Transcrição e Revisão de Textos

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13/06/2022
12/06/2022

[MADRUGADA do BLOG]
- O cotidiano visto de uma outra forma -

03/06/2022

Segundo Marcos Bagno, ocorre variação quando as falantes têm a sua disposição duas ou mais formas de dizer “a mesma coisa”. Por exemplo, no Brasil existe variação no uso de “tu” e “você”, uma variação que se deve a diferentes fatores: origem geográfica, classe social, maior ou menor monitoramento do discurso etc. Ora, isso não existe no caso de “vós” e “vocês”, porque “vós” não está à disposição de ninguém no uso corrente da língua. Não existe variação “vós”/”vocês”, portanto. “Vós” só está à disposição em textos antigos e religiosos (e, mesmo assim, quando tentamos usá-lo erramos feio na conjugação!). E para quem continua chamando “você” de “pronome de tratamento”, lamento informar que essa denominação é descabida: chamar alguém de “tu” também é uma forma de tratamento (informal, por exemplo, ou até agressiva, em certos lugares e situações). Por isso e mais alguma coisa é que aquela tabela de conjugação que aparece nas gramáticas e nos livros didáticos (junto com a parlenda “eu, tu, ele, nós, vós, eles”) presta um imenso desserviço à educação linguística. O “tu” é minoritário no Brasil. Nos dois estados mais populosos do país, SP e MG, não se usa "tu" praticamente nunca (mas mesmo assim deve figurar na tabela, com as duas formas possíveis: “tu és” e “tu é”), o “você” já devia estar lá há um bom século, junto de “nós” devia aparecer “a gente” (que, segundo as pesquisas, está desbancando “nós” na fala espontânea) e por aí vai. Aquela tabela de conjugação reflete o português falado no século 16. Fico imaginando um livro de ciências atual que descrevesse, por exemplo, a medicina do século 16 como algo a ser aprendido e ensinado hoje...

Photos from Rafael Corrêa's post 07/05/2022
07/05/2022

“Linguagem ‘neutra’: língua e gênero em debate”, organizado por Fábio Ramos Barbosa Filho e Gabriel de Ávila Othero, é o lançamento de maio da Parábola Editorial e pretende responder às perguntas:

O que é o gênero “neutro”?
O que é linguagem “neutra”?
É o mesmo que linguagem inclusiva?
Precisamos disso?
Quem se beneficia de toda essa discussão?
Trata-se de corrupção da língua? De inovação?
Como abordar esse fenômeno em sala de aula?
O que ele tem a ver com o movimento feminista?
E com a sociedade em que vivemos?
O que diz a legislação sobre a linguagem inclusiva?
É preciso legislar sobre a língua?
Uso querid@s, queridXs ou querides? Tem alguma diferença?
E se eu não quiser usar nenhuma dessas formas?
O que é o “masculino não marcado”? É masculino e é não marcado?
O que é um pronome não binário?
Essas perguntas circulam pelos meios de comunicação, redações de jornal, corredores universitários, salas de aula e andam até na pauta de políticos e de todos os espectros ideológicos — interessados em respeitar ou atacar a linguagem “neutra” ou inclusiva, a depender de seu posicionamento político-ideológico.
📖 Leia um trecho da obra, acesse: https://www.parabolaeditorial.com.br/linguagem-neutra . Se gostar, utilize o código do cupom: LANC25PB, para receber 25% de desconto neste lançamento da Parábola.

02/05/2022

[DOMINGO do APRENDIZADO]
Blog: Sociologia & Análise

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