INSTITUTO ECOAR PARA A CIDADANIA

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ONG

Tramando Junt@s | Tramando Juntas 08/10/2020

O Programa "Tramando Junt@s", através de suas beneficiárias, costureiras bolivianas inseridas no cenário de vulnerabilidade (visite o site www.tramandojuntas.org.br) está disponibilizando 5.000 aventais descartáveis hospitalares de Aquadim 65, produzidos por elas, a um custo de $7,00 cada + frete. Ajude o programa adquirindo este EPI tão necessário neste período de pandemia.
DIVULGUEM!

Contato: [email protected]

Tramando Junt@s | Tramando Juntas Com o advento da epidemia do Covid-19, face ao isolamento social e à interrupção temporária da produção e vendas de uniformes, o Programa Tramando Junt@s cientes das dificuldades financeiras que o Coletivo Sartasiñani enfrentaria sem poder produzir, encontrou na necessidade do mercado uma opo...

26/08/2020

New Green Deal europeu é exemplo para o Brasil
Jornal O GLOBO – 24/08/2020

Pós-Covid abre oportunidade para manufatura nacional recuperar o protagonismo

Miriam Duailibi e Paulo Feldmann
24/08/2020 - 01:00

Nos últimos 30 anos, o Brasil perdeu sua capacidade industrial de forma dramática. Em 1990 estávamos entre os sete maiores produtores industriais do mundo, e a manufatura representava 34% do PIB. Hoje, já não estamos nem entre os 15 países mais importantes, e a manufatura é apenas 9% do PIB. Não vamos aqui discutir as razões dessa perda de espaço, mas queremos mostrar que, com o pós-Covid, uma janela de oportunidades se abre para a manufatura brasileira voltar a ser protagonista mundial. Para isso, é importante conhecer o que a Europa está fazendo.
O “Green Deal” é o pacto ecológico coordenado pela Comissão Europeia que tem como objetivo ser o fio verde para todas as futuras iniciativas na Europa e propõe uma política industrial para que o continente se torne neutro em carbono até 2050.
No caso do nosso país, deveríamos pensar em algo semelhante, mas que contemplasse, além dos aspectos ecológicos, os aspectos sanitários que nos deixassem preparados para a eventualidade de novas epidemias, que provavelmente vão acontecer. Segundo estudos científicos, o mundo estará ainda por muito tempo em estado de alta vulnerabilidade à incidência de outras pandemias, dadas as condições de grandes aglomerações humanas e de um modelo civilizatório predador, que vem impactando gravemente o equilíbrio ecológico do planeta.
Não podemos esquecer que a letalidade e o alto número de infectados pela Covid-19 entre os profissionais de saúde devem-se, em grande parte, à falta de acesso a equipamentos de proteção individual, os EPIs. A dificuldade em produzir tais insumos escancarou a deficiência da nossa indústria e mostrou os perigos que existem na dependência externa de produtos industriais. Nem máscaras estávamos produzindo. Foi muito difícil importar respiradores, item no qual já fomos líderes na fabricação, sem falar nos reagentes para possibilitar os te**es que tanto faltaram em nosso país.
O fato é que não podemos ser pegos desprevenidos mais uma vez e, por isso, aqui trazemos para o debate uma proposta de uma nova e robusta política industrial para o Brasil que contemple a autossuficiência em produtos essenciais para o bem-estar, saúde e segurança da população — mas que também seja geradora de emprego e trabalho e embasada em parâmetros ecologicamente sustentáveis.
Nessa nova política industrial deve ficar estabelecido o conceito de que há setores estratégicos, que são aqueles onde o país não pode de maneira alguma depender de importações — como aconteceu agora, quando a saúde da população foi prejudicada. Estes setores devem merecer estímulos e subsídios para que estejam aptos e em boas condições nos momentos em que forem chamados à ação, mas também requer atenção especial tudo o que diz respeito à saúde do brasileiro, como o SUS, o saneamento básico e a água potável, que precisam ser vistos como bem comuns de toda população. Com uma nova política industrial, as empresas brasileiras passariam a investir mais em Pesquisa & Desenvolvimento, pois cresceria a confiança nos propósitos governamentais.
A pesquisa no Brasil deve contemplar áreas onde temos possibilidade de nos destacar em nível mundial. Especialistas consideram que, em menos de 30 anos, as grandes transformações virão das chamadas ciências da vida, como a genética, a medicina, a farmacêutica e, principalmente, a biotecnologia. A matéria-prima fundamental da biotecnologia são a biodiversidade e o conhecimento sobre os princípios ativos embutidos na flora e na fauna. O Brasil é justamente o maior país megabiodiverso do mundo, e biomas como a Amazônia e o Cerrado constituem-se em celeiros de insumos para centenas de milhares de produtos alimentícios, fármacos, cosméticos, médicos e têxteis, entre tantos outros.
Apesar de o Brasil ser um dos países mais propícios ao desenvolvimento de fontes limpas de energia, não dispomos ainda de produção suficiente de energia solar e eólica. A nova política industrial deve prover incentivos para a expansão dessas matrizes, garantindo uma segurança energética de baixo carbono. Ao mesmo tempo, deve estimular a indústria de transporte de cargas sobre trilhos, incentivar a produção de carros elétricos, livrando o país da dependência dos combustíveis fósseis, cumprindo assim as metas assumidas no Acordo de Paris.
Não se pode esquecer que necessitamos ter políticas claras e estímulos fortes para a indústria da reciclagem. Adotar conceitos de economia circular, com reaproveitamento total dos recursos naturais e desperdício zero. É preciso acenar ao mundo que o Brasil está em sintonia com os princípios da sustentabilidade que cada vez mais se colocam como imperativos para o comércio entre nações.
Dessa forma, após a crise da Covid-19 poderemos dar um salto, dado possuirmos fontes limpas de energia abundantes e matérias-primas básicas para diversos setores essenciais deste século. No passado deixamos de embarcar em diversas ondas tecnológicas, mas nenhuma nos foi tão favorável quanto esta. É urgente que tenhamos uma política industrial onde se defina de que forma queremos usar esta imensa riqueza que possuímos e como seremos protagonistas da Revolução Verde e da Biotecnologia, e não um mero exportador de matérias-primas como temos sido desde as revoluções anteriores.
Estamos diante de uma mudança estrutural da economia mundial desencadeada pela crise do coronavírus. Há uma brecha que pode ser aproveitada pelos países que forem mais rápidos no planejamento e na execução de uma nova política industrial para si próprios. Mas, sem uma firme atuação governamental e o protagonismo do setor industrial, corremos o risco de ficar onde estamos.
Miriam Duailibi é presidente do Instituto Ecoar, e Paulo Feldmann é professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo

16/07/2020

A presidente do Ecoar irá abordar a economia solidária, circular e de baixo carbono como grande geradora de trabalho e renda.

03/06/2020

Instituto Ecoar para Cidadania

História inspiradora na pandemia

Por Miriam Duailibi

Que significado tem uma pandemia no cotidiano de mulheres trabalhadoras, muitas delas arrimo de família?

Para além do medo da contaminação, significa lidar com a impossibilidade da escola ou da creche onde deixar os filhos, se preocupar com a comida extra para suprir a alimentação que antes era feita no ambiente escolar e, ainda e sobretudo, enfrentar a queda brusca de renda, dada a escassez de demanda pelo trabalho que sempre exerceram.

As costureiras imigrantes do Coletivo Sartasiñani não seriam exceção a esta triste realidade. Enfrentariam a mesma situação de desalento não fosse o programa Tramando Junt@s que, ao perceber o cenário devastador que se aproximava, precisou responder a seguinte pergunta: Seria possível e justo deixar as mulheres entregues à própria sorte até que os cursos pudessem ser retomados e a confecção de uniformes se viabilizasse? E quando e como seria a volta à normalidade? O senso de pertencimento ao grupo continuaria o mesmo? Elas permaneceriam no projeto ou perante as dificuldades iriam buscar sobreviver em outros locais ou exercer outros trabalhos? Todo esforço empreendido pelo Projeto, todos os recursos investidos pela Fundação Laudes, teria sido tudo em vão? Esta batalha seria perdida para um vírus?

Tantas perguntas, noites mal dormidas e eis que se encontra no próprio problema a solução: flexibilizar o Plano de Ação do projeto, porém sem perder a essência e os preceitos do Tramando Junt@s e passar a produzir máscaras e aventais hospitalares como alternativa de geração de renda e manutenção do grupo produzindo unido, porém cada uma em sua casa respeitando as normas sanitárias.

Contando com a colaboração de profissional da área, aprendemos rapidamente todo o possível sobre tecidos, TNT, modelos, normas técnicas. Muita pesquisa e a colaboração de amigos da área têxtil nos ajudou a encontrar, em plena pandemia, os insumos adequados apesar da escassez dos produtos no mercado.

Contando com a concordância, acolhimento e suporte da Laudes Foundation, sem a qual nada seria possível e com o entusiasmo e vontade das nossas mulheres, fomos em busca de clientes por meio de nossa rede de relacionamento. Mais do que clientes, conseguimos parceiros que respeitaram nosso tempo e nossa política de não exploração de mão-de-obra, pagando um preço justo pelos produtos.

Mas a ousadia e engenhosidade do Tramando Junt@s não teria sido bem sucedida não fosse a garra e comprometimento do Coletivo Sartasiñani. As 16 mulheres agarraram a oportunidade com enorme vigor, aprenderam a aprender de forma remota, a participar de reuniões por meio de ferramentas eletrônicas superando suas dificuldades com o idioma e com a escrita.

Deram início à produção, trabalhando em suas casas higienizadas conforme as normas técnicas, superaram muitos obstáculos e, aos poucos, foram progredindo na costura, tornando-se mais seguras e produtivas. Passaram a agregar outras pessoas da comunidade ao trabalho. Novas costureiras para expandir a produção e atender os pedidos dos clientes sem atraso, jovens rapazes para embalar os milhares de aventais e máscaras mais rapidamente, outros para buscar os tecidos e fazê-los chegar às casas das costureiras e, de repente, não mais que de repente como dizia o poeta, elas eram parte de uma verdadeira linha de produção. Em grande parte construída por elas mesmas, apesar da orientação e suporte constante da equipe de gestão e supervisão do TJ.

A pandemia está sendo uma experiência interessantíssima para elas e para todos nós. Apesar de todas as dificuldades que um projeto concebido e gerido remotamente pode trazer, o comprometimento dos gestores e financiadores e a vontade férrea de não desistir, de não se render ao vírus, à situação econômica, à recessão, de não abrir mão deste projeto que vem mudando a história de muitas perdas que se repete de geração a geração na vida destas famílias, as faz vencedoras.

E hoje, faz gosto ver como se sentem orgulhosas a cada vez que o caminhão da transportadora contratada é carregado com a produção do coletivo, embalada propriamente, etiquetada, com selo de identificação da costureira. Definitivamente deixaram de ser parte de uma engrenagem viciosa de produção de confecção para a feira da madrugada, abandonaram para sempre a baixa autoestima que as fazia aceitar qualquer acordo por medo da fome e da violência, sentiram que são capazes de enfrentar desafios e vence-los.

Quando nos recordamos que apenas um mês antes da pandemia, essas mesmas mulheres nos diziam durante uma oficina que temiam não ser capazes de participar do Tramando Juntas, que tinham tanto medo de não conseguir...nos regozijamos por ter contribuído para que, postas à prova, desafiadas por um vírus, fossem em frente e vencessem.

27/11/2019

No dia 13 de novembro próximo passado, a convite da Tenente Beneton, a presidente do ECOAR, Miriam Duailibi, proferiu palestra no Comando Geral da Aeronáutica em São Paulo, sobre Resíduos, sua origem, separação, gestão e destino final.

Reconhecendo a excelência e o pioneirismo da iniciativa da Ten. Claudia Beneton, o ECOAR se sente muito honrado em participar deste trabalho que, esperamos, sirva de modelo e inspiração para outros quartéis das Forças Aéreas Brasileiras.

Cada vez mais as instituições devem aderir ao esforço de toda sociedade para reduzir a geração de resíduos e dar-lhes a correta destinação.

Parabéns a Ten. Beneton e sua equipe!

Miriam Duailibi
Presidente
Instituto Ecoar para Cidadania

riotinto_30_181114_sustainability_2.mp4 30/11/2018

Instituto Ecoar colabora com o programa de sustentabilidade da Rio Tinto.

A presidente do Ecoar, Miriam Duailibi, a convite da Rio Tinto, vem trabalhando presencialmente com a equipe do escritório de São Paulo e remotamente com a equipe de São Luís, questões relevantes para a sustentabilidade, tais como, mudanças climáticas, transporte, recursos hídricos, resíduos, a partir do histórico do modelo civilizatório pós revolução industrial e contemplando a premência da evolução para um novo paradigma de desenvolvimento, onde os negócios e o modo de ser e estar no mundo, não interfiram com o equilíbrio do Planeta. Mudanças de hábitos e práticas estão no foco deste trabalho.
Acesso o vídeo em

riotinto_30_181114_sustainability_2.mp4

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