Digit-M-ed Brasil

Digit-M-ed Brasil Objetiva desencapsulação curricular por meio do trabalho crítico-colaborativo entre pesquisadores A ideia é transformar todos em formadores de formadores.

O projeto de extensão e pesquisa, DIGIT- M-ED/ Hiperconenctando Brasil – Transformando o ensino-aprendizagem, é a segunda fase do projeto de extensão e pesquisa, DIGIT-M-ED/Brasil – Transformando o ensino-aprendizagem pelas múltiplas mídias, coordenado por Fernanda Liberali de 2012 a 2015. Realizado com crianças e jovens (surdos e ouvintes) de escolas públicas e particulares dos estados de São Paulo, Ceará, Piauí e Pernambuco e envolve também seus educadores (professores, coordenadores e diretores). A ideia é desenvolver propostas didáticas que incentivem a aprendizagem e o engajamento dos alunos e educadores com conhecimentos vários e com as necessidades de seus contextos. Implica estabelecer um contato entre pesquisadores, educadores e alunos para o diálogo propiciador de debates e proposições de modos de agir dentro e fora da escola para a superação das condições imediatas. Portanto, pauta-se por uma forma de agir que se propõe crítica e colaborativa e que implica que todos os participantes serão envolvidos e engajados em contextos que pressupõem aprender e se desenvolver no processo de pesquisar. Esta proposta opera na direção da construção do inédito-viável, sugerido por Freire (1970/1987). Em outras palavras, seria um projeto que tem como foco criar bases para ir além das situações-limites colocadas pela realidade imediata, cuja força está em soluções realizáveis, porém ainda não conhecidas ou concebidas. Essa condição pressupõe a imersão crítica dos indivíduos em suas realidades conhecidas e emersão ampla em contextos múltiplos de compreensão, que ampliam seus horizontes de percepção, surpreendendo de forma dialética. Neste projeto, a proposta de desencapsulação curricular (Engeström, 2002) surge da observação crítica da ecologia de saberes existentes e disponíveis (Santos, 2008) e considera que todos sejam necessários à problematização e à constituição de alunos criativos e críticos. Pressupõe que, na esfera escolar, em um enquadre sócio-histórico-cultural, a proposição de um currículo de forma crítico-colaborativa precisa criar oportunidades para que os sujeitos se engajem em propostas coletivas de criar zonas de desenvolvimento proximal que, como apontam Engeström e Sanino (2010), precisam ser compreendidas, para além da ideia de uma zona a ser atingida ou um espaço a ser cruzado. Essa ZDP é entendida como um território a ser descoberto e vivido por meio de um mover-se sobre ele em várias direções, para frente, para trás e para os lados, deixando traços do caminho para outros exploradores que vão adaptar e lutar para ir além deles. Para tanto, propomos uma perspectiva de trabalho que focalize os multiletramentos com base nas discussões do the New London Group (1996/2000), que sugerem desenvolver recursos para lidar com as diferenças, tanto representacionais como culturais. Nesse sentido, múltiplas formas de compreensão e de representação da realidade, que se materializam em formas e mídias múltiplas, passam a ser parte da discussão, elaboração, construção, implementação, avaliação e reelaboração de propostas de transformação curricular, em consonância com os vários partícipes do contexto escolar que, em conjunto, constroem novos modos de trabalho. Para propiciar a participação engajada de todos e estabelecer uma formação social e crítica de educandos, educadores e pesquisadores da universidade, o envolvimento desses participantes na pesquisa torna-se essencial. Para que isso se realize, o projeto conta com as seguintes funções:
• Equipes de pesquisadores, compostas por doutores, mestres e alunos de doutorado, mestrado e iniciação científica (graduação e ensinos médio e fundamental) da PUC-SP e outras instituições parceiras – são responsáveis por desenvolver as bases teóricas e análises constantes sobre os dados gerados nas atividades do projeto.
• Equipes de pesquisadores-formadores compostas por alguns dos pesquisadores que são também responsáveis, juntamente com os coordenadores do projeto, pela organização das oficinas e por acompanhar diretamente as escolas e os processos em desenvolvimento em cada uma delas, por meio de observação participante de aulas, reuniões, sessões reflexivas individuais ou de série-ano. Como colaboradores no desenvolvimento de propostas curriculares, tornam-se responsáveis por discutir mais diretamente com os coordenadores, alunos-formadores e professores-formadores (ambos como grupos de apoio), modos de desenvolver propostas que sejam relevantes e pertinentes ao contexto de cada instituição.
• Coordenadores de núcleo – além das demais tarefas acima, são responsáveis pela organização do projeto em cada núcleo (São Paulo, Ceará, Piauí, Pernambuco). Coordenam as propostas de formação do grupo de pesquisadores a partir da Teoria da Atividade, dos Multiletramentos e da formação dos formadores.
• Coordenadora geral - além de participar como os demais e coordenar o núcleo inicial de São Paulo, é responsável pela organização geral dos trabalhos nos núcleos, criando oportunidades para as trocas entre os diferentes grupos. Discute com os coordenadores locais os encaminhamentos e participa de algumas reuniões específicas de cada núcleo via Skype. Os participantes das escolas focais também têm funções específicas. São elas:
• Coordenadores pedagógicos – acompanham e realizam o processo de formação e implementação do projeto em suas escolas, dando suporte aos pesquisadores e ao grupo de apoio, realizando o acompanhamento e formação da equipe.
• Grupo de Apoio:
o Grupo de professores-formadores (dois a quatro professores de cada escola) - assumem a liderança junto aos coordenadores e alunos-formadores para realizar a formação do quadro de professores da instituição. Como colegas, dão suporte e realizam formação dos demais, criando laços de colaboração no alcance de objetivos compartilhados para o desenvolvimento de todos. o Alunos-formadores (dois a quatro alunos de cada escola) – como vivenciadores da cultura infanto-juvenil, tornam-se formadores dos pesquisadores-formadores, coordenadores e professores-formadores, professores e demais alunos. o Demais professores– vivenciam processos de formação e desenvolvem propostas, as avaliam continuamente com seus alunos, participam das atividades de avaliação do projeto em geral e se engajam na formação e desenvolvimento do projeto na escola como um todo. o Demais alunos – vivenciam as propostas didáticas mediadas por múltiplas mídias de forma engajada, vivenciam com seriedade e comprometimento os processos de avaliação e se engajam na formação e desenvolvimento do projeto na escola como um todo. No projeto, os participantes se tornam formadores da comunidade escolar e são engajados nas ações de estudar, formar e acompanhar o desenvolvimento do outro em um ciclo de transformação coletiva. Essa metodologia implica ciclos de formação em Cadeia Criativa (LIBERALI, 2009), ou seja, as atividades se organizam em forma de elos encadeados, de forma não linear, para alcançar o trabalho na comunidade e o tratamento de problemas expressos na/pela comunidade. Tem como proposta o envolvimento de todos os participantes, a responsabilização de todos e a sensação de alcance coletivo, de cuidado com o outro e de desenvolvimento de algo novo/criativo/ “nosso”. As atividades previstas para o projeto incluem:
• Reuniões, presenciais (semestrais) e virtuais (mensais), dos pesquisadores dos núcleos para discussão teórica, apresentação de relatos e avaliações constantes;
• Reuniões (quinzenais) entre os pesquisadores de cada núcleo para a preparação e reflexão sobre atividades desenvolvidas com o grupo de apoio e os coordenadores e sobre as atividades desenvolvidas nas escolas;
• Oficinas (mensais) com pesquisadores-formadores, alunos-formadores, grupo de apoio e coordenadores;
• Reuniões (quinzenais ou conforme possibilidade das escolas) entre grupo de apoio, coordenadores, alunos-formadores e professores das escolas, com participação de um pesquisador-formador responsável pela escola-foco;
• Aulas nas escolas-foco (quinzenais ou conforme possibilidade das escolas) com possível participação de um pesquisador-formador e/ou coordenador;
• Reuniões (semestrais) entre pesquisadores, alunos-formadores, grupo de apoio, coordenadores, professores, alunos e demais membros da comunidade escolar em cada escola-foco;
• Eventos presenciais (anuais) com participantes dos núcleos para debate dos resultados parciais, dos encaminhamentos do projeto e da avaliação conjunta do processo em desenvolvimento;
• Reuniões (anuais) dos pesquisadores dos núcleos com pesquisadores nacionais e internacionais do DIGIT-M-ED como assessores e avaliadores externos para reflexões constantes sobre os encaminhamentos do projeto.

Vocês pensaram mesmo que o Digitmed não ia fazer BALBÚRDIA?Nesse último sábado, dia 18 de maio de 2019, discutimos desig...
20/05/2019

Vocês pensaram mesmo que o Digitmed não ia fazer BALBÚRDIA?
Nesse último sábado, dia 18 de maio de 2019, discutimos desigualdades sociais em oposição ao conceito de diferença. Fizemos isso a partir da obra de Victor Hugo, Os Miseráveis. Os participantes puderam acessar a obra em jogo de videogame, HQ, mangá, texto original, texto adaptado, musical, teatro, filme e muito mais. A partir disso, tiveram conversas com quatro professores de história que abordaram a Revolução Francesa e como a desigualdade social se materializou naquela época, criando os Miseráveis. Os participantes puderam fazer paralelos entre aquelas desigualdades e as de hoje. Foi muita BALBÚRDIA!!! Muita mesmo.
Texto de .liberali




Ontem, dia 27/04, foi dia de resistir pela arte.      @ PUC - SP
28/04/2019

Ontem, dia 27/04, foi dia de resistir pela arte.




@ PUC - SP

Pisa menos!Agora temos nosso grito de guerra: (Líder)Quem somos nós?(Todos) DigitmedianosL - O que a gente sonha?T - Igu...
27/04/2019

Pisa menos!
Agora temos nosso grito de guerra: (Líder)Quem somos nós?
(Todos) Digitmedianos
L - O que a gente sonha?
T - Igualdade entre nós sem vergonha
L - No que a gente acredita?
T -Na liberdade de ser e é “nois na fita”
E como a gente faz?
T - Com sarau, carnaval e paz
L -E o slam de hoje, como tratar?
T - É a nossa voz e vontade de transformar

Segura esse forninho, Geovana.



Digit-Slam está chegando, e vocês estão como?Usem a tag   e compartilhem os preparativos. 😎
14/04/2019

Digit-Slam está chegando, e vocês estão como?
Usem a tag e compartilhem os preparativos. 😎



Um pouco, quase nada, do encontro de ontem (30/04).Gratidão!
31/03/2019

Um pouco, quase nada, do encontro de ontem (30/04).
Gratidão!


26/03/2019

Marminine,
larga de bestagem, aproveite com a gente esse sarau de oportunidade.


15/06/2018

Amanhã, dia 16/06, em nosso evento, discutiremos questões da cidade com Marcos Barreto e Daniel Annenberg .
Vejam quem são eles!!

Marcos Barreto é economista, formado pela PUC/SP foi chefe de gabinete e secretário da secretaria de habitação e desenvolvimento urbano de São Paulo e diretor da EMURB (Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano) na gestão da prefeita Marta Suplicy. Nessa condição coordenou o programa de reabilitação do centro da cidade, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) também conhecido como Ação Centro. Foi Subprefeito da Sé na gestão do prefeito Fernando Haddad (2013). Foi, ainda, chefe de gabinete da vereadora Aldaíza Sposati no período de 1994 a 2000. Atualmente é pequeno empresário e produtor cultural.

Daniel Annenberg é secretário municipal de Inovação e Tecnologia. Formado em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), comandou a reestruturação do Detran-SP, maior órgão de trânsito da América Latina, entre 2011 e 2016. É um dos idealizadores do programa Poupatempo, reconhecido pelo padrão de qualidade no atendimento ao cidadão, projeto do qual foi superintendente por dez anos, entre 1996 e 2006. Foi sócio-fundador da Res Pública, consultoria em serviços públicos na qual atuou por cinco anos (2006 – 2011). Trabalhou ainda na Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) e na Secretaria de Administração Federal, entre outros órgãos municipais como a Secretaria Especial da Reforma Administrativa da Prefeitura Municipal de São Paulo, onde contribuiu na elaboração do Guia de Serviços Públicos e na criação do projeto das subprefeituras.

18/05/2018

Amanhã tem!!!! Não percam!!!!

29/04/2018
Primeiro encontro do Programa Digitmed 2018!!! Muitas discussões!!!!
10/03/2018

Primeiro encontro do Programa Digitmed 2018!!! Muitas discussões!!!!

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