11/08/2026
Esse ano viajei pela Espanha e por Portugal com três amigas que conheço desde os 4, 5 anos. Aos 13, 14, já éramos muito amigas. Depois vieram faculdade, profissões, casamentos, filhos, mudanças, diferentes caminhos — e, quase 40 anos depois, lá estávamos nós quatro viajando juntas (ainda faltaram algumas!).
O Harvard Study of Adult Development, um dos estudos mais longos já realizados sobre a vida adulta, acompanha pessoas há mais de 80 anos e traz uma conclusão poderosa: bons relacionamentos estão entre os fatores mais importantes para uma vida feliz e saudável (inclusive usei uma foto nossa para abrir esse tema na aula sobre “Meaning of Life” que dou na Link School of Business )
Um fato dessa história é que eu tive a sorte enorme de encontrar algumas das minhas grandes amigas muito cedo, mas uma coisa importante é: Não precisa ser assim. Amizade não tem idade certa para acontecer. Não existe idade certa para encontrar um grande amigo.
Podemos encontrar amigos na infância, na faculdade, no trabalho, por causa dos filhos ou aos 40, 50, 60 anos. E podemos também reencontrar pessoas que a correria da vida acabou afastando.
Também há fases em que as amizades ficam um pouco de lado. O trabalho exige demais, os filhos precisam da gente, a família ocupa quase todo o espaço disponível. E, sem perceber, vamos deixando de telefonar, de marcar, de estar perto. Mas amizade também pode ser retomada. Podemos procurar alguém de quem nos afastamos. Podemos cuidar melhor de quem já está por perto. E podemos continuar abrindo espaço para gente nova entrar.
Aos 50, uma das coisas que tenho pensado é que talvez cuidar da nossa vida não seja apenas cuidar da saúde, do trabalho, da família ou dos planos para o futuro.
É também estar presente na vida das pessoas com quem dividimos o caminho.