Instituto Projeta

Instituto Projeta

Compartilhar

Instituto de artes

07/10/2021

A VIDA É LOKA

Esses dias tinha um moleque na quebrada
com uma arma de quase 400 páginas na mão.
Uma minas cheirando prosa, uns acendendo poesia.
Um cara sem nike no pé indo para o trampo com o zóio vermelho de tanto ler no ônibus.
Uns tiozinho e umas tiazinha no sarau enchendo a cara de poemas. Depois saíram vomitando versos na calçada.
O tráfico de informação não para,
uns estão saindo algemado aos diplomas depois de experimentarem umas pílulas de sabedoria.
As famílias, coniventes, estão em êxtase.
Esses vidas mansas estão esvaziando as cadeias e desempregando os Datenas.
A Vida não é mesmo loka?

Sergio Vaz

*Do livro "Flores de Alvenaria" Global Editora

Foto Marlon Andrade Fotografia

18/09/2021
10/12/2020

A realidade é movida pelas contradições, essa é a lógica do capital. Uma dessas grandes contradições é futebolística.

Um país exportador de matéria prima e que importa quase todos produtos industrializados que consome importou uma matéria prima inglesa, o futebol, e deu seu mais refinado acabamento. Das seis copas realizadas entre 1950 e 1970, o Brasil esteve presente em quatro finais, ganhando três delas. A economia periférica "industrializou" a matéria-prima inglesa.

Mas como é a contradição que move a vida, esse mesmo país que deu o acabamento mais desenvolvido à matéria prima inglesa acabou por se tornar um exportador de jogadores, essa mercadoria que pode ser chamada "pé-de-obra". A exportação de jogadores de futebol ainda na juventude se tornou mais um entre tantos ramos na economia vendedora de matéria prima, e se hoje em dia a relação entre seleção e torcida é quase nula esse processo pode ser a explicação. De onde saiu Firmino? Quem é Douglas Luiz? Quem são essas pessoas que nunca vestiram a camisa do meu time ou do rival?

Dessa maneira, o outrora industrializador de matéria-prima do país industrializado, deixou de ser a expressão mais bem acabada do futebol mundial para deixar seu belo futebol à reboque dos colonizadores. Passou a ser o fornecedor de matéria-prima de sempre e apreciador da Premier League.

08/12/2020

Warren Buffett, bilionário estadunidense e diretor executivo da Berkshire Hathaway, é o quarto homem mais rico do mundo, com uma fortuna estimada em 88 bilhões de dólares (aproximadamente 450 bilhões de reais). Buffet ultrapassou Bill Gates como homem mais rico do mundo em 2008 e tem se mantido junto às primeiras posições no ranking dos bilionários da Forbes ao longo da última década.

A frase em destaque foi dita por Warren Buffett durante uma entrevista com o jornalista Ben Stein. Em referência a uma declaração pública onde Buffett afirmara achar injusto que os pobres e a classe média pagassem mais impostos do que os ricos, Stein perguntou se Buffett não tinha medo de transformar a discussão tributária em uma "guerra de classes". Buffett então retrucou dizendo que a guerra de classes já existia, que havia sido iniciada pelos ricos e que os ricos são os que estão ganhando.

Fonte: "In Class Warfare, Guess Which Class Is Winning", artigo de Ben Stein no The New York Times: https://www.nytimes.com/2006/11/26/business/yourmoney/26every.html

29/10/2020

O SUS é o único sistema de saúde público do mundo que atende mais de 200 milhões de pessoas, sendo que 80% delas dependem exclusivamente dele para qualquer atendimento de saúde. Em 2020, chegou-se a 140 milhões de pessoas cadastradas nos serviços da atenção primária do SUS.

Uma pesquisa de 2018, feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mostrou que 69,7% dos brasileiros não possuem plano de saúde particular – seja individual ou empresarial. Esse percentual é ainda maior entre as pessoas das classes C, D e E, atingindo 77%.

São oferecidos 885 tipos de medicamentos para hipertensão (pressão alta), diabetes e asma, Aids e Alzheimer, além de medicamentos com até 90% de desconto indicados para dislipidemia (colesterol alto), rinite, Parkinson, osteoporose e glaucoma. Além de anticoncepcionais e fraldas geriátricas.

O Brasil é um dos países que oferece o maior número de vacinas em sua rede pública. São mais de 300 milhões de doses disponibilizadas todos os anos. Ao todo estão disponíveis 42 tipos de imunobiológicos e 25 vacinas que atendem a população nas diferentes faixas etárias: crianças, adolescentes, adultos e idosos.

Segundo dados do Mapa Assistencial, publicado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), foram realizados pelos SUS 1,57 bilhão de procedimentos como consultas, exames e internações somente no ano de 2018.

Como parte da Constituição Federal de 1988, o SUS tem como princípios a universalidade, integralidade, eqüidade, participação social e a descentralização. A universalidade, definida no artigo 196 da Constituição, determina a saúde como um “direito de todos e dever do Estado”, sendo considerado uma cláusula pétrea – não pode ser retirada da Constituição em nenhuma hipótese. Assim, o SUS deve atender todas e todos, sem distinções ou restrições, oferecendo toda a atenção necessária, sem qualquer custo.

Em 2019 o SUS recebeu R$ 147,43 bilhões, enquanto, segundo o Tesouro Nacional, foram destinados R$ 373,4 bilhões somente para o abatimento de juros da dívida pública em 2018 – mais que o dobro do valor. E comédia vem falar que falta recursos disponíveis para manter a saúde pública no país?

Não existe debate sobre se devemos ou não defender o SUS, o único debate possível é: quais as estratégias mais eficientes para se preservar o SUS. Debater a privatização do SUS é desvio de caráter, é perversão moral.



23/10/2020

Clebersvaldo, o escravo ancap.

22/10/2020

Biomas do Brasil
O Brasil é dono de uma das biodiversidades mais ricas do mundo, possui as maiores reservas de água doce e um terço das florestas tropicais que ainda restam. Em seu território existem seis principais biomas: Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampa. Bioma é um conjunto de vida vegetal e animal, constituído pelo agrupamento de tipos de vegetação que são próximos e que podem ser identificados em nível regional, com condições de geologia e clima semelhantes e que, historicamente, sofreram os mesmos processos de formação da paisagem, resultando em uma diversidade de flora e fauna própria.

21/10/2020

Em 2005, a Assembleia Geral da ONU colocou em votação uma resolução que estabelecia o acesso à comida como um direito humano. Os Estados Unidos foram o único país que votou contra e Israel foi o único país presente na assembleia a se abster.

20/10/2020

A Guerra da Água:

A partir da década de 1990, pressionado pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Banco Mundial, o governo da Bolívia passou a seguir os ditames do Consenso de Washington, implementando uma agenda neoliberal, calcada em corte de serviços sociais, austeridade fiscal e privatizações. Esse processo se acentuou durante o mandato do presidente Hugo Banzer, que cogitou colocar o serviço público de abastecimento de água na agenda das privatizações.

Diante da reação negativa, Banzer chegou a recuar temporariamente da ideia. Mas no início do ano 2000, o Banco Mundial declarou que não renovaria um empréstimo de 25 milhões de dólares à Bolívia caso o serviço de abastecimento de água não fosse privatizado. Banzer concordou então com a condição, assinando um contrato que repassava a distribuição de água para a iniciativa privada por 40 anos. O contrato foi concedido a uma companhia chamada "Aguas del Tunari", que pertencia a um consórcio de empresas estrangeiras, composto pelas multinacionais estadunidenses Bechtel e Edison e pela espanhola Abengoa SA.

Pouco tempo após a privatização, iniciaram-se as reclamações. Ao lado da deterioração da qualidade do serviço de abastecimento de água, houve um aumento sem precedente dos custos. As contas de água chegaram a subir em média até 300% em menos de um ano. Muitas pessoas foram forçadas a retirar seus filhos de escolas e parar de agendar consultas médicas particulares em função do aumento das contas de água, inviáveis para o orçamento da grande maioria dos bolivianos.

Em consequência da insatisfação generalizada, uma revolta popular alcunhada de "Guerra da Água" eclodiu em Cochabamba, a terceira maior cidade da Bolívia. Os protestos duraram vários meses e logo se espalharam por todo o país. O governo Hugo Banzer reprimiu violentamente o levante popular, declarando estado de sítio, fechando várias estações de rádio e prendendo os líderes dos movimentos. Um adolescente de 17 anos foi morto pela polícia durante os protestos e centenas de cidadãos ficaram feridos. Mesmo com a repressão governamental e a decretação do toque de recolher, a agitação social prosseguiu, agravando a crise econômica do país.

Com a Bolívia à beira de um colapso econômico e os conflitos incessantes, o governo de Banzer desistiu da privatização, anulando o contrato de concessão firmado com a Bechtel. A empresa iniciou um processo legal contra o governo boliviano, exigindo compensações no valor de 25 milhões de dólares. A batalha legal se arrastou por seis anos e atraiu a atenção de diversos movimentos anticapitalistas e anticorrupção do mundo inteiro. O episódio é narrado no documentário canadense "The Corporation", de 2003. Seis anos depois, a Bechtel e seus parceiros internacionais desistiram da ação.

Quer que seu escola/colégio seja a primeira Escola/colégio em São Paulo?

Clique aqui para requerer seu anúncio patrocinado.

Localização

Telefone

Endereço


Avenida Sapopemba, 3721
São Paulo, SP
03345-001

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:30 - 19:00
Terça-feira 09:30 - 19:00
Quarta-feira 09:30 - 19:00
Quinta-feira 09:30 - 19:00
Sexta-feira 09:30 - 19:00
Sábado 09:30 - 18:00