28/03/2023
NÃO SUBESTIME AS MEDIDAS SUBJETIVAS NO TREINAMENTO!
Estudos prévios têm demostrando superioridade do treinamento aeróbio individualmente guiado pelo monitoramento da variabilidade da frequência cardíaca (VFC) quando comparado ao treinamento aeróbio prescrito de maneira pré-definida e fixa. Ainda, as evidências disponíveis sugerem que medidas subjetivas (p.ex., questionários) tem maior consistência e sensibilidade comparado as medidas objetivas (p.ex., VFC) em rastrear mudanças agudas e crônicas nas cargas de treinamento. Nesse sentido, um estudo conduzido por brasileiros da Universidade Estadual de Maringá comparou o efeito de três protocolos diferentes de treinamento aeróbio sobre o pico de velocidade no teste incremental (PV), o tempo até a exaustão no pico de velocidade (Tlim) e o desempenho num teste de 5 km contrarrelógio (5kmTT). Um grupo de 12 corredores recreacionais realizou 5 semanas de treinamento aeróbio de maneira fixa, conforme havia sido pré-defina pelos pesquisadores. Outros dois grupos também com 12 corredores recreacionais em cada realizaram o mesmo tempo de intervenção. Nesses grupos, porém, as cargas de treinamento foram ajustadas antes da sessão de treino de duas maneiras diferentes: um grupo ajustava as cargas de treinamento com base nos valores de VFC, enquanto o outro ajustava as cargas de treinamento com base nos valores de estresse relatados no questionário DALDA (Daily Analysis of Life Demands for Athletes). Interessantemente, os autores mostraram que a melhora do desempenho nos te**es de resistência (PV e 5kmTT) foi significativamente superior no grupo em que as cargas de treinamento foram guiadas pelos valores de estresse relatados no questionário DALDA quando comparado ao grupo guiado pela VFC e ao grupo de cargas pré-definidas e fixas.
The aim of this study was to determine the effect of endurance training individually guided by objective (Heart Rate Variability-HRV) or self-report measure of stress (DALDA-questionnaire) in compa...