse o vice-presidente executivo e chefe de operações da Halliburton, Jeffrey Miller. "Elementos-chave para isso estão aqui: unidades de pesquisa, cientistas brilhantes e um mercado de exploração em águas profundas."

A previsão da Halliburton é dobrar sua operação de tamanho no Brasil este ano, em relação a 2010, tanto em receita quanto em investimentos, mas os executivos não revelam cifras. No primeiro trimestre, o balanço mundial da companhia registrou prejuízo de US$ 18 milhões e vendas de US$ 6,97 bilhões.

Atualmente, a Halliburton tem 2,7 mil funcionários no Brasil, segundo Probert. São sete bases de apoio País afora, em cidades como Manaus (AM) e Mossoró (RN). Em Macaé, principal base de apoio da Bacia de Campos, no litoral norte do Rio, a companhia constrói duas bases de grande porte, uma de 100 mil metros quadrados e a outra de 120 mil metros quadrados. "Uma delas estará pronta no primeiro trimestre de 2014. A outra começará a ser construída e deverá estar pronta na segunda metade de 2015", disse Harold Mesa, vice-presidente da Halliburton Brasil.

Apesar da capacidade das bases, a Halliburton mantém conversas para uma eventual planta no Porto do Açu, em construção pelo Grupo EBX, de Eike Batista. "Podemos ter uma linha de serviços lá, mas estamos avaliando", disse, sem entrar em detalhes.

Nos Estados Unidos, a Halliburton tornou-se a maior prestadora de serviços de fraturamento hidráulico, a técnica de extração de gás natural de reservas naturais que poderá revolucionar o setor global de energia. Apesar disso, os executivos da companhia não veem nessa mudança um desestímulo a investimentos fora dos EUA ou na exploração em águas profundas.

Segundo Miller, a companhia divide seus negócios em três áreas - gás não convencional, exploração em águas profundas e ativos maduros - e todos estão em crescimento. Os executivos lembraram que o Brasil tem oportunidades nas três áreas, incluindo potencial de gás não convencional, ainda que não desenvolvido. "Já temos alguns clientes trabalhando na Bacia do São Francisco. O potencial em gás não convencional é muito alto", disse Mesa.

Ambiente. Na qualidade de prestadores de serviços, os executivos se negaram a avaliar o ambiente regulatório do setor no País. Tampouco revelaram insegurança com a atuação do governo em relação a casos como o vazamento de petróleo da Chevron, na Bacia de Campos, em 2011.

A Halliburton não esteve envolvida em acidentes graves no Brasil, mas era uma das prestadoras de serviços do poço da BP afetado pela explosão da plataforma Deepwater Horizon no Golfo do México, ocasionando um dos maiores vazamentos de petróleo da história. No balanço do primeiro trimestre, o prejuízo foi marcado principalmente por causa de um custo de US$ 637 milhões, reservado para bancar disputas judiciais do caso. "A indústria trabalha duro para garantir que tudo o que fazemos tenha um alto grau de integridade", declarou Probert.

(Por Vinicius Nader)

Photos 25/06/2013

Lançada Frente Parlamentar em Apoio à Exploração do Gás Natural
Fonte: Canal Rio Claro | 17/06/2013

Reunidos no auditório Franco Montoro nesta terça-feira, 11/6, parlamentares e representantes de todos os elos da cadeia produtiva da produção, distribuição e consumo do gás natural participaram do lançamento da Frente Parlamentar em Apoio à Exploração do Gás Natural no Estado de São Paulo.

Coordenada pelo deputado Orlando Morando (PSDB), a frente abriu espaço para que representantes dos diversos setores e do governo estadual pudessem expressar como veem o setor e suas perspectivas para o futuro. Os deputados Aldo Demarchi (DEM), Ulysses Tassinari (PV) e Antonio Mentor (PT) também estiveram presentes ao evento.

O deputado Samuel Moreira, presidente do Legislativo paulista, destacou a importância do setor para a economia e sua necessária expansão. Morando chamou a atenção para um ponto que foi consenso entre os participantes do evento: o gás natural é o combustível que pode fazer a transição entre os combustíveis fósseis e outras formas renováveis de energia.

José Anibal, deputado federal pelo PSDB/SP, e secretário de Energia licenciado, parabenizou o deputado Morando pela iniciativa e a todos os parlamentares que participam e apoiam a frente. Afirmou que ela terá um grande trabalho para vencer os desafios para a expansão do uso do gás natural e que é necessário incentivar a produção de energia a partir de fontes renováveis, como os subprodutos da cana-de-açúcar, o bagaço e a vinhaça. Anibal destacou que São Paulo poderá ter em 2020, 69% da geração de sua energia através de fontes renováveis.

O também deputado federal por São Paulo, Arnaldo Jardim (PPS) elogiou a criação da frente e associou-se à manifestação dos demais participantes na busca de mecanismos que possam ajudar na expansão do uso do gás no Estado. Jardim colocou a frente parlamentar de Brasília à disposição para realizar um trabalho conjunto com os parlamentares do Legislativo estadual paulista.

Desoneração

Os vários representantes das concessionárias que operam no Estado foram unânimes em afirmar ser necessário buscar a redução da carga tributária para que possa ser reduzido o impacto no custo da produção e possa haver expansão do consumo não só residencial como industrial.

Outro ponto que foi abordado é a necessidade de o Estado de São Paulo ficar com parte da receita oriunda da alíquota de 12% do ICMS que incide sobre o gás que é importado da Bolívia e é recolhido na totalidade pelo Estado do Mato Grosso do Sul.

A expansão do uso do GNV pelos veículos foi outra frente de ação que deveria ser, na opinião dos representantes das distribuidoras, prioridade da frente. Foram sugeridos o desconto no IPVA dos carros que utilizam o gás como combustível e o uso destes veículos na frota do governo estadual.

O secretário de Meio Ambiente, Bruno Covas, ao encerrar o evento destacou a importância da frente e afirmou ter certeza de que ela irá colaborar com a conciliação entre o desenvolvimento necessário e a preservação ambiental.

Participaram o secretário em exercício de Energia, Ricardo Aquiles; representantes da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp), Theo de Souza e Demistocles de Souza; o presidente da Comgás, Luis Henrique Guimarães; o presidente da Cosan, Marcos Lutz; o presidente da Abegás, Augusto Salomon; o diretor geral da Gás Natural Fenosa, Armando Laudário; e Walter Fernando Piazza Júnior, diretor presidente da Gás Brasiliano.

(Por Redação Canal Rio Claro)

Photos 20/06/2013

Edital da 12a rodada vai exigir busca por gás não-convencional
Fonte: Reuters | 03/06/2013

BRASÍLIA, 3 Jun (Reuters) - O edital da 12ª rodada de petróleo exigirá que a empresa vencedora perfure até a rocha geradora em alguns blocos para mapear o potencial de gás não-convencional no Brasil, disse o secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Martins Almeida, em seminário para jornalistas nesta segunda-feira.

O leilão, que deverá ocorrer em novembro, será focado na exploração de gás, tanto do convencional quanto do não-convencional.

"Mesmo se a empresa achar no convencional, ela vai ter de mapear a rocha geradora", disse o secretário.

O objetivo do governo é aumentar o conhecimento dos potenciais em rochas geradoras, que são jazidas mais profundas, onde o petróleo e o gás são formados na Terra.

O gás e o óleo normalmente explorados localizam-se em reservatórios acima da rocha geradora, são em geral mais acessíveis e de exploração menos complexa.

Durante a apresentação, Almeida disse que o potencial preliminar de gás não-convencional no Brasil é de cerca de 14,6 trilhões de metros cúbicos. Essa estimativa inclui dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do governo norte-americano.

"Se quiser baixar o preço do gás no Brasil é preciso dar um choque na oferta de gás. Esse é um dos motivos para concentrar a 12a Rodada, com foco inclusive no gás não-convencional", disse.

Para ele, porém, o efeito do aumento da oferta no preço só deverá começar a ser sentido em cerca de cinco anos e, de qualquer modo, pelo menos no curto e médio prazos o gás não-convencional brasileiro não deverá ser tão barato quanto o dos Estados Unidos.
Segundo o secretário, o edital da 12a rodada também exigirá "níveis importantes de conteúdo local" para os bens e serviços usados na produção do gás não-convencional. Ele, entretanto, não informou quais serão os percentuais de nacionalização exigidos.

(Por Leonardo Goy)

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