Prof Daniel Zucchi
Fisioterapeuta. Me Bioengenharia USP
Criador: Formação em Linfoterapia Estética e Metodologia OPERAH.
🔴 Como a drenagem previne fibrose
Fibrose se previne controlando a resposta inflamatória desde os primeiros dias do pós-operatório.
E esse resposta inflamatória acontece por conta do edema que é causado durante a cirurgia.
É por isso que a drenagem feita com raciocínio clínico faz diferença. Não é apenas “tirar líquido”. É reduzir edema, melhorar a oxigenação dos tecidos, favorecer a cicatrização e diminuir os estímulos que levam à formação de uma fibrose patológica.
Quem espera a fibrose aparecer para começar a agir, já perdeu a melhor oportunidade de intervenção.
A verdadeira pergunta é: você está tratando as consequências ou prevenindo a causa?
Comente FIBROSE e eu vou mostrar como funciona esse raciocínio clínico na prática.
Os 4 maiores erros da drenagem pós-operatória.
Você pode dominar dezenas de manobras… mas, se errar esses 4 pontos, dificilmente terá o melhor resultado.
❌ 1. Errar o momento de começar.
Nem cedo demais. Nem tarde demais. Existe um raciocínio clínico por trás do tempo ideal. Cirurgia com tecnologia ou cirurgia sem tecnologia. Isso muda todo o cenário.
❌ 2. Errar a frequência das sessões.
Fazer “3 vezes por semana para todo mundo” é protocolo. Não é ciência. Cada fase do reparo tecidual exige uma estratégia diferente.
❌ 3. Acreditar que o segredo está nas manobras.
A técnica importa, mas a escolha da manobra deve respeitar a fisiologia do tecido. Não existe manobra milagrosa. Pense sempre em como potencializar o trabalho do sistema linfático.
❌ 4. Achar que somente uma drenagem e manual é taping vai resolver. Sinto muito. Não resolverá. Seu paciente precisa de muito mais do que isso.
O sucesso no pós-operatório não depende de quantas técnicas você conhece. Depende de entender o que o tecido precisa em cada fase da cicatrização.
Agora me responda: qual desses quatro erros você mais vê sendo cometido hoje?
🔴Edema assimétrico pós LIPO HD
Neste caso, a paciente já havia passado por uma abdominoplastia anteriormente. Durante a avaliação, ficou claro que o edema era muito mais intenso de um lado do abdômen.
Coincidência? Não.
Quando existe lesão da fáscia de Scarpa, a drenagem natural dos líquidos pode ser comprometida de forma diferente em cada lado. Isso altera o comportamento do edema e aumenta o risco de intercorrências se o tratamento for baseado apenas em protocolos prontos.
É por isso que eu insisto: quem trata pós-operatório precisa entender anatomia, fisiologia e raciocínio clínico. Sem isso, você trata o sintoma, mas não a causa.
Agora quero saber a sua opinião:
Você já atendeu um caso em que um lado do abdômen inchava muito mais do que o outro? O que você acreditava que causava essa diferença?
29/07/2026
“Fibrose é normal do pós-operatório.” 🚫
Não é. E chamar isso de “normal” é erro de conduta.
Na live de amanhã eu vou expor:
→ Por que fibrose “leve” nunca deveria ser ignorada
→ O que profissionais confundem com cicatrização normal (e não é)
→ Oque fazer para prevenir e não ter mais fibrose no pós operatório.
Se você já ouviu “isso é normal” comenta aqui embaixo. Quero ver quantos casos aparecem.
📅 30/07 às 7:00 — AO VIVO
Perfeito. Mantive a primeira parte praticamente igual e deixei o final bem mais enxuto:
“Daniel, o que causa um seroma?”
Essa foi uma das perguntas que recebi na caixinha de hoje.
A resposta é: sim, a falta de drenagem pode favorecer a formação do seroma.
Mas existe um detalhe que poucos profissionais entendem.
Quando há lesão da fáscia de Scarpa durante a cirurgia, o risco de seroma aumenta significativamente. Nesses casos, a drenagem linfática é indispensável, porém sozinha não é suficiente.
Se você acredita que apenas drenagem e um taping vão resolver, provavelmente está deixando de oferecer tudo o que esse paciente realmente precisa.
O seroma exige muito mais do que técnica. Exige raciocínio clínico, acompanhamento e a associação das condutas corretas para cada fase da recuperação.
É isso que diferencia quem apenas drena de quem realmente trata o paciente.
E me conta uma coisa: na sua formação, alguém já explicou a relação entre a fáscia de Scarpa e o seroma? Comente o que achou dessa informação.
Antes de responder uma pergunta, eu sempre faço outra:
Estamos defendendo uma técnica… ou defendendo o resultado do paciente?
Muita gente entra na zona de conforto e acredita que só existe uma forma “certa” de fazer drenagem linfática. Mas o corpo humano não foi feito para se adaptar à técnica. É a técnica que precisa se adaptar ao corpo, à fisiologia e ao momento clínico do paciente.
A técnica de Vodder tem sua importância histórica e foi um marco para a linfoterapia. Mas transformar qualquer método em uma verdade absoluta é deixar de evoluir.
Quando falo que movimentos de arraste podem ser mais eficientes do que apenas movimentos de bombeamento em determinadas situações, não estou desmerecendo uma escola. Estou defendendo aquilo que faz sentido na prática clínica e no raciocínio baseado em anatomia, fisiologia e evidências.
Quem permanece na zona de conforto repete protocolos.
Quem desenvolve raciocínio clínico escolhe a melhor estratégia para cada paciente.
E é exatamente essa diferença que separa quem apenas executa técnicas de quem realmente entrega resultados.
Agora eu quero saber a sua opinião:
Você acredita que uma única técnica resolve todos os casos ou que o profissional precisa evoluir junto com a ciência? 👇
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São Paulo, SP