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Anna Juni | Enk te Winkel | Gustavo Delonero

Photos from vāo's post 05/05/2026

Projeto
Parque Municipal do Rio Bixiga

As inquietações sobre como entrelaçar projeto, lugar e memória começaram a apontar pensamentos vinculados a um tempo não linear, ou seja, não ancorados nos ideais de sucessividade e substituição. Era preciso incorporar as dinâmicas existentes no Bixiga, outrora Quilombo do Saracura, bairro dos terreiros de candomblé, do samba, da capoeira, do jongo; dos corpos-repertórios cantantes, dançantes e ritualísticos que ali resistem.

Sendo assim convocamos o que a pensadora Leda Maria Martins denomina de tempo espiralar, um tempo que molda o futuro presentificando o passado. Essa perspectiva compreende o passado de uma maneira viva, um passado em movimento, transformado a cada giro da espiral, e, por isso, um passado que nunca retorna como o mesmo.

O desejo de grafar o tempo espiralado em uma coreografia espacial originou o primeiro gesto do projeto: a escavação de um círculo rebaixado no chão do parque. Acessado por rampas que costuram um movimento fluido e contínuo entre o dentro e o fora, o espaço-solário acolhe os corpos em um microclima protegido, onde o afloramento do Rio Bixiga se movimenta entre topografias construídas e jardins filtrantes. O círculo vem a ser também uma infraestrutura hídrica capaz de armazenar um volume de até 11.500m³ de água, contribuindo para a redução dos alagamentos no entorno.

O traçado proposta para rio meandra entre o retrospectivo (pela citação da sinuosidade original) e o prospectivo, sem intencionar a reversibilidade da situação original, afinal, como nos ensina Leda, repetir um gesto não é copiar, é reativar e atualizar o passado.

arquitetura
vao • .arq •
equipe
juni • • • • • andré felipe lemos • camila mazzini giacomini • .wiss23 • **kingnameforthisaccount • • .o • • .quio

engenharia agrônoma

equipe
rodrigo carneiro bordigoni • paulo matéria

hidrologia e hidráulica
alessandro hirata lucas

Photos from vāo's post 16/04/2026

Nosso projeto para a .galeria , no Rio de Janeiro, partiu de uma lógica nada usual em readequações espaciais: transformar uma construção existente por meio da adição e da sobreposição de novas camadas, evitando ao máximo as supressões e as demolições. Dessa forma pudemos alcançar as duas premissas que nos foram colocadas; 1) a de realizar a obra dentro do prazo de três meses e 2) a de garantir a possibilidade de reversão total do espaço à sua configuração original.

As camadas adicionadas, executadas em placas de madeira masseadas e pintadas de branco, geraram planos e volumes que modificaram profundamente as espacialidades existentes. No pátio de pé-direito quádruplo, por exemplo, os vidros dos guarda-corpos e paredes foram envelopados pelas placas concebendo uma atmosfera mais contínua, limpa e abstrata.

Exteriormente, as placas adicionadas criaram um novo plano vertical na antiga fachada então composta por uma única grande reentrância que constituía uma varanda associada a grandes planos de vidros. No entanto, o alto nível de incidência solar fazia com que a varanda fosse pouquíssimo utilizada e as persianas estivessem sempre fechadas. Englobada para dentro do espaço, a varanda transformou-se em uma sala de reuniões com pé-direito duplo e uma janela horizontal na altura das copas das árvores. Essa janela e as duas outras novas aberturas da fachada foram precisamente desenhadas para enquadrar vistas e trazer a luz de forma controlada.

A intervenção mais radical do ponto de vista construtivo foi realizada no térreo, antes inteiramente fechado para a rua. A substituição das paredes cegas por uma caixilharia propõe um diálogo franco e aberto com a rua que revela vistas internas das exposições e convida as pessoas a adentram na galeria.

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Fotos

Photos from vāo's post 07/11/2025

Nossa expografia para ‘Corpos explícitos, corpos ocultos’, em cartaz na até abril de 2026, teve dois pontos de partida: a imagem de um sistema digestivo e o próprio edifício. O desenho recortado da primeira parede expográfica se originou no espelhamento da geometria do telhado existente. Nessa parede encontra-se a entrada para o percurso que, após a passagem por um pé-direito mais baixo, desemboca em uma sequência de paredes transversais, responsáveis por criar uma circulação em zig-zag. A geometria triangular dessas paredes transversais segue a angulação estabelecida pela primeira parede expográfica, e as cores nelas aplicadas, escolhidas junto ao estúdio campo, remetem às cores dos órgãos internos.
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Curadoria:
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Realização:
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Arquitetura: vão | .juni / equipe: .vizeu .wiss23
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Identidade visual:
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Construção:
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Iluminação:
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Artistas: 3Nós3, Adriana Tabalipa, Alex Flemming, Ana Vitória Mussi, André Parente, Anna Dantas, Anna Maria Maiolino, Arthur Omar, Berna Reale, Beth Moysés, Brígida Baltar, Caio Lescher, Celina Neves, Cildo Meireles, Cristina Salgado, Efrain Almeida, Eustáquio Neves, Fernanda Fernandes, Helena Martins-Costa, Hermeto Pascoal, Ismael Nery, Ivens Machado, José Damasceno, Julio Castro, Letícia Parente, Lucas Bambozzi e Giselle Beiguelman, Márcia X, Marcos Chaves, Maria Martins, Mario Cravo Neto, Mauro Espíndola, Miguel Rio Branco, Monica Piloni, Nelson Leirner, Odires Mlászho, Patrício Farías, Paulo Bruscky, Regina Silveira, Ricardo Basbaum, Rodrigo Braga, Sônia Andrade, Teatro da Vertigem com colaboração de Nuno Ramos e Eryk Rocha, Tunga, Vânia Mignone, Vera Chaves Barcellos, Victor Arruda e Walmor Corrêa
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Fotos: Marília Camelo

Photos from vāo's post 16/10/2025

📁✨
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Do arquivo: desenhos de estudo da instalação PIVOT ● coautoria do vāo com

Photos from vāo's post 02/10/2025

PIVOT | coautoria vão e | instalação realizada na amsterdam
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O pivô central é uma tecnologia de irrigação amplamente usada pelas monoculturas por viabilizar grandes plantações nos mais diversos climas e biomas — até mesmo em meio ao deserto. Sua popularização por todo o planeta pode ser verificada nas vistas da janela do avião ou nos passeios virtuais por imagens de satélite que revelam grandes extensões de cartografias de círculos verdes. Essas cartografias são inscritas nos territórios pelo movimento do esqueleto metálico que evoca a imagem de um animal fantástico cuja estrutura, suspensa do chão por grandes rodas, é composta por perfis tubulares delgados e brilhantes. A performance ganha ainda mais expressividade quando o imenso bicho industrial transpira, exalando a nuvem de irrigação que paira entre o seu corpo e a plantação. Ao se deslocar do ambiente rural para irrigar o chão da cidade, a instalação PIVOT fala sobre a beleza industrial do dispositivo ao mesmo tempo que provoca reflexões sobre a apropriação hegemônica da terra e a expropriação da água, enquanto a nuvem ressignificada proporciona uma experiência sensorial e lúdica, da cultura em toda a sua pluralidade.
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fotos:

Photos from vāo's post 25/08/2025

A expografia de ‘construction, occupation’ teve como ponto de partida os espaços da ocupação Hotel Cambridge. A primeira operação projetual foi demarcar em escala real a planta do edifício, localizado na cidade de São Paulo, no piso da sala expositiva do , localizado em Los Angeles.

Apesar de estar propositalmente referenciada nas tipologias habitacionais da ocupação, sugerindo a escala de seus espaços aos corpos visitantes, constituiu-se aqui uma inédita experiência espacial. O não compromisso com a reprodução literal do existente, que desconstrói a ideia de maquete 1:1, se realiza quando o projeto seleciona apenas algumas paredes para extrudar do chão, criando volumes e recintos expositivos em meio à virtualidade da planta copiada.
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Curadoria: Alex Flynn, Juliana Caffé e Yudi Rafael
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Artistas: André Komatsu, Bijari, Cinthia Marcelle, Cozinha Ocupação 9 de Julho, Dulcinéia Catadora, Edgar Calel, Edouard Fraipont, Eliane Caffé, Explode! Platform, Frente 3 de Fevereiro, Grupo Contrafilé, Ícaro Lira, Isadora Brant, and Fernanda Taddei, Jaime Lauriano, Jardim Miriam Arte Clube, João Simões, Julián F**s, Legítima Defesa, Noara Quintana, Peabiru – Estúdio de Arquitetura, Preta Ferreira, Raphael Escobar, Rosa Gauditano, Sato do Brasil e Virginia de Medeiros
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Fotos: Angel Xotlanihua e Elon Schoenholtz

Photos from vāo's post 24/07/2025

uma espiadinha pelo segundo andar de 'Arquipélago Imaginário' individual do fotógrafo ● em cartaz até o início de setembro no .paulista
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Photos from vāo's post 23/07/2025

um carrosel de percurso pelo primeiro andar de 'Arquipélago Imaginário', individual do fotógrafo no .paulista que tivemos o prazer de desenvolver a expografia ☆
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fotografias:
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curadoria: e
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identidade visual:

Photos from vāo's post 20/07/2025

alguns cliques da exposição 'arquipélago imaginário - luiz braga' por nosso amigo 🧡💙
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em cartaz até setembro no .paulista

Photos from vāo's post 28/04/2025

as curvas do vão envelopado a partir da rampa • mais um lindo registro de • 35ª

Photos from vāo's post 11/02/2025

vista central do vão envelopado ● mais uma de

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